Gigantes do setor disputam operação do Metrô de Buenos Aires

TfL (Transport for London), responsável pelo "tube", tradicional metrô de Londres, demonstrou forte interesse na disputa

Dentre os possíveis concorrentes estão operadoras dos metrôs de Londres (Reino Unido),  Lyon (França), Boston (EUA) e Berlim (Alemanha), além de fabricantes de material rodante

ALEXANDRE PELEGI

O metrô de Buenos Aires realiza uma licitação para definir quem será o novo operador do sistema metroferroviário da capital argentina.

A abertura dos envelopes técnicos do edital foi adiada para o próximo dia 3 de julho, mas há expectativa de que isso só venha a ocorrer no início do mês de agosto.

A concessão da operação do Metrô da capital da Argentina é considerada uma das mais importantes propostas lançadas pelo executivo municipal nos últimos anos, por meio da estatal Subterráneos de Buenos Aires (Sbase). A expectativa é que no mês de agosto sejam avaliadas conjuntamente as propostas técnicas e econômicas, ao invés de 3 de julho, como marcado.

O pedido de extensão do prazo teria partido das empresas que disputam a operação. Elas teriam concordado entre si em solicitar a prorrogação do prazo necessário para a apresentação das propostas.

A empresa ou consórcio que vencer a licitação para operar o metrô de Buenos Aires ficará responsável por transportar cerca de 1,2 milhão de passageiros por dia, num total de seis linhas. A concessão abrange ainda o PreMetro E2, uma linha ferroviária ligada ao Metro da cidade, inaugurada em 1987.

O valor está estimado em US$ 3,5 bilhões. O início das operações será em janeiro de 2019, por um prazo de 12 anos, com possibilidade de prorrogação por mais três anos.

GIGANTES DO SETOR DISPUTAM A CONCESSÃO

Entre as empresas operadoras que disputam o metrô da cidade argentina, dois grandes grupos bem definidos se destacam entre os demais concorrentes, reunindo pesos pesados do setor.

De um lado está o grupo que reúne empresas como a Keolis, que opera o metrô de Lyon, na França, e o de Boston, nos EUA; a Transport For London (TfL), que opera o London Tube; e a Corporación América, holding argentina, presidida por Eduardo Eurnekian, proprietário da Aeropuertos Argentina 2000 (AA2000).

De outro lado está o grupo que reúne o Grupo Roggio (proprietário da Metrovías, atual operadora do metrô) e a Deutsche U-Bahn, responsável pelo metrô de Berlim. Este consórcio tem consultoria técnica e análise de viabilidade de negócios de dois consultores internacionais, um espanhol e um inglês.

O Grupo Roggio participou do consórcio Via Quatro, responsável pela operação e manutenção da Linha 4 do Metrô São Paulo.

Além dessas empresas, outros gigantes do setor demonstraram interesse na licitação, como a francesa RATP (Régie Autonome des Transports Parisiens), o quinto mais importante player em transporte de passageiros do mundo. A RATP integrou a holding responsável pela execução, construção e implantação do VLT do Rio de Janeiro.

Além da francesa, a canadense Bombardier também pode entrar na disputa. Reconhecida como importante fabricante do segmento metroferroriário, tem em seu currículo, por exemplo, a fabricação em 2009 da frota totalmente automatizada para a linha Victoria do metrô de Londres.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Com informações dos jornais Perfil (Argentina) e The Guardian (UK)

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    É natural que os europeus tenham interesse no metrô de Buenos Aires. É um bonde subterrâneo e eles tem experiência com estes sistemas…. Rogerio Belda

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