Rio de Janeiro poderá ter serviço de bicitáxis elétricos em 2019
Publicado em: 17 de junho de 2018
Conhecidos também como tuk-tuks, veículos de três rodas são movidos à energia solar e elétrica, e alcançam velocidade de 30Km/h
ALEXANDRE PELEGI
O Rio de Janeiro deverá ter bicitáxis a partir de janeiro de 2019. Esta é a expectativa de início do projeto, que funcionará com veículos de três rodas que podem transportar de dois a cinco passageiros.
Com a frente de uma bicicleta comum, a traseira acopla uma cabine. Uma placa de energia solar garante o reabastecimento do motor elétrico para ajudar a mover o veículo, que também funciona só com pedaladas. Os bicitáxis conseguem alcançar a velocidade de 30 Km/h.
O projeto é iniciativa de Michael Link, australiano radicado no Rio de Janeiro. Para implantar o projeto ele conta com a parceria da ONG de sustentabilidade Adianto.
Os veículos deverão ser alugados, mesmo formato de operação de cidades como Havana, em Cuba, Nova Déli, na Índia, e Bangcoc, na Tailândia.
A ideia é fazer um aplicativo especial para o serviço, que faria a cobrança das corridas, nos moldes dos aplicativos Uber e Cabify.
O bicitáxi resulta de conhecimentos acumulados por Michael Link em outras cidades do mundo. Ele trabalhou em Londres em uma empresa que alugava triciclos para transporte de passageiros, e posteriormente em Hamburgo, na Alemanha, quando contato com uma ONG que coletava e exportava bicicletas de segunda mão para serem usadas por voluntários na África.
Após esse périplo, o empreendedor mudou-se para a Namíbia, onde fundou a Bicycling Empowerment Network, uma rede de pessoas ligadas à atividades sociais com foco na comercialização e manutenção de bicicletas.
Após se casar com uma brasileira na Namíbia, Michael mudou-se para o Brasil em 2012, onde o trânsito caótico da cidade o levou a ter a ideia do bicitáxi, um veículo de transporte seguro, não poluente, divertido e, acima de tudo, que pode gerar empregos.
Preocupado com a qualidade e seriedade do serviço, no entanto, Michael Link quer organizar a atividade, criando regras e procedimentos.
Em entrevista ao jornal O Globo, o empreendedor afirma que as pessoas interessadas em trabalharem como bicitaxistas terão que se registrar como microempreendedores individuais e passar por treinamento.
Os bicitáxis cariocas serão de bambu, e foram fabricados em Xangai ao custo de R$ 18 mil cada.
O projeto está amparado pela Lei 5.753, de 2014, que permitiu a circulação de triciclos elétricos para transporte no município do Rio.
Além de prover a cidade com outra opção de transporte, mais barata e sustentável, Michael Link mira ainda na integração com o metrô carioca, com quem já agendou reuniões.
A prefeitura já conhece o projeto, experimentado pela secretária municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Verena Andreatta, durante o evento Velo-City.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Junho 29 2018. Ate. Michael Linke, Alexandre Pelegi, Natalia Boeri
Oi ! Tudo Bem ?
Me parece que os melhores bike taxis do mundo são feitos na Alemanha, e estão sendo usados em Hambug-Alemanha desde a ultima Copa do Mundo de Futebol realizada la, quando foi decretado que nenhum veiculo a motor de combustível teria acesso aos estádios com exceção dos ônibus com a as equipes. O resto, seja la quem for estacionariam distante dos estádios e seriam transportados por bike taxis super modernos, construção levíssima com fibra de carbono, motorização elétrica feita pela renomada Bosh, e os bike taxistas na sua maioria jovens alunos das universidades em Hamburg.
Detalhe que foram criados milhares de trabalhos e estes estudantes trabalham, fazem exercícios pedalando os bike taxi que podem levar 2 ou 3 passageiros, quando o peso fica excessivo por exemplo em subidas o ciclista aciona o motor Bosh elétrico.
Hamburg ja decretou também que no 2020 nenhum carro tera acesso num perímetro de 20 KM do centro da cidade, somente ambulâncias, o resto tera que ser feito por veículos elétricos não poluentes, eliminando quase que 99% a possibilidade de automóveis nas ruas, que serão ocupadas por bicicletas, bike taxis e velo mobiles.
Porque nao usar esta tecnologia de ponto como a do exemplo Alemão ? Se vamos iniciar algo inédito como este no Brasil porque não copiar, fazer baseado no que tem de melhor ?
Nilson S. Vasconcellos