Metrô de SP atrasa pagamentos em fim de gestão

Obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro

Com R$ 74 milhões de faturas vencidas até novembro, gestão Márcio França afirma ter liberado R$ 47 milhões na quarta-feira, dia 5

ALEXANDRE PELEGI

Com menos investimentos executados do orçamento de 2018 para o Metrô de São Paulo, a gestão do atual governo do estado chega ao fim com atraso nos pagamentos à execução de algumas obras.

A informação é do jornal O Estado de SP, a quem a gestão Márcio França garante regularizar a situação antes de o eleito João Doria assumir o posto em janeiro.

Os atrasos nos pagamentos de obras foram verificados em outubro e novembro, segundo apurou a reportagem do jornal, com faturas vencidas que somam R$ 74,3 milhões. O governo afirma já ter liberado R$ 47 milhões na última quarta-feira, dia 5 de dezembro de 2018.

Houve uma forte redução nos repasses do orçamento este ano para a Companhia do Metrô. Com uma previsão inicial de R$ 2,3 bilhões para material rodante e obras de expansão, apenas R$ 1,5 bilhão havia sido repassado até novembro.

Os dados contrastam com 2017, quando os recursos liberados, R$ 3,3 bilhões, superaram a previsão de R$ 2,9 bilhões.

Dentre as obras com as quais o Metrô tem dívidas, segundo a reportagem, está o monotrilho da Linha 17-Ouro, cuja maior parte da obra é feita pelo consórcio liderado pela empreiteira Tiisa. A empresa confirmou o atraso em dois contratos. Além desta, representantes de outros três grandes fornecedores de materiais e serviços do Metrô citaram atrasos.

O governo estadual informou por nota ao jornal que honrará os compromissos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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