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SPTrans anuncia novas medidas de combate às fraudes no Bilhete Único

Bilhete Único é usado em ônibus, trem e metrô. Foto: Adamo Bazani

Entre as novidades estão limite de crédito mesmo nos bilhetes sem personalização e cancelamento automático de cartões com recargas irregularidades

ADAMO BAZANI / ALEXANDRE PELEGI

A partir desta sexta-feira, 1º de fevereiro de 2019, entram em vigor novas medidas da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) e da SPTrans para coibir fraudes no Bilhete Único.

A prefeitura de São Paulo publicou duas portarias com as mudanças nesta quarta-feira, 30 de janeiro.

Entre as medidas está a definição de limite de crédito do tipo comum em qualquer cartão do BU sem dados pessoais impressos, além de modelos de estudante e Vale Transporte emitidos até 2013.

Outra medida determina que a SPTrans cancele os cartões flagrados contendo recargas irregulares ou ilícitas, e comunique a polícia.

A partir de fevereiro, portanto, esses modelos de cartões aceitarão, no máximo, cargas de 10 tarifas (R$ 43 no valor atual).

Hoje o limite de créditos comuns é de R$ 350,00.

O usuário que tiver saldo acima de R$ 43,00 em um desses três modelos de BU terá prazo de quatro meses para utilizar os créditos. Após esse período, os cartões com carga acima deste valor não serão mais aceitos em todo o sistema.

O passageiro poderá recuperar o saldo restante em caso de não utilização, mas para isso deverá solicitar um novo cartão.

Para ter um cartão com maior capacidade de crédito, o passageiro deverá solicitar gratuitamente um cartão personalizado, pelo site da SPTrans, no link: http://bilheteunico.sptrans.com.br/cadastro.aspx.

O cartão deverá ser retirado em um dos postos da SPTrans. A relação de postos está disponível no link: http://bilheteunico.sptrans.com.br/comumRecargaPostos.aspx.

Já os bilhetes de modelos novos personalizados continuarão tendo limite de R$ 350,00 para créditos comuns.

A SMT e a SPTrans alegam que a medida tem como objetivo restringir o acesso de fraudadores ao Bilhete Único e a comercialização irregular de créditos e cartões, prática criminosa que onera o sistema municipal de transportes e o cidadão paulistano.

Adamo Bazani e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes

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