Rio de Janeiro já começa a ter ônibus sem padronização por Consórcio

Ônibus já com a pintura própria da empresa, sem a padronização de Consórcio. Foto: Kawhander Santana (Clique para ampliar)

Fim das pinturas padronizadas foi um dos anúncios do acordo entre a prefeitura e as companhias de ônibus

ADAMO BAZANI

O primeiro ônibus do sistema municipal do Rio de Janeiro já com a pintura da empresa, sem a padronização por consórcio, já foi visto circulando nas ruas da cidade.

O veículo pertence à Viação Ideal, do Grupo Guanabara, do empresário Jacob Barata.

A empresa integra o Consórcio Internorte.

Fotografado por Kawhander Santana nesta segunda-feira, o ônibus com o letreiro da linha 324 – Ribeira – Candelária.

O mesmo ônibus com a pintura antiga, por região atendida

O fim da padronização das pinturas dos ônibus do Rio de Janeiro por consórcio faz parte de um acerto entre a prefeitura e as viações pelo aumento para R$ 3,95 da tarifa municipal.

No dia 12 de julho, ainda por este acordo, a gestão Marcelo Crivella prometeu que as empresas entregariam 150 ônibus novos até o final de outubro. Já a previsão para todos os ônibus terem ar-condicionado é 2020.

A resolução da secretaria municipal de transportes do Rio para acabar com a atual padronização foi publicada no Diário Oficial do Município em 23 de julho de 2018.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/07/23/rio-de-janeiro-oficializa-fim-da-padronizacao-visual-dos-onibus/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rafael Detoni disse:

    Sou da opinião que a padronização decores por consórcios ou áreas de operação é mais relevante do que a identidade visual por empresa, especialmente em cidades com grande número de operadores. A identidade visual anterior destacava o brasão do município e a cidade do Rio de Janeiro.

  2. Mario Custódio disse:

    PARABÉNS A RIO DE JANEIRO PELA INICIATIVA.

    Sem sombra de dúvidas a PADRONIZAÇÃO POR OPERADORA, mesmo que em consórcio, vai auxiliar as pessoas na identificação de imediato do ônibus que vai para um conjunto de bairros e cidades, evitando o que existe hoje, que é a tentativa de identificar os ônibus, todos, que estão chegando aos pontos, mais confundindo do que ajudando.

    Além disso, a PADRONIZAÇÃO POR OPERADORA fará com que a QUALIDADE do serviço prestado seja percebida por quem toma os ônibus.

    Dará também mais empregos, pois designers serão acionados para ideias quanto à melhor PADRONIZAÇÃO DA FROTA, além dos pintores e adesivadores, pois normalmente quando novo design e pintura é lançado, a frota antiga também normalmente é repintada ou readesivada.

    Enfim, todos ganharão com essa acertada medida. RIO DE JANEIRO não merecia ter as pinturas dos ônibus urbanos de péssimo gosto, além do que o colorido dos ônibus também fazem com a cidade seja maravilhosa, pois contrasta com o cinza característico do asfalto das avenidas e do concreto dos edifícios.

    Ademais, SÃO PAULO poderia muito bem se espelhar, pois a pintura da EMTU em todos os 5.000 ônibus intermunicipais metropolitanos tem o mesmo efeito ou seja, ao invés de auxiliar os passageiros, só os prejudica. A EMTU deve ser gestora integral do sistema, mas não ser confundida com as operadoras e seus consórcios. Cada operadora deveria voltar a ter sua imagem própria. E no Município de São Paulo, idem: a SPTrans deveria considerar a volta das pinturas por operadora, mesmo que em consórcio. Não há qualquer problema em identificar as operadoras com imagem própria, apondo o nome do consórcio, da SPTrans (ou EMTU) e demais informações institucionais no carro.

    Finalmente, esta questão faz parte dos conceitos de marketing de comunicação: a programação visual é o meio pelo qual a empresa fixa sua imagem nas mentes dos públicos de relacionamento.

    MARIO CUSTÓDIO

  3. LelaoDiPira disse:

    Finalmente alguém viu o site DESPADRONIZAÇÃO VISUAL. Eu apoio.

