CPTM contrata empresa para manutenção dos trilhos das linhas 11 e 12 que vai custar R$ 164 milhões

Contrato será de 48 meses. Foto: Adamo Bazani (Cloque para Ampliar)

Por um ano serviço ficou somente com os funcionários da estatal. Ainda falta definição para outras quatro linhas

ADAMO BAZANI

Após uma licitação marcada por atrasos e contestações de participantes, finalmente a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos assinou contrato com uma empresa que vai cuidar da manutenção dos trilhos (via permanente) e dos equipamentos relacionados das linhas 11 – Coral (Luz/Guaianazes) e 12 – Safira (Brás/Calmon Viana).

A companhia de trens publicou o resultado da licitação e a homologação do contrato, que vai durar dois anos, com o Consórcio TGS Manutenção Linhas 11 e 12.

O consórcio é formado pelas empresas Trail Infraestrutura Ltda, Gros Engenharia Eireli e SPAVias Engenharia Ltda.

O valor do contrato é de quase R$ 164 milhões (R$ 163.995.744,71 – Base: julho/18).

A licitação, que se arrastava desde o ano passado, teve quatro republicações e, pela última vez, a CPTM havia previsto que os contratos seriam assinados em outubro.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/09/12/contratos-para-manutencao-dos-trilhos-de-quatro-linhas-serao-assinados-em-outubro-diz-cptm/

Ainda faltam as assinaturas de dois contratos das licitações de outras quatro linhas: uma para a 08 – Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes) e a 09 – Esmeralda (Osasco/Grajaú) e outro para as linhas 7 – Rubi (Luz – Francisco Morato – Jundiaí) e 10 Turquesa (Brás – Santo André – Rio Grande da Serra).

Desde o fim dos contratos com as empresas terceirizadas no ano passado, os serviços de manutenção têm sido realizados somente pelas equipes da própria CPTM.

Funcionários procuraram a reportagem no início do ano dizendo que por assumirem serviços que eram de responsabilidade das terceirizadas estão sobrecarregados de trabalho e que estão sendo realizadas apenas intervenções básicas e emergenciais.

Somente as linhas 7 e 10, antes do fim do contrato em 31 de agosto de 2017, tinham juntas 300 funcionários na manutenção, agora, são em torno de 30, segundo as denúncias de funcionários

Segundo a CPTM, em reportagens anteriores no Diário do Transporte, a manutenção não sofre qualquer problema ou defasagem pelo fato de ser realizada somente pelos funcionários da companhia, que ainda acrescentou que não há sobrecarga de trabalho.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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