Pouso Alegre (MG) terá tarifa de ônibus mais cara a partir desta quarta-feira, 2

Publicado em: 1 de janeiro de 2019

Expresso Planalto passa a operar na cidade a partir de março deste ano. Foto: Marlon Mendes da Silva Souza

Reajuste de 5,5% elevou valor da tarifa urbana dos atuais R$ 3,60 para R$ 3,80

ALEXANDRE PELEGI

Pouso Alegre, município do sul de Minas com cerca de 150 mil habitantes, promoveu reajuste da tarifa de ônibus municipal.

Através de decreto assinado pelo prefeito Rafael Simões na quinta-feira, dia 27 de dezembro de 2018, o aumento levará a atual tarifa de R$ 3,60 para R$ 3,80, aumento de 5,5 %. O novo valor já passa a valer a partir de amanhã, quarta-feira, 2 de janeiro.

O reajuste, concedido através do Decreto 4.953/18, está previsto na Lei Municipal 2.456/90, que regula o contrato de concessão do serviço de transporte coletivo no município.

A prefeitura alega que a majoração da tarifa teve como base o reajuste salarial, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos últimos 12 meses e a variação de preços dos combustíveis. Este último, o aumento do diesel, foi o que mais interferiu no reajuste, segundo a prefeitura.

Após o reajuste, Pouso Alegre ainda mantém o menor preço da tarifa de ônibus urbano entre as cidades de porte da região, segundo afirma comunicado da Assessoria de Comunicação da Prefeitura da cidade mineira: Varginha (R$ 4,00), Poços de Caldas (R$ 4,00) e Passos (R$ 4,05).

O último reajuste foi concedido em dezembro de 2017, quando a tarifa passou de R$ 3,20 para R$ 3,60, aumento de 12%.

LINHA RURAIS

A tarifa do transporte rural também sofreu de reajuste, e salta de R$ 4,80 para R$ 5,20, aumento de 8,3%. Este valor vale para quem paga em moeda corrente na roleta, mas cai para R$ 4,75 com o incentivo do uso do cartão o cartão magnético.

As linhas rurais incluem o distrito de São José do Pantano e os bairros Curralinho/CAIC, Cervo, Brejal, Canta Galo, Cruz Alta, Imbuia/Anhumas e Estrada do Itaim. O cartão, sem nenhum custo ao usuário, pode ser recarregável a bordo ou com as compras realizadas diretamente pelo celular, internet ou nos diversos pontos de vendas.

O Decreto 4.953/18 mantém o passe escolar com desconto de 50% do valor fixado, aos estudantes matriculados em estabelecimentos de ensino oficiais e técnicos profissionalizantes reconhecidos ou inscritos pelo Ministério da Educação.

NOVA EMPRESA

A partir de março uma nova empresa vai assumir o serviço de transporte coletivo urbano e rural em Pouso Alegre, a Expresso Planalto, vencedora da licitação. Relembre: Nova empresa de transporte público de Pouso Alegre começa a operar em março de 2019

Trata-se da Expresso Planalto, que assinou contrato de concessão no dia 11 de dezembro de 2018.

O contrato tem duração de 20 anos, e a Planalto deverá operar 26 linhas na cidade, com uma frota de 56 ônibus novos que deverão ser comprados pela empresa.

A Lotus, que resultou da incorporação da atual concessionária Princesa do Sul ao Expresso Gardenia, desistiu da licitação para o transporte público de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Com isso, apenas a empresa Expresso Planalto, que pertence ao grupo CSC, participou do certame. A abertura das propostas foi no dia 29 de agosto de 2018, quando a Lotus comunicou sua desistência.

As duas empresas, Planalto e Princesa do Sul, farão a transição do serviço do transporte público do município, o que inclui o sistema de bilhetagem eletrônica.

TRANSPORTE EM POUSO ALEGRE

O sistema de ônibus de Pouso Alegre transporta 564 mil passageiros/mês. O edital de concessão estima uma demanda total mensal de 647 mil, dos quais 469 mil pagantes.

Ao publicar o novo Edital de Concorrência Pública no dia 9 de julho de 2018, a prefeitura esclareceu:

“O processo de licitação já havia sido publicado anteriormente, porém, foi suspenso para adequações. Dentre as alterações, as empresas participantes do processo deverão, obrigatoriamente, ter frota total de 41 ônibus, 13 mini ônibus e 02 micro-ônibus, todos zero quilometro, equipados com GPS, WI-FI e lixeira interna e aplicativo de celular”.

Para aumentar a competitividade entre as empresas licitantes, o capital mínimo exigido da empresa foi de 1% do valor estimado da contratação, de acordo com o edital.

Além disso, o documento estabeleceu como critério que a manutenção dos abrigos nos pontos de ônibus passaria a ser de responsabilidade da empresa concessionária. Outra exigência foi a de que a frota deveria ser adaptada para atender ao passageiro com dificuldade de locomoção. Além disso, caberia à empresa disponibilizar o serviço de atendimento via 0800 em até 180 dias.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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