  4. Marcelo Machado disse:

    Que retrocesso! Além de poluir visualmente ainda mais a cidade, cada veículo repintado representa um novo custo que entrará no valor da passagem, a ser pago pelos passageiros, pois nada sai de graça. Além disso, cada empresa usará um critério “artístico” de gosto duvidoso para decorar seus ônibus, indo na contra-mão das grandes cidades do mundo que padronizam as cores do transporte e identificam a sua cidade. O argumento de que essa padronização por empresa facilita a identificação das linhas também não procede uma vez que normalmente uma empresa detém a concessão de várias linhas em variadas regiões da cidade. Enquanto a prefeitura se preocupa com as cores, os ônibus trafegam em péssimas condições: sem ar condicionado, bancos quebrados, sujos, cigarras que não funcionam, etc, sem contar o péssimo comportamento dos motoristas.

  5. Marcelo Machado disse:

    Complementando: a foto da nova pintura dos ônibus da Viação Ideal (no inicio desta matéria) já uma boa idéia do carnaval de cores e estilos que vem por aí. E ainda há quem diga que esse trabalho facilitará a identifivação das linhas e dará oportunidade aos designers para demonstrar sua criatividade artística. É bem a cara do Rio, onde tudo está uma bagunça gereralizada! Bom para os “designers” e fabricantes de tintas para veículos.

    1. Luciano disse:

      Vc foi a unica pessoa que foi contra e só falou besteira.

      1. Marcelo Machado disse:

        Posso falar o mesmo de você que deve ser designer, empresário ou evangélico.

    2. Marcelo da Silva disse:

      Me desculpe, respeito opiniões, mas, GRAÇAS À DEUS QUE A PINTURA PADRONIZADA, CAIXA DE REMÉDIO GENÉRICO ACABOU!

    3. Matheus Araujo disse:

      Que comentário mais imbecil, as cores das empresas sempre foram uma bela tradição na Cidade do Rio de Janeiro.

    4. Rogerio disse:

      Retrocesso? Fala sério! Então, as empresas não devem ter autônomo para exibirem suas cores e suas logomarcas? O governo municipal e quem tem que ditar isso? O prefeito tinha que ter se preocupado em fazer com que as empresas prestassem um ótimo serviço e não em padronizar as cores dos carros com uma padronização HORRÍVEL que, realmente, dificultou a vida de muitos idosos, pessoas com difículdade visual que reconheciam a aproximação de sua linha ainda de longe pela cor do ônibus e davam sinal, enfim, vi muita gente reclamar que passaram a ter dificuldade com isso e terem que pedir ajuda as pessoas nos pontos para darem sinal pra elas. O Rio de Janeiro sempre teve ônibus de cores bonitas e sempre as pessoas admirávam quando alguma empresa trocava a cor de sua frota e botavam carros novos. Finalmente acabou essa porcaria de padronização.

    5. Adriano Mendes disse:

      Por incrível que pareça, em tempos tão democráticos ainda há quem defenda o fardamento! O padrão por operadora, além de já fazer parte do patrimônio cultural e material da Cidade do Rio de janeiro durante várias décadas, oferece um serviço mais transparente ao passageiro comum, contendo o nome da empresa operante em destaque e a auto imagem com o designe da empresa, contendo todas as informações necessárias, facilitando o reconhecimento imediato. Já a padronização por pintura única, além de não ser útil em nenhum aspecto, confunde os passageiros, por muitas vezes ocultando o nome da operadora de propósito, camufla todo o sistema de transportes, provocando uma grande agonia e poluição visual. Ninguém gostou, não precisa gostar de ônibus para reparar que muitas pessoas estão elogiando a volta das cores nas ruas, dizendo que a Cidade está com mais vida, assim como era até 2010, e que a pintura anterior era horrível, uma vergonha e uma mancha no histórico da cidade que precisa ser apagado!

  6. José Carlos Freire Barraca disse:

    ALELUIA!, até que em fim chegou o bom-senso. Voltaremos a ter uma cidade alegre,mais colorida, e que facilita a vida do passageiro. Como os “designers” Cariocas são criativos teremos lindas pinturas refletindo a luminosidade do RIO.
    Só gostaria que a entrada nos ônibus fosse pela porta traseira e a saída pela dianteira, o que nos dará mais segurança e conforto.
    Parabéns prefeito!
    Obs. Não sou da sua igreja, mais, ALELUIA.

  7. Marcelo Machado disse:

    Enfim, prevaleceu o bom senso!

