Sérgio Etchegoyen diz que não há mais bloqueios no país

Segundo ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional existem apenas cerca de 30 aglomerações de caminhões

ADAMO BAZANI / ALEXANDRE PELEGI / JESSICA MARQUES

O ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Westphalen Etchegoyen, disse que não há mais bloqueios no país. O governo trata a greve dos caminhoneiros, iniciada em 22 de maio, como praticamente encerrada.

“Não há mais bloqueios, concentrações, aglomerações de caminhões pouquíssimas, praticamente 30. Iniciamos a manhã com 65, às 7h, e isso reduziu para a casa dos 30 e a cada momento está modificando” disse Sérgio Etchegoyen.

“Há dois dias afirmamos que não lidamos mais com manifestação de caminhoneiros, mas com bloqueios criminosos em rodovias brasileiras” – completou.

Etchegoyen, disse também que os “infiltrados nos movimentos de caminhoneiros” têm perfis dispersos, desde motoboys, moradores e até prefeitos que incitavam a população aproveitar a passagem dos comboios nas estradas para fazerem manifestações.

O ministro ainda falou que PRF – Polícia Rodoviária Federal vai redobrar atenção nas rodovias por causa do número maior de caminhões circulando, dentre os quais que saíram recentemente das últimas concentrações e admitiu que o momento ainda inspira atenção das forças de segurança.

“Não há nenhum ato de violência a lamentar por parte do governo. Lamentamos apenas violência que ceifou a vida de um caminhoneiro em Rondônia. Estamos trabalhando nesse momento para que o governo coloque em funcionamento a estrutura de fiscalização para que o que foi acordado com os caminhoneiros seja implantado” – disse Etchegoyen.

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O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, disse que as escoltas da PRF nas rodovias estão se encerrando. “Trabalhamos em silêncio por cinco dias de modo que os serviços não parassem e a população fosse atendida. Alguns postos ainda apresentam falta de combustíveis porque demos prioridade a distribuição de diesel e querosene para a aviação” – afirmou.

FISCALIZAÇÃO DE POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

O ministro substituto da Justiça, Claudemir Brito, disse que os Procons e ministérios públicos, pelos estados, chegaram a fiscalizar cerca de 1.300 postos de combustíveis, dos quais cerca de 500 foram autuados.

“A partir de amanhã, nós iniciaremos o trabalho de uma rede nacional de fiscalização, é uma fiscalização preventiva, no primeiro momento, que pode chegar a consequências repressivas. Essa rede Vai ser formada pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pelos ministérios públicos dos estados e Procons, pela Agência Nacional do Petróleo e pela Advocacia Geral da União, tudo para verificar se o desconto está chegando às bombas de combustíveis” – disse Brito.

O ministro também afirmou que a fiscalização da transferência do desconto para a refinaria e para a bomba é algo inédito no país.

“Se forem identificados estabelecimentos com práticas abusivas de preços, estes serão fortemente punidos. Contamos com ajuda dos caminhoneiros para identificar e denunciar esses postos, pois são mais de 40 mil estabelecimentos. Acreditamos que os postos que estão localizados próximos aos pontos de distribuição estarão com preços normalizados a partir de amanhã” – afirmou Claudemir Brito.

O ministro chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Ademir Sobrinho não deu data para normalização total do abastecimento do país, e disse que no caso da gasolina há uma dificuldade a mais já que o combustível depende do álcool anidro, que precisa de uma logística a mais.

Adamo Bazani e Alexandre Pelegi, jornalistas especializados em transportes

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

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