Após acordo que elevou tarifa dos ônibus no Rio, Crivella fala que “caixa-preta” do setor está sendo aberta

Crivella fala do acordo ao lado de Cláudio Callak, presidente do Rio Ônibus. (Foto: divulgação / O Dia)

Prefeitura e Rio Ônibus assinaram acordo que permitiu elevação da tarifa para R$ 3,95

ALEXANDRE PELEGI

O Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, assinou esta manhã, dia 1º de junho de 2018, acordo com os empresários de ônibus da cidade que envolve, dentre algumas contrapartidas, a elevação da tarifa dos atuais R$ 3,60 para R$ 3,95. (Veja aqui)

Sobre o aumento da tarifa, Crivella afirmou que as pessoas precisam entender a cidade está há um ano e meio sem reajuste. E mesmo assim, disse ele, “nós temos uma das passagens mais baratas da região”.

O prefeito deixou em aberto a possibilidade de uma negociação para a redução do novo valor. Isso poderá acontecer, segundo ele, caso haja redução na alíquota do ICMS cobrado sobre o diesel. Nesta quarta-feira, dia 30 de maio, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou projeto de autoria do Governo do Estado que prevê a redução do ICMS sobre o diesel, de 16% para 12%. (Veja aqui)

Além das contrapartidas que envolvem a climatização da frota, o novo contrato determina que as empresas terão de apresentar balancetes trimestrais no prazo de 60 dias. Esse foi o gancho utilizado por Crivella para afirmar que não haverá mais caixa-preta no sistema de transporte público municipal.

Em coletiva durante o ato de assinatura do acordo com o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte coletivo do município, Crivella lançou um alerta aos empresários que, segundo ele, “tratavam com desdém os acordos assinados”.

Crivella afirmou que, segundo o acordo assinado, as empresas que não apresentarem o balanço “na hora certa” perderão a concessão. E as que estão apresentando, tendo transparência, “vão assumir as linhas”.

Crivella afirmou ainda: “A caixa preta não vai continuar. Os números do Rio Ônibus serão divulgados: quantos ônibus estão rodando, quais linhas estão trafegando, quantas pessoas estão passando nos coletivos, quem são os universitários, quem são os idosos, quem são as pessoas com deficiência, enfim, tudo isso será transparente. Caixa preta nunca mais””.

Crivella prometeu, de quebra, combater as vans ilegais, uma das maiores reivindicações das empresas de ônibus.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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