Bombardier anuncia demissão de 5 mil funcionários e venda de ativos

Parte de transporte ferroviário ficará vinculada ao recém instalado Escritório de Tecnologias Avançadas

Em comunicado, empresa canadense, uma das maiores fabricantes de trens do mundo, anunciou que processo de enxugamento da estrutura da empresa cortará custos em US$ 250 milhões por ano até 2021

ALEXANDRE PELEGI

A Bombardier, fabricante de aeronaves e trens canadense, anunciou nesta quinta-feira, dia 8 de novembro de 2018, que vai iniciar um processo de reestruturação corporativa.

A empresa canadense, uma das maiores fabricantes de trens do mundo, cortará seus custos em US$ 250 milhões por ano até 2021, afirmou o grupo em um comunicado.

Como parte do processo, a gigante do setor de produção de vagões ferroviários e aviões regionais anunciou que venderá ativos considerados não essenciais. Como resultado, cinco mil funcionários – cerca de 7% de sua mão de obra – deverão perder seus empregos nos próximos 12 a 18 meses.

A empresa, que emprega aproximadamente 64 mil pessoas, vai se desfazer do programa de aeronaves da série Q (aviões turboélices de porte médio). O negócio já teria sido fechado com uma subsidiária da Longview Aviation Capital por US$ 300 milhões.

A área de treinamento de voo e manutenção da divisão de aeronaves executivas também foi vendida por US$ 800 milhões, desta feita para a CAE, empresa especializada neste ramo de negócio.

Já o programa de reestruturação corporativa terá como finalidade elevar a produtividade e, ao mesmo tempo, enxugar a estrutura da companhia. A divisão aeroespacial será reduzida, com a transferência de técnicos considerados essenciais para outros segmentos.

A parte de transporte ferroviário ficará vinculada ao Escritório de Tecnologias Avançadas criado pela Bombardier, cuja missão será desenvolver sistemas e produtos de engenharia para outras divisões.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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