Tecnologia no DNA das empresas de mobilidade

Foto: Pedro Ribas/ANPr

Inovação dos processos amplia a demanda de trabalho de profissionais da tecnologia no setor de transporte de passageiros

Um passado recente evidenciava um transporte de passageiros feito de maneira não tão estruturada, com gerenciamento de frota informal e a utilização de vales transporte na forma de fichas ou bilhetes de papel. Este cenário cedeu espaço a um setor moderno, que vivencia hoje uma revolução a partir da implantação de sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning, ou Planejamento dos Recursos da Empresa) e ITS (Intelligent Transport Systems), soluções que permitem registrar e gerenciar praticamente todas as atividades das empresas operadoras.

Isso engloba desde a entrada e saída de um veículo na garagem, posição no trânsito, (pelo rastreamento via GPS), a dirigibilidade do motorista (pelo sistema de telemetria), entender e distribuir melhor as escalas de trabalho, o padrão de comportamento dos passageiros (usando o mapeamento origem x destino), o uso correto das gratuidades (por meio da biometria facial), o pagamento da passagem com uso de cartão de transporte, entre outras funcionalidades.

A tecnologia fez com que o segmento adquirisse características muito peculiares e isso demanda profissionais aptos a gerenciar tamanho volume de informação. Este é o caso de Anderson Oberdan, formado em Tecnologia da Informação (T.I.) e que ingressou no setor com 22 anos, como auxiliar no controle de manutenção de uma operadora de Curitiba. Em 2018, ele completou 18 anos atuando ininterruptamente no segmento do transporte coletivo e hoje integra o time da Metrocard, associação que congrega as empresas de transporte público da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “O foco das minhas atividades está relacionado ao tratamento e à análise da informação, que chega de bancos de dados que registram tanto as atividades da associação, como também a operação dos veículos, estações tubo, terminais e garagens das empresas operadoras do Sistema Metropolitano”, explica.

Ele lembra que, quando ingressou no ramo, no início dos anos 2000, contar com profissionais focados exclusivamente na área de T.I. dentro da empresa era um luxo. “Isso mudou e hoje é fundamental garantir que os sistemas de informação e os equipamentos que capturam e tratam estes dados não sejam interrompidos”, diz.

Desvendando dados

A presença dos profissionais de T.I. auxilia na leitura e entendimento das informações, racionalizando e aprimorando a gestão, o que acaba revertendo em um sistema de transporte com menor custo. Esta dinâmica exige preparo ainda na formação acadêmica.

O professor Felippe Benavente Canteras, da Faculdade de Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), conta que a instituição está preparando os futuros profissionais para atuar em diversas situações dentro do mercado de trabalho da área, passando por órgãos públicos que mexem diretamente com a infraestrutura, até o desenvolvimento de pesquisas em centros de tecnologia. O perfil proposto para o egresso está estruturado para que ele possa atuar em áreas ligadas aos transportes, indo desde o projeto da infraestrutura até o gerenciamento do fluxo de veículos.

“A troca de experiência entre estudantes de cursos relacionados ao setor e empresas da área reforça a formação interdisciplinar do aluno, promovendo uma visão sistêmica dos problemas reais enfrentados pela sociedade”, cita, lembrando que a partir de 2019 a Faculdade oferecerá pela primeira vez o curso de graduação em Engenharia de Transportes. “Vamos formar profissionais aptos a elaborar projetos e construção de infraestrutura necessária aos transportes, operar sistemas de transportes, a conexão entre as diversas modalidades de transportes, bem como o projeto, construção e operação de terminais intermodais”, acrescenta.

A capacidade para pensar “fora da caixa” também é um fator determinante para os profissionais da área da tecnologia que querem ingressar no segmento do transporte. E não apenas no transporte, visto que as inovações farão com que o mundo do trabalho do futuro necessite cada vez mais de atividades relacionadas à tecnologia. Neste cenário, a figura do profissional de T.I. terá grande procura.

“Valorizamos o perfil inovador e buscamos profissionais que consigam trazer novas propostas, ideias, soluções e modelos de interação com os usuários. Além disso, é necessário possuir resiliência e capacidade de trabalhar em equipe”, afirma Carlos Tetamanti, gerente de RH Estratégico da Transdata, uma das maiores empresas nacionais no desenvolvimento de soluções integradas em ITS dedicadas à mobilidade humana, reconhecida pela experiência na bilhetagem eletrônica de mais de 360 cidades do país e do mundo.

Tetamanti lembra que a mobilidade é uma área multidisciplinar e bastante ampla, o que requer do profissional um envolvimento constante com especialistas de outras áreas. “Como atuamos em mobilidade em todos seus aspectos, entendemos que qualquer forma de transporte que possa ser interligada usando nossas tecnologias é um mercado estratégico”, esclarece. Mais em https://www.itstransdata.com/

Sobre a Transdata –

A Transdata é uma das principais empresas do Brasil no desenvolvimento de soluções integradas em ITS (Intelligent Transport Systems) dedicadas à mobilidade e reconhecida por sua tecnologia e experiência na bilhetagem eletrônica e outras soluções em transporte de passageiros, como a biometria facial, controle operacional e gestão de frotas, sistema de monitoramento, informação ao passageiro em tempo real, Data Center e rede de vendas, entre outros. Sediada em Campinas (SP) e com filiais em Brasília (DF) e João Pessoa (PB), a empresa possui 25 anos de experiência em mais de 380 cidades no Brasil e do mundo, com mais de 600 projetos, 20.224 frotas atendidas e mais de 65 mil dispositivos produzidos, impactando positivamente 30 milhões de passageiros por dia.

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