Rodrigo Maia e Eunício de Oliveira anunciam acordo com Governo Federal para reduzir preço do diesel e da gasolina

Altas consecutivas têm prejudicado transportes de cargas e passageiros

Reoneração da folha de pagamento e Cide zerada estão entre as medidas

ADAMO BAZANI

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, anunciaram na tarde desta terça-feira, 22 de maio de 2018, que fecharam um acordo com o Governo Federal para deixar os preços do óleo diesel e da gasolina mais baixos.

Em sua conta oficial do Twitter, Maia postou um áudio juntamente com Eunício dizendo que entre as medidas está o uso da arrecadação maior com a reoneração da folha de pagamento para subsidiar o diesel e que a Cide, imposto sobre o combustível, vai ser zerada.

“Eu estou aqui com o Eunício, presidente do Senado, […] nós estamos discutindo desde de manhã alguma soluções antes da nossa reunião da próxima semana, pra reduzir o preço do diesel, principalmente, e também da gasolina. Então nós já fechamos aqui a aprovação da reoneração, a arrecadação da reoneração ela vai toda pra redução do diesel … Nós estamos trabalhando junto com o governo, já tivemos uma reunião com o ministro [Eduardo] Guardia, para zerar a Cide também do diesel e da gasolina pra que a gente possa minimizar os efeitos do aumento dos combustíveis na vida de cada um de vocês”.

Já Eunício Oliveira disse que a questão do Cide já foi fechada com o Ministério da Fazenda

“Em acordo com o ministro da Fazenda acertamos que a CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico será zerada com o objetivo de reduzir o preço da gasolina e do diesel. E, também, os recursos da reoneração serão todos utilizados para reduzir o impacto sobre o diesel”.

Além disso, os parlamentares dizem que pode também haver uma redução da PIS/Cofins sobre os combustíveis.

O Ministério da Fazenda confirma as conversas com os presidentes da Câmara e do Senado, mas diz que ainda não há nenhum acordo oficial.

As sucessivas altas no preço dos combustíveis, política adotada pela Petrobras desde 3 de julho do ano passado ao acompanhar a variação do preço internacional do petróleo, motivou a série de protestos de caminhoneiros entre esta segunda e terça-feira.

Os profissionais dizem que não suportam mais os aumentos, quase diários, e que não conseguiriam repassar estas variações para os fretes.

Empresas de transportes de passageiros também se queixam de prejuízos por causa dos aumentos do diesel.

A NTU, associação que representa mais de 500 empresas de ônibus urbanos, diz que somente neste ano, os impactos no setor foram de R$ 1 bilhão.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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