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Bancos querem analisar melhor propostas de dívidas da Comil e reunião de credores foi adiada para julho

Ônibus da Comil. Empresa está em penúltimo no ranking da Fabus

Encarroçadora está em recuperação judicial desde 2016. Assembleia pode definir rumos da empresa

ADAMO BAZANI

A reunião que deveria definir os rumos da encarroçadora de ônibus Comil, na qual os credores aprovariam ou rejeitariam o Plano de Recuperação Judicial da empresa, foi adiada para o início de julho.

A votação deveria ter ocorrido em 03 de maio.

Os credores do chamado Grupo II, formado pelo Banco do Brasil, Banrisul, Itaú, e pela Votorantin, não se convenceram ainda das propostas feitas pela encarroçadora de Erechim, no Rio Grande do Sul, para o pagamento de suas dívidas e pediram mais tempo para análise.

A Comil entrou com pedido de recuperação judicial em 12 de setembro de 2016. Naquela ocasião, as dívidas eram de aproximadamente R$ 430 milhões, entre trabalhistas, bancários e com fornecedores.

As dívidas são divididas em Classe I (Trabalhadores), Classe II (Garantia Real/Bancos), Classe III (Quirografário) e Classe IV (Micro Empresas).

De acordo com o mais recente balanço da Fabus, entidade que reúne as principais encarroçadoras de ônibus do Brasil, a Comil aparece em penúltimo lugar entre as fabricantes associadas

1º) Grupo Marcopolo: 2081 ônibus dos quais: 1134 da Marcopolo/Volare, 698

da Marcopolo Rio (urbanos) e 249 Neobus

2º) Caio Indusscar: 1059 ônibus

3º) Mascarello: 420 ônibus

4º) Comil:  248 ônibus

5º) Irizar: 78 ônibus

Ao todo, as associadas da Fabus produziram no período 3886 carrocerias, sendo 1987 (51,13%) modelos urbanos, 983 ( 25,3%) rodoviários, 694 (17,86%) micros e 222 (5,71%) intermunicipais.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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