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Deputados querem mudar nomes de estações da CPTM

Estação Água Branca é uma das que tem proposta para mudança de nome. Imagem: Astradifortitus (Clique para Ampliar)

Até mesmo onde não há operações, existem projetos de nomenclaturas novas

ADAMO BAZANI

A CPTM transporta até três milhões de pessoas por dia numa malha de aproximadamente 270 km.

Essencial para o deslocamento principalmente de pessoas que moram em locais mais afastados onde a infraestrutura e a oferta de emprego são menores, a rede passou por vários avanços nos últimos anos (nem dá para comparar com a precariedade das épocas de Fepasa e CBTU), mas ainda enfrenta diversos problemas, como controle de trem e sinalização de tecnologia ultrapassada, estações sem acessibilidade plena, vandalismo e uma verdadeira invasão de vendedores ambulantes que comercializam de tudo nos carros (vagões), desde balinhas até remédios e, pasmem, contratos para a venda de imóveis.

Entretanto, apesar dos problemas, os nomes das estações são preocupações de parlamentares estaduais.

Na pauta desta quarta-feira, 24 de outubro de 2018, estão projetos, alguns antigos e já vetados em primeiras votações, que dão denominações diferentes às estações.

Em 2016, o deputado Luiz Fernando T. Ferreira apresentou o projeto de lei nº 43 para mudar o nome da Estação Água Branca da Linha 7 – Rubi da CPTM para “Estação Nacional – Água Branca”.

O projeto de 172, de 2006, do deputado Jorge Caruso, voltou à pauta, provavelmente para sair de maneira definitiva já que tinha sido vetado. A proposta quer alterar o nome da Estação Grajaú da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM para a “Estação Sebastião Zillig”.

Há projetos também para nomes de estações que não operam e que nem foram inauguradas.

O deputado Luiz Cláudio Marcolino apesentou em 2014 o projeto 1333 que denomina de “Santa Cabrini” uma das estações da extensão da linha 9 Esmeralda, que  fica no Jardim São Bernardo Vila Natal, Distrito do Grajaú.

Já o deputado Marcos Neves, em 2011, propôs que a estação central de trem da CPTM em São Roque, passasse a se chamar “Estação São Roque: Recanto dos Imigrantes”.

Na ocasião, havia um projeto do Governo do Estado para transformar a estação numa parada de trem turístico e, em 2013, para uma linha de trem regional, como mostra uma nota da prefeitura de São Roque na época: – http://www.saoroque.sp.gov.br/portal/noticias/0/3/3357/CPTM-define-prazo-para-inicio-das-obras-do-trem-de-passageiros-que-ligar%C3%A1-S%C3%A3o-Roque-a-S%C3%A3o-Paulo

Nada se concretizou.

MUDANÇAS DE NOMES PODEM CUSTAR QUASE R$ 1 MILHÃO:

Muitos passageiros podem pensar que a alteração do nome de estações é uma medida simples, mas as mudanças podem custar de R$ 500 mil a R$ 900 mil.

É o que mostra um estudo apresentado na 22ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, de 2016, da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP.

De autoria de Clercia Mara de Oliveira Nisti, Helena da Silva Andrade e Thiago dos Santos da Silva, o trabalhou analisou as estações da CPTM na época.

Os custos se referem a novas placas, sinalizações, regravações do áudio de anúncio de paradas e atualizações de mapas.

Dependendo do caso, a mudança também deve ser feita em outras estações do sistema. São os casos de estações-terminais ou que fazem integrações com outras linhas tanto da CPTM como do Metrô.

As alterações de nomes de estações também provocam mudanças em placas de sinalização de trânsito e letreiros de ônibus.

Confira o estudo:

ESTUDO-MUDANÇA-DE-NOMES-CPTM

Resumo dos projetos de mudanças de nomes de estações:

 Veto – Discussão e votação – Projeto de lei nº 1333, de 2014, (Autógrafo nº 31400), vetado totalmente, de autoria do deputado Luiz Cláudio Marcolino. Dá a denominação de “Santa Cabrini” à estação da linha “9 – Esmeralda” da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos CPTM, no Jardim São Bernardo Vila Natal, Distrito do Grajaú, na Capital. (Artigo 28, § 6º da Constituição do Estado).

– Veto – Discussão e votação – Projeto de lei nº 43, de 2016, (Autógrafo nº 31826), vetado totalmente, de autoria do deputado Luiz Fernando T. Ferreira. Dá a denominação de “Estação Nacional – Água Branca” à atual “Estação Água Branca” da Linha 7 – Rubi da CPTM, na Capital. Parecer nº 222, de 2017, da Comissão de Justiça e Redação, favorável ao projeto. (Artigo 28, § 6º da Constituição do Estado).

Veto – Discussão e votação – Projeto de lei nº 172, de 2006, (Autógrafo nº 31195), vetado totalmente, de autoria do deputado Jorge Caruso. Dá a denominação de “Estação Sebastião Zillig”, à Estação Grajaú da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM, na Capital. (Artigo 28, §6º da Constituição do Estado).

Veto – Discussão e votação – Projeto de lei nº 1128, de 2011, (Autógrafo nº 31194), vetado totalmente, de autoria do deputado Marcos Neves. Dá a denominação de “Estação São Roque: Recanto dos Imigrantes” à estação central de trem da CPTM em São Roque. (Artigo 28, § 6º Da Constituição do Estado)

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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