Bancos querem analisar melhor propostas de dívidas da Comil e reunião de credores foi adiada para julho
Publicado em: 13 de maio de 2018
Encarroçadora está em recuperação judicial desde 2016. Assembleia pode definir rumos da empresa
ADAMO BAZANI
A reunião que deveria definir os rumos da encarroçadora de ônibus Comil, na qual os credores aprovariam ou rejeitariam o Plano de Recuperação Judicial da empresa, foi adiada para o início de julho.
A votação deveria ter ocorrido em 03 de maio.
Os credores do chamado Grupo II, formado pelo Banco do Brasil, Banrisul, Itaú, e pela Votorantin, não se convenceram ainda das propostas feitas pela encarroçadora de Erechim, no Rio Grande do Sul, para o pagamento de suas dívidas e pediram mais tempo para análise.
A Comil entrou com pedido de recuperação judicial em 12 de setembro de 2016. Naquela ocasião, as dívidas eram de aproximadamente R$ 430 milhões, entre trabalhistas, bancários e com fornecedores.
As dívidas são divididas em Classe I (Trabalhadores), Classe II (Garantia Real/Bancos), Classe III (Quirografário) e Classe IV (Micro Empresas).
De acordo com o mais recente balanço da Fabus, entidade que reúne as principais encarroçadoras de ônibus do Brasil, a Comil aparece em penúltimo lugar entre as fabricantes associadas
1º) Grupo Marcopolo: 2081 ônibus dos quais: 1134 da Marcopolo/Volare, 698
da Marcopolo Rio (urbanos) e 249 Neobus
2º) Caio Indusscar: 1059 ônibus
3º) Mascarello: 420 ônibus
4º) Comil: 248 ônibus
5º) Irizar: 78 ônibus
Ao todo, as associadas da Fabus produziram no período 3886 carrocerias, sendo 1987 (51,13%) modelos urbanos, 983 ( 25,3%) rodoviários, 694 (17,86%) micros e 222 (5,71%) intermunicipais.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Boa tarde.
Ao que sei, em contato com algumas empresas de ônibus, a Comil é uma empresa parceira e despida, de preconceitos.
O pequeno ou grande é, bem tratado.
Quanto a situação dela, resta saber se, os credores, darão um tiro no pé, ou, já estão alinhados, com possíveis interessados.
O tempo é senhor, de tudo.
Sucesso a Comil. Quem trabalha bem, merece.
Abraço a você Adamo, a todos e, feliz dia das mães, a todas!
Não concordo com Gustavo, se a gente for perceber muitas empresas, sejam as construtoras de carroçarias, como as empresas de viação, parecem querer que o funcionário trabalhe de graça, na verdade, pois vejo na TV, muitas delas desviando parte dos direitos dos empregados, em INSS, e demais impostos para lucrarem, evitar prejuizo. Isso não é de hoje, e ao que tudo indica a Comil não é exceção, com relação à descontos de previdencia…quiçá de empresas de auto peças tambem sem receber…Muitos de nós sabemos que o rei devedor do INSSdeve ser mesmo o Baltazar José (do ABC-Manaus-Fortaleza), neste módulo, e nada se faz para que ele reponha mais de 2 bi à Previdencia,,,,ao final a empresa fecha as portas morre um nome fanatsia, e lá na frente se abre outra. limpa, e quem sabe com nome fantasma, continua o modus operandi……
Gustavo…sabe de nada, inocente !