MPE do Rio investiga compra de 50 ônibus elétricos pela prefeitura de Niterói

Projeção do sistema BHS - Clique para ampliar. Programa de Aceleração do Crescimento/Flickr

Veículos devem circular pelo BHS Transoceânica. Promotores querem saber se modelo de aquisição trouxe ou não vantagens para os cofres públicos

ADAMO BAZANI

O MPE – Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro instaurou um inquérito civil para investigar a compra pela prefeitura de Niterói de 50 ônibus elétricos para o BHS – Bus High Service Transocênia. Também vai ser investigado o Consórcio Transoceânico (Expresso Miramar, Viação Fortaleza, Viação Pendotiba e Santo Antônio Transportes).

Para a promotora Renata Scarpa, da Promotoria de Defesa de Tutela Coletiva da Defesa da Cidadania de Niterói, há indícios de irregularidades porque a prefeitura comprou os ônibus e vai repassá-los às empresas para operação sem nenhum ônus. Os veículos elétricos continuam de propriedade do município, mas sendo usados pelas viações.

O MPE quer que a prefeitura apresente em um mês, relatórios que comprovem que a escolha dos ônibus e do modelo de aquisição não trazem prejuízos aos cofres públicos.

Os ônibus ficarão com as empresas por tempo determinado e serão devolvidos ao final da concessão. Os modelos são de piso baixo e têm portas dos dois lados, para embarques de desembarques pelo lado esquerdo.

A prefeitura diz que ainda não foi notificada.

O Transoceânica deve ligar região oceânica à Zona Sul de Niterói em vias exclusivas com extensão de 10,6 km. Serão 13 estações com ar-condicionado, wi-fi e painéis de informação sobre a previsão de chegada dos ônibus, linhas e horários. A estimativa de demanda é de 78 mil passageiros diários e o tempo de deslocamento deve cair de 50 para 25 minutos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. MARCOS NASCIMENTO disse:

    NITERÓI repete a gestão do ex-prefeito de CURITIBA, Roberto Requião em 1987 comprou de uma só vez 88 chassis de onibus articulados que receberam carrocerias MPOLO, CAIO e CIFERAL e foram encarroçados, alguns em 1987 e a maioria em 1988. Todos de cor laranja,a mesma cor dos táxis, foram repassados para CINCO das 10 empresas privadas que operam os eixos dos expressos e que durante 12 anos operaram na cidade. Já nos anos 2000 somente alguns operavam mas logo eram devolvidos para a prefeitura fazer os leilões. Vários deles tiveram a sanfona cortada e viraram onibus comuns sendo comprados por prefeituras de cidades pequenas do interior do PR. Nas laterais dos onibus constavam a inscrição PROPRIEDADE DO POVO, alusivo a frota pública da URBS empresa gestora do transporte coletivo urbano da cidade de Curitiba. Esta experiencia NUNCA mais foi repetida na cidade de Curitiba.

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