Com reestruturação em sociedade, Banco Luso-Brasileiro, de financiamento de ônibus, cresce 208%

Sócios do banco também atuam em encarroçadoras, como o controle da Caio e, mais recentemente, da Busscar. Foto: Guilherme Neudorff / Texto e reportagem: Adamo Bazani (Clique para ampliar).

Pertencente às famílias Cunha e Ruas, que atuam no transporte municipal de São Paulo, instituição conta com a participação do Grupo Américo Amorim, de Portugal, e diz que aumentou a carteira de crédito em 345%

ADAMO BAZANI

O Banco Luso-Brasileiro, especializado em financiamento de ônibus e infraestrutura para transportes coletivos, informou nesta segunda-feira, 30 de janeiro de 2018, que registrou crescimento de 208% no total de ativos em seis anos, passando de R$ 420 milhões em 2011 para R$ 1,3 bilhão no ano passado, balanço mais recente publicado pela instituição.

Ainda no comunicado à imprensa especializada, como o Diário do Transporte, e ao mercado, o banco ainda afirma que de 2011 a 2017, a carteira de crédito teve elevação de 345%, dando um salto de R$ 239 milhões para R$ 1 bilhão.

Já o lucro líquido em 2017, foi de R$ 20 milhões, que, segundo a instituição, significou o quarto ano consecutivo fechando com lucratividade.

No primeiro semestre de 2014, reflexo da crise econômica, o banco registrou prejuízo de R$ 3,3 milhões.

Em nota, a instituição, fundada pelo grupo de José Ruas Vaz, que opera a maior parte das linhas do subsistema estrutural da capital paulista (com ônibus maiores que passam pela região central), diz que os resultados positivos acumulados se devem a uma reorganização da estrutura societária, com a R.C. Participações (controlada pelas famílias Ruas e Cunha e que detém encarroçadoras de ônibus como Caio e Busscar) e o Grupo Américo Amorim (de Portugal, que conta com quase 80 empresas).

Os bons resultados são frutos da reestruturação societária pela qual o Banco Luso Brasileiro passou, com a associação de dois novos importantes acionistas, o Grupo Américo Amorim, conglomerado empresarial português, e a R.C Participações, representado pelas famílias Ruas e Cunha.

O Grupo Américo Amorim é formado por 78 empresas atuantes em diversos setores da economia. Algumas delas são unidades industriais, cujos produtos estão presentes em mais de 100 países. É o maior conglomerado empresarial de Portugal, e líder mundial na produção de cortiça, com 60% de market share. No setor energético, possui a maioria do capital da Amorim Energia, detentora de 38% da Galp Energia – companhia portuguesa de petróleo. Em sua operação florestal, gere áreas superiores a 12 mil hectares, destinadas à produção de cortiça.

A R.C. Participações é controladora da Caio Induscar, empresa líder na fabricação de carrocerias para ônibus urbanos, com 55% de participação no país e também possui participação no sistema de transporte coletivo urbano da capital paulista. No final de 2017, adquiriu os ativos da Busscar, tornando-se uma das maiores do mundo no segmento.

O banco ainda informou que além de atuar diretamente no ramo de transportes coletivos, também presta serviços financeiros e de consultoria para companhias que atuam no comércio exterior, e operam com crédito em moeda estrangeira. “Já as operações de câmbio consolidam a atuação no segmento, o que permite ampliar a base de negócios, além de diversificar as fontes de receita.”

O Luso Brasileiro informou que vai participar da LAT.Bus & Transpúblico 2018, feira de transportes coletivos que ocorre na zona Sul de São Paulo entre os dias 31 de julho e 02 de agosto, no Expo Transamerica.

“É de extrema importância participar e apoiar um evento deste porte, que reúne grandes players do setor. A feira é uma grande oportunidade para mostrarmos a nossa atuação e soluções para esse público e gerar negócios. Afinal, financiamentos para o transporte coletivo respondem por 75% da nossa carteira de crédito”, disse, em nota, o presidente do Banco Luso Brasileiro, Francisco Ribeiro.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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