Motoristas de ônibus de São José dos Campos prometem novas paralisações

Foto: Divulgação (Antonio Basilio / Prefeitura São J. dos Campos)

Negociação salarial já ultrapassou data-base da categoria, dia 1º de maio. Sem resposta das empresas, trabalhadores prometem novos protestos que podem redundar em greve dos transportes

ALEXANDRE PELEGI

Motoristas e demais funcionários dos transportes coletivos em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, cruzaram os braços na manhã dessa sexta-feira, 18 de maio de 2018.

O protesto, que durou quatro horas, é apenas um indicativo do que pode estar por vir, caso não haja acordo nas negociações da categoria com a AVETP (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba) – a convocação de uma greve no transporte público naquela que é a sexta cidade mais populosa do estado de São Paulo, hoje com 700 mil habitantes.

Entre as principais reivindicações dos rodoviários está o reajuste salarial de 5%, além de uma unificação nos salários e manutenção de cobradores em todas as linhas.

As propostas são baseadas na data base da categoria, fixada em 1º de maio e que ainda aguarda resposta da AVETP.

Nesta sexta-feira (18) a paralisação relâmpago deflagrada pelo sindicato dos trabalhadores levou à ocupação das três empresas que operam na cidade – CS Brasil, Expresso Maringá e Saens Peña.

A Associação das Empresas divulgou nota em que afirma que paralisações são negativas às negociações.

“Essa ação agressiva ocorre no momento entre AVETP e Sindicato dos Condutores estão em volta da mesa de negociação, debatendo o dissídio coletivo. […] O impacto da ação agressiva de hoje [sexta-feira], praticada por parte do Sindicato, no entanto, terá impacto negativo nas negociações. Na prática, o sindicato abandonou a mesa de negociação”, afirma a nota da AVETP.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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