Empresas de ônibus da capital paulista dizem que pode haver problemas nos serviços por causa de falta de diesel a partir de amanhã

Ônibus em São Paulo consomem por mês em torno de 40 milhões de litros de óleo diesel

Oito viações estão com reservas de diesel suficientes apenas para uma operação parcial nesta quinta-feira

ADAMO BAZANI

Nesta quinta-feira, 24 de maio de 2018, pode haver problemas nos serviços de ônibus municipais na capital paulista.

A redução de frota será de 40% e o rodízio de veículos foi suspenso.
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URGENTE

https://diariodotransporte.com.br/2018/05/23/atencao-40-da-frota-de-onibus-nao-circulam-em-sao-paulo-nesta-quinta-feira-24-e-rodizio-e-suspenso/

 

O SPUrbanuss, que representa as companhias do subsistema estrutural (que reúne os veículos maiores que operam linhas que passam pelo centro da cidade), informou há pouco, por meio de nota, que por causa da greve dos caminhoneiros, o diesel necessário para a operação já está acabando nas garagens.

Segundo a entidade, oito empresas estão com reservas de diesel suficientes para uma operação parcial nesta quinta-feira (24). As outras seis empresas informaram que o óleo diesel em estoque é suficiente para manter a operação da frota até esta sexta-feira, dia 25.

As viações avisaram a prefeitura e pedem ajuda da Secretaria de Segurança Pública para escoltar as carretas com diesel até as garagens.

Além das 14 empresas do subsistema estrutural, há outras 12 companhias do subsistema local, das linhas de bairros operadas por companhias que surgiram de cooperativas.

Estas empresas não possuem um sindicato que as represente, mas o Diário do Transporte apurou que a situação de reservas de diesel também é crítica ente elas.

Os caminhoneiros realizam desde segunda-feira manifestações por todo o País devido às altas consecutivas do óleo diesel desde 03 de julho de 2017, quando a Petrobras adotou uma política de preços baseada na cotação internacional do Petróleo.

Ontem o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou que foi fechado um acordo com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, para zerar a tributação da Cide sobre o diesel em troca da aprovação da reoneração da folha de pagamento.

Os caminhoneiros, entretanto, acham a medida insuficiente e querem que a Petrobras revise a política de preços o que, segundo o presidente da estatal, Pedro Parente, não deve ocorrer.

Confira a nota do SPUrbanuss:

O SPUrbanuss – Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo encaminhou, nesta quarta-feira, dia 23, correspondências à Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Segurança Urbana e SPTrans manifestando preocupação com a possibilidade de o transporte por ônibus na cidade de São Paulo ser afetado, a partir desta quinta-feira, dia 24, pela paralisação dos caminhoneiros, que protestam contra a alta do preço do óleo diesel.

 Das 14 empresas concessionárias associadas ao SPUrbanuss, oito estão com reservas de diesel suficientes para uma operação parcial nesta quinta-feira (24). As outras seis empresas informaram que o óleo diesel em estoque é suficiente para manter a operação da frota até esta sexta-feira, dia 25.

 Além das empresas concessionárias, operam na cidade outras 12 empresas permissionárias. O sistema conta com quase 14 mil ônibus, que rodam cerca de 04 milhões de quilômetros por dia, transportando perto de 06 milhões de passageiros, em 10 milhões de viagens diárias. Mensalmente, são necessários cerca de 40 milhões de litros de óleo diesel para abastecer os ônibus municipais.

Em nota, a SPTrans diz que está reunida com autoridades de segurança para garantir o acompanhamento dos caminhões-tanques até as garagens

A SPTrans está reunida desde o início da manhã desta quarta-feira , dia 23 de maio, com as autoridades do setor de segurança para garantir a continuidade  do  abastecimento de  combustíveis das empresas de ônibus da cidade.

A Diretoria de Operações intermediou ações junto ao comando da Polícia Militar para garantir a liberação dos caminhões de abastecimento a partir das refinarias até as garagens das empresas na cidade de  São Paulo.

 A SPTrans,  gestora do transporte coletivo na cidade, não medirá esforços para  garantir  a continuidade  do serviço evitando, assim, transtornos à população.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Eliana Catarina Teodoro disse:

    É lamentável o que acontece no estado de São Paulo, sempre nós a minoria que somos prejudicado porque infelizmente nossos governantes pensam somente em seus conforto e bem estar, enquanto isso, a população é quem paga por uma má gestão nesse país.

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