Após aumento de tarifa em Ribeirão Preto, Consórcio reclama de gratuidades e quer isenção de ISS
Publicado em: 27 de julho de 2018
Novo reajuste, anunciado nesta quinta-feira, faz custo do bilhete saltar dos atuais R$ 3,95 para R$ 4,20, aumento de 6,33%
ALEXANDRE PELEGI
A tarifa dos ônibus de Ribeirão Preto, no interior paulista, foi reajustada ontem, passando a valer a partir de segunda-feira, dia 30 de julho de 2018.
O Consórcio PróUrbano, que detém a concessão dos serviços de transporte coletivo no município, não gostou do valor.
O reajuste, de 6,33%, não será suficiente para garantir o equilíbrio econômico da operação, afirma o diretor do PróUrbano, Carlos Roberto Cherulli, em entrevista publicada hoje no jornal A Cidade, de Ribeirão.
O reajuste solicitado originalmente pelos empresários à prefeitura de Ribeirão Preto elevaria o valor para R$ 4,71 (19,2%), bem superior ao valor aprovado, que ficou em R$ 4,20. Este preço vale para os usuários do cartão eletrônico.
Um dos motivos para a pedida de reajuste de quase 20%, segundo o diretor do PróUrbano, está nos custos com as gratuidades, que alcançam 40% dos usuários.
Ao jornal ribeirão-pretano Cherulli afirmou: “Com 40% de gratuidade não há sistema que pare em pé“.
Sobre a tarifa solicitada, que elevaria o custo do transporte para o usuário para R$ 4,71, o diretor do PróUrbano afirma que uma consultoria foi contratada para aferir as contas, e apontou este como o valor necessário para restabelecer o equilíbrio econômico do contrato.
Além das gratuidades, Cherulli cita como problemas a evasão de passageiros: hoje o sistema transporta 700 mil a menos que o previsto; e a manutenção dos pontos e terminais, sem a contrapartida do aluguel das publicidades nos pontos de parada como receita acessória (proibido pela prefeitura).
Dizendo que o Consórcio acatará o novo valor, Cherulli diz, no entanto, que buscará negociar com a Prefeitura medidas para baratear os custos. “A isenção de ISS (Imposto Sobre Serviços) pode ser um caminho“, disse ele ao jornal A Cidade.
Ao jornal a Transerp – Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto informa que “está tudo previsto no contrato desde a abertura da licitação, em 2012”.
O caso da manutenção dos pontos e dos terminais faz parte da concessão, sendo que a publicidade nos pontos foi concedida de forma equivocada pelo governo anterior.
A Transerp informou ainda por meio de nota que até o final do contrato de concessão está prevista a instalação de 500 abrigos cobertos, à média de 25 por ano. Dos 3.057 pontos de ônibus atuais, 864 são dotados de abrigos, além dos oito terminais.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


