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Metrô vai contratar empresas para recolher cães e gatos abandonados em trilhos e estações

Funcionários do Metrô recolhem cão ferido na linha 3-Vermelha. Presença do animal causou paralisação dos trens em fevereiro de 2017. Foto: Reprodução Record TV/ Clique para ampliar

Casos de atropelamentos de animais podem, inclusive, prejudicar operações e aumentar riscos de acidentes com os trens

ADAMO BAZANI

O Metrô de São Paulo abriu um processo de cadastramento de empresas para recolher cães, gatos e outros animais domésticos sem dono ou abandonados nas linhas, estações, pátios e outras áreas tanto administrativas como operacionais.

A contratação será por meio de parceria e as pessoas jurídicas interessadas devem se cadastrar entre esta segunda-feira, 05 de novembro de 2018 e o dia 07 de dezembro de 2018.

Atropelamentos, principalmente de cães, pelas composições do metrô acabam sendo comuns na rede, de acordo com os funcionários. Há casos também de animais eletrocutados nos trilhos (por onde passa a energia) e nos equipamentos.

Além de ser perigosa para a vida dos animais, a presença deles nas estações e, principalmente, nas linhas pode ocasionar acidentes e atrasos na operação.

As empresas que firmarem parceria com o Metrô devem providenciar o recolhimento e cuidados dos animais, bem como dar o tratamento de saúde, realizar as vacinações e destinar os bichos para novos donos.

Outra função é recolher os animais que tenham sido mortos pelos trens e equipamentos.

A empresa deve ter estrutura física para abrigar os animais.

O tempo de contrato é de um ano e a previsão é de dois atendimentos, em média, por mês.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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