Prefeito de BH se diz assustado com valor, que garante ser “inviável”, mas não descarta reajuste em 2019
ALEXANDRE PELEGI
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, convocou a imprensa nesta sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2018, para revelar os resultados da auditoria realizada pela empresa Maciel Consultores sobre o que ele próprio convencionou chamar de “caixa-preta” da BHTRANS.
Além de não encontrar irregularidade nos contratos firmados entre a BHTrans e as empresas de ônibus, os cálculos e análises dos auditores levaram à conclusão de que a tarifa de ônibus na capital mineira deveria custar hoje R$ 6,35.
Dizendo-se assustado com o valor, Kalil afirmou que o preço é inviável. Mesmo assim, ele não descartou um possível reajuste na tarifa em 2019.
O último reajuste da tarifa (9,04%) ocorreu em dezembro de 2016. Quando as empresas que prestam o serviço de transporte solicitaram um novo reajuste, a prefeitura condicionou qualquer aumento à análise das contas do sistema. O preço praticado atualmente é de R$ 4,05.
“Eu esperava abrir uma caixa-preta, mas nós, praticamente, tivemos 400 caixas da BHTrans abertas. Eu estou assustado. Não temos a menor condição em tarifar esses valores”, afirmou Kalil.
Para chegar ao valor de R$ 6,35, a empresa contratada pela prefeitura de BH levou em consideração uma série de dados, como a receita, os custos, as áreas de investimento e o lucro das empresas entre 2013 a 2016. Kalil informou que a investigação realizada pela Maciel Consultores levou em conta cerca de 104 mil documentos que regem os contratos do transporte na capital.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