    Bem diferente do layout apresentado anteriormente neste site em 23/7, tendo como exemplo um veículo da Viação Ideal, essa nova identidade visual publicada ontem (03/08 )pela Secretaria de Transportes do Município do Rio de Janeiro é muito boa, não apenas porque mantem um padrão estético harmonioso na parte externa dos veículos, como também identifica claramente cada empresa operante e a marca da nossa cidade, que continua sendo exibida. Muito bom constatar que avançamos e não que voltamos aquele carnaval de cores e layouts duvidosos que caracterizavam os coletivos cariocas na década de 90. Bem melhor assim!

  8. Marco Antonio da Silva disse:

    Parece pouco, mas para os mais idosos e pessoas com alguma deficiencia visual, os onibus com pintura padronizada, dificulta a identificação da linha e da empresa prestadora do serviço, além de ser feia pra caramba , a pintura das empresas dão um colorido especial as ruas da cidade.

  9. Emanuel José Silva disse:

    Parabéns a Prefeitura Municipal do RJ pela acertada decisão.Padronização HORROROSA esta da gestão anterior, que só contribuiu para piorar os serviços prestados à população carioca. Se estamos em uma DEMOCRACIA, cada empresário deve ter a liberdade de escolher a cor/design de seus carros. Não estamos na China ou Cuba que tentaram.ditar até a cor das roupas de suas populações. Sou CRISTÃO!

  10. Matheus Araujo disse:

    Graças a Deus acabou essa praga, prejudicou muitas pessoas no cotidiano, principalmente idosos e gestantes que antes reconheciam a operadora pelo layout individual que garantia uma certa transparência no serviço ofertado, o passageiro podia reconhecer a linha que vinha de longe, a padronização de 2010 ocultou tudo, os nomes das empresas vinham em fonte minúscula e na maioria das vezes borrados, quem criou isso deveria ser preso!

  11. Rogerio disse:

    Eu adorei que as empresas puderam retomar as cores individuais de seus carros. Cada uma precisa ter sua logomarca individual. Essa padronização, além de feia, deixava os mais idosos confusos porque muitos se baseiam nas cores das empresas para saber que o ônibus da sua linha estava próximo. As cores padronizadas eram apagadas, não dava para saber qual era a empresa que fazia a linha. Enfim, ainda bem que acabou essa palhaçada. A cidade vai voltar a ter ônibus lindos, bem pintados e enfeitando a cidade.

  12. Rogerio disse:

    Foi o safado do Eduardo Paes.

  13. Lucas Aniceto disse:

    O padrão por operadora, além de já fazer parte da Tradição cultural e material da Cidade do Rio de Janeiro por várias décadas, apresenta um formato mais transparente ao passageiro comum, contendo a auto imagem e o nome da empresa em destaque, facilitando assim a identificação imediata, já a padronização por pintura única causou grande confusão aos passageiros, além de poluir muito o aspecto visual da cidade em todos os sentidos!

  14. Odair Benício disse:

    Sinceramente, não entendo essas pessoas que apoiam o fardamento, ainda mais em tempos tão democráticos, ônibus não é Taxi e obviamente precisa ter uma informação mais completa para os passageiros, nome da empresa operante responsável e auto imagem com a logo. Imaginem o caos que seria se padronizarem todos os “ônibus rodoviários” do Brasil com uma pintura só? Como já foi em alguns países onde os carros só poderiam ser pretos ou azuis.

  15. Robson Vicente disse:

    Bom, é claro que cada pessoa têm a sua visão e eu respeito, porém, quando se trata do Rio de Janeiro, fica um assunto um tanto delicado, pois, além de envolver os aspectos urbanos e agilidade no trânsito e designes, também envolve a tradição da Cidade que sempre teve as cores individuais dos ônibus como um “Brasão”. Falar em padronização por pintura única no Rio de Janeiro é igual como querer mudar as cores dos ônibus de Londres, ou acabar com o BRT vermelhão de Curitiba. Eu penso que já há muita padronização pelo Brasil a fora e cada cidade possui a sua tradição. Na Cidade de Niterói, por exemplo, a padronização ficou muito bonita e deu muito certo, como também ocorreu em outras cidades. Já aqui na Grande Rio, as cores individuais são uma marca da cidade, a grande maioria pensa dessa forma.

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