Com novas estações, metrô de SP prevê atrair mais de 200 mil paulistanos para o sistema de trilhos

Foto: mezanino da estação Santa Cruz; imagem de vídeo da Seven Soluções de Engenharia

Linha Lilás, quando estiver completa, deverá transportar 855 mil pessoas por dia

ALEXANDRE PELEGI

Como anunciamos em primeira mão (relembre), o Metrô de São Paulo inaugura na manhã desta sexta-feira, dia 28 de setembro de 2018, mais três estações da Linha 5-Lilás: Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin.

A Linha 5 – Lilás, em obras desde 1998, deveria ter sido concluída em 2014. O Governo de São Paulo atribuiu os atrasos principalmente a construtoras que não cumpriram cronogramas de obra.

Caminhos curtos, menos baldeações, mudanças de itinerários… É o que promete a Companhia após a inauguração das novas estações.

Depois de hoje será possível sair do Capão Redondo, na zona sul e chegar à região central de São Paulo somente por trilhos. Graças à extensão de 2,8 quilômetros na linha, o passageiro poderá integrar com a Linha 1-Azul na estação Santa Cruz, e com a Linha 2-Verde na estação Chácara Klabin.

A Linha 5-Lilás, agora com 20 quilômetros de extensão, estará completa no final do ano, com a inauguração da estação Estação Campo Belo.

As estimativas da Companhia do Metropolitano é que a Linha 5 deverá transportar 855 mil passageiros por dia, e com a obra completa, 244 mil passageiros que se deslocavam de carro ou outros modais serão atraídos para o sistema de trilhos de maneira geral.

Como sempre em inaugurações dessa natureza, as novas estações vão funcionar em operação diferenciada todos os dias, das 10 às 15 horas, com cobrança de tarifa de R$ 4.

O horário de funcionamento será ampliado até se igualar ao das demais estações: de domingo a sexta-feira, das 4h40 à meia-noite; e aos sábados, das 4h40 à 1h.

A Linha 5-Lilás é operada pelo Consórcio ViaMobilidade desde agosto de 2018.

O Consórcio, formado pelas empresas CCR e RUASinvest, venceu o leilão para assumir as operações da linha 5 Lilás de metrô de São Paulo e 17 Ouro de monotrilho, realizado no dia 19 de janeiro de 2018.

O contrato de concessão é de 20 anos e deve render neste período, entre receitas tarifárias e não tarifárias, R$ 10,8 bilhões. A exigência de investimentos é em torno de R$ 3 bilhões, entre trens, equipamentos e modernizações de estações, por exemplo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Adilio Faustini disse:

    Tem como saber Quantos Ônibus e carros deixarão de circularem depois dessas inaugurações?

  2. tiago disse:

    Espero que nenhum ônibus

  3. Reginaldo Oliveira disse:

    Acho que vai transportar mais do que esse número, com certeza mais de 1.000.000!

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