Lotação e condições dos ônibus são os priores problemas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, aponta resultado de pesquisa divulgado nesta sexta-feira, 18

Passageiros não estão satisfeitos com os serviços. Clique para ampliar – imagem meramente ilustrativa

Por meio do aplicativo MoveCidade, que ouviu mais de 1800 pessoas em seis meses, notas mais baixas foram para os transportes da capital mineira

ADAMO BAZANI

Lotação e falta de condições adequadas dos ônibus são os problemas que mais incomodam os passageiros nos sistemas municipais de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que estão entre os maiores do país.

É o que revelam os resultados de uma pesquisa realizada com aproximadamente 1800 passageiros, por meio do aplicativo MoveCidade.

O Idec- Instituto de Defesa do Consumidor divulgou os dados nesta sexta-feira, 18 de maio de 2018, e diz que já enviou os resultados às secretarias municipais de transportes e mobilidade de cada cidade pesquisada.

Os passageiros tinham de dar notas de zero a dez para cada quesito pesquisado.

Em São Paulo, foram 203 avaliações entre 25 de setembro de 2017 e 24 de março de 2018. Os dois itens que receberam piores notas foram lotação (conforto), com 5,07, e limpeza e manutenção, 5,12

No Rio de Janeiro, foram 1.295 avaliações no mesmo período. As piores notas foram 3,46 para limpeza e manutenção e 3,64 para segurança (veículo).

Entre 25 de setembro de 2017 e 24 de março de 2018, foram 339 avaliações em Belo Horizonte, dos quais as piores notas foram 2,68 para lotação (conforto) e 2,94 para segurança (veículo).

Falta de informação nos pontos e terminais acessibilidade insuficiente para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida estão também entre as críticas.

Sobre o tempo de espera pelo ônibus, os resultados também não foram positivos. Nos três municípios, mais de 70% dos passageiros que participaram indicaram ultrapassar 15 minutos aguardando nos pontos.

Em nota, o Idec explica como é o aplicativo:

O MoveCidade permite que usuários de transporte público avaliem pelo celular a qualidade de diversos quesitos dos ônibus, trens, metrôs e estações de bicicleta compartilhada, como limpeza; informações no interior dos veículos, pontos e plataformas; conduta do motorista; lotação; tempo de espera; infraestrutura de acessibilidade, etc.

Entre os diferenciais do App está sua utilidade para a geração de um banco de dados independente, produzido pela sociedade, e de informações consistentes para subsidiar análises qualitativas. Também, estimula o senso crítico dos usuários sobre tudo o que se relaciona à qualidade do transporte público. Além disso, embasa e fortalece as reclamações feitas pela população aos órgão públicos por melhorias no transporte.

O aplicativo MoveCidade foi criado pelo Idec, em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Laboratório de Exeprimentação Digital (LED), e está disponível para download gratuito para celulares Android e iOS:

http://movecidade.org.br/blog/baixe-o-app-movecidade/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. SDTConsultoria em Transportes disse:

    …Nestas capitais o sistema de transporte coletivo já está licitado ? Se sim como é avaliado o KPI ? Qual é o procedimento das GERENCIADORAS em relação às cessionárias ? Os indicadores de desempenho constantes nos editais devem ser referenciais para as empresas. Além das vistorias programadas , as auditorias diárias em itínere são dados de entrada para as análises criticas de cada empresa e compete aos Diretores, Gerentes responderem por isso. A baixa qualidade tem como justificativa reduzir os custos de manutenção e/ou operacionais, desta forma é bastante comum a prática de dispensar os profissionais com melhores salários ( mais experientes ), os mais antigos por conta dos anuênios …desta forma não se pode espantar quando observamos veículos com portas inoperantes e/ou caindo, rodas soltas e/ou caindo sem falar nos demais agregados que quebram e/ou travam em operação. Para os detalhes em relação ao tempo de espera devemos lembrar que a responsabilidade é das Gerenciadoras, e isto é baseado na demanda por horário. Eventualmente pode ter como causa os veículos que não completam suas programadas por pane de manutenção, acidentes, assaltos, congestionamentos…já para acessibilidade há que considerar os aspectos estruturais ( ilhas de paradas, calçadas , acessos em terminais de embarque e desembarque, cuja responsabilidade é das sub prefeituras e prefeituras que geralmente alegam não ter recursos para viabilizar as melhorias e também devemos entender que a parti de 1997/1998 , os ônibus começara a ser equipados com os elevadores para deficientes, idosos e gestantes…no inicio haviam garimpeiros neste NICHO ( um elevador em média custa algo em torno de R$13.000,00 ), associado a isto a falta de conhecimento dos operadores da manutenção e operação contribui para o não funcionamento adequados destes. Já para a limpeza em média 01 pessoa consegue executar a limpeza interna ( APARÊNCIA ) em 08 unidades 4×2 , já para os articulados , superarticulados e biarticulados precisamos de 02 a 03 pessoas por unidade e possível constatar de que o número destas unidades estão aumentando , porém o quadro da limpeza não se altera ( em algumas empresas até diminui ,pois regularmente são executado por mulheres e além das licenças maternidade, férias e algumas enfermidades), estas lacunas não são contempladas…Então o que fazer ? a população não pode ser punida por decorrência da GESTÃO que se pratica em todos os níveis do transporte…tem muito mais a relatar, mas por enquanto ficamos por aqui.
    Boa reflexão.

  2. Rogerio Belda disse:

    Não é fácil a vida do agente operador e, também, do órgão concedente nas grandes cidades, condições a ser analisada com um olhar mais amplo:.. Por exemplo: A figura do motorista é essencial ( a ser valorizada como o “comandante” a bordo). Sendo difícil, atuar sobre trânsito e segurança, convém caprichar no item “conforto da viagem”, especialmente no item limpeza, como antídoto a vandalismo. Sim, eu sei que são aspectos fáceis de comentar e particularmente difíceis de atuar, por serem elas responsabilidades compartilhadas entre diversos agentes . Rogerio Belda

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