GPS de ônibus de Teresina são desligados
Publicado em: 22 de agosto de 2018
Sindicato das empresas suspeita que aparelhos foram causa de incêndio que danificou sete veículos
JESSICA MARQUES
O GPS dos ônibus de Teresina, no Piauí, foram desligados como medida de precaução. O Setut – Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina suspeita que os aparelhos foram a causa de um incêndio que danificou sete veículos da empresa Transcol.
Os fatos ainda estão sendo apurados, mas enquanto o resultado da perícia não é divulgado, os aparelhos não estão funcionando.
Conforme publicações da mídia regional, os passageiros já perceberam a diferença ao tentar visualizar a localização dos ônibus por meio do aplicativo que oferece essa função.
Um incêndio de grandes proporções atingiu a garagem da Transcol em 16 de agosto de 2018. Na ocasião, sete ônibus foram destruídos pelas chamas e seis veículos foram retirados do local.
Relembre: Incêndio em garagem de Teresina destrói sete ônibus
Confira a nota do Setut na íntegra:
“O SETUT esclarece que, devido aos incêndios ocorridos em ônibus de duas empresas, os equipamentos elétricos ou eletrônicos que já vem de fábrica e os extras que são acoplados aos veículos foram desligados como medida preventiva, enquanto as empresas aguardam o resultado da perícia. As empresas prezam pela segurança e melhor atendimento dos usuários.”
Jessica Marques para o Diário do Transporte


Estranho.
Não entendo muito de engenharia, mas vamos pensar aqui um pouco:
– GPS são aparelhos que trabalham ligados ao circuito elétrico do veículo.
– Salvo engano, muitos deles trabalham apenas com o veículo ligado, não desligado. A não ser que algum sistema de GPS tenha bateria interna para enviar dados durante o fim de expediente do veículo (alimentar informações em bancos de dados ou monitoria de segurança).
– GPSs apenas recebem informações (quando falamos de GPSs). O que envia informações são sistemas integrados com um GPS (sistemas de monitoria). Estes são computadores praticamente. Usamos o termo GPS por forma genérica mesmo, “vulgar”, popular.
Se a suspeita recai no sistema de monitoria, o que fica “óbvio” (notem o aspas) é no caso a instalação inadequada que provavelmente pode ter provocado algum curto, OU alguma característica no computador ou circuitos que gerou alguma sobrecarga, e por consequência, o incêndio.