Rodoviários de Belém aceitam acordo e encerram greve

Foto: Sindicato dos Rodoviários de Belém

Rodoviários de Ananindeua e Marituba ainda discutem proposta feita em reunião no TRT

ALEXANDRE PELEGI

Os rodoviários de Belém decidiram encerrar a greve em assembleia realizada no início da noite desta segunda-feira, dia 23 de abril.

Eles aceitaram as propostas feitas em reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região na tarde de hoje. Os rodoviários de Marituba e Ananindeua ainda não decidiram.

A proposta feita por mediadores do Tribunal Regional de Trabalho da 8ª Região e do Ministério Público do Trabalho foi apresentada em reunião com os sindicatos dos trabalhadores e dos empresários na tarde desta segunda-feira (23), no prédio do Tribunal do Trabalