Justiça de São Paulo nega recurso da Paranapuan do Rio que teve 98 ônibus apreendidos em favor da Caruana

Ônibus da Paranapuan. Passageiros dizem que serviços estão prejudicados – Foto: Leonardo Alecsander – Clique para ampliar

Recolhimento dos coletivos tem dificultado vida dos passageiros da região da Ilha do Governador

ADAMO BAZANI

A juíza Ana Carolina Munhoz de Almeida, da 18ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou recurso da Transportes Paranapuan, empresa que atende a região da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, e que, na última sexta-feira, 15 de junho, teve 98 ônibus apreendidos por atraso de pagamento no financiamento dos veículos.

A apreensão determinada pela Justiça foi em favor da “Caruana S/A – Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento”, o chamado Banco Caruana, que financiou os ônibus.

A Paranapuan, antes da apreensão, tinha 130 ônibus para atender às 17 linhas com destino ao Centro, à Tijuca e bairros da Zona Norte.

Desde a retomada dos ônibus pela Caruana, os passageiros têm enfrentado dificuldades. O Consórcio Internorte, ao qual a Paranapuan faz parte, classificou a medida judicial de apreensão como desproporcional e disse que as outras empresas integrantes não têm condições de cobrir a ausência dos 98 ônibus integralmente.

A decisão foi tomada pela justiça paulista porque foi no TJ-SP que a ação teve origem, já que a sede da Caruana fica em São Paulo.

A magistrada, em sua decisão, não entendeu que houve prejuízo aos passageiros.

O pedido não comporta acolhimento. A um porque não comprovado o alegado prejuízo ao transporte público local, notadamente diante do fato de remanescerem outros ônibus no patrimônio da requerida, bem como em razão da existência de outra empresa no local que também desempenha os serviços de transporte público. O fato é que não se demonstrou.

A Paranapuan pode recorrer novamente.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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