Pavilhão de nova fábrica da Marcopolo em Ana Rech já está 70% pronto

Parte da estrutura foi abaixo em incêndio. Foto: Mauro Teixeira

Um ano após incêndio que destruiu fábrica de plásticos, empresa constrói centro alinhado com os novos processos de manufatura

ALEXANDRE PELEGI

Há um ano, em 3 de setembro de 2017, um incêndio destruiu parcialmente a unidade de plásticos da Marcopolo em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/09/03/assista-video-incendio-atinge-unidade-da-marcopolo-em-caxias-do-sul/

As chamas, que duraram mais de 4 horas, não chegaram ao módulo principal da fábrica onde são feitas as carrocerias, mas prejudicaram a produção de itens de plástico para outras plantas fabris, que se concentravam no prédio.

Matéria publicada hoje no jornal Pioneiro, 1º de setembro de 2018, de Caxias do Sul, sede da Marcopolo, descreve o atual estágio da obra, com quase 70% do novo pavilhão em Ana Rech já pronto.

O orçamento para a nova fábrica ultrapassa R$ 50 milhões, calcula a jornalista Babiana Mugnol: perto de R$ 20 milhões da obra e mais de R$ 30 milhões somando-se os gastos com os novos moldes, cabines, maquinário e equipamentos.

A Marcopolo investiu mais do que valor recebido do seguro, ampliando o prédio em quase 4 mil metros quadrados.

Além de maior, a nova unidade de quase 20 mil metros quadrados não será dedicada, como antes, apenas a plásticos. Desde o incêndio, esse tipo de produção foi distribuído por outras unidades da Marcopolo em Caxias, Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além de empresas parceiras. E o que era necessidade para garantir a continuidade da produção, tornou-se estratégico, a fim de reduzir o risco de que um acidente semelhante possa voltar a ocorrer.

A matéria do jornal caxiense ressalta ainda que o novo prédio está sendo construído para estar alinhado com a indústria 4.0, como destaca Luciano Resner, diretor de engenharia da Marcopolo: “Estamos construindo um centro de fabricação muito mais moderno, maior, em linha com os novos processos de manufatura. Depois do susto, passamos a discutir esta oportunidade para reconstruir algo novo e em outro nível. Não é mais só a fabricação de plásticos”.

Em ritmo acelerado, com mais de oito empresas diferentes trabalhando na obra, a entrega do novo pavilhão está prevista para dezembro deste ano. A partir de janeiro a instalação de mobiliário, equipamentos e transferência dos processos poderá ter início, segundo expectativa da empresa. Desta forma, em março de 2019 a unidade já estaria operando em uma primeira fase, com a montagem de laterais dos ônibus.

O jornal Pioneiro afirma que, a se confirmarem todos os prazos, até o primeiro semestre de 2019 80% da nova unidade já estará em funcionamento, chegando-se aos 100% até o final do ano.

A unidade não será mais apenas de plásticos, e vai consolidar várias operações distribuídas nas plantas em um único lugar. Desta forma, a parte de plásticos e peças injetadas de acabamentos internos ocupará cerca de 20% da nova estrutura, cabendo aos outros 80% do espaço a fabricação de componentes, como portas, janelas, portinholas, laterais, traseiras, tampa dos bagageiros, entre outras partes de um ônibus, processos que serão transferidos de outros prédios dentro do complexo de Ana Rech.

Luciano Resner afirma ao jornal que a proposta da Marcopolo é abrir estas áreas internas para novos projetos, “para possibilitar essa expansão sem ter que investir na parte de construção. Quando planejamos o novo centro, já olhamos para ter flexibilidade maior de produção se houver aumento de demanda”, explica o diretor de engenharia da empresa.

Um ano após o incêndio, o diretor de engenharia da Marcopolo garante que a produção está normalizada. E destaca ao jornal que tudo só foi possível com esforço coletivo, “tanto da união de áreas da companhia quanto de empresas parceiras”.

Poucos dias após o incêndio, o diretor-geral da companhia, Francisco Gomes Neto, em vídeo para o mercado e para os funcionários, disse que a companhia criara um “comitê de retomada” para que as atividades voltassem ao normal o mais rapidamente possível.

Passado um ano, como se vê, a empresa conseguiu superar o imenso desafio. Reveja o vídeo:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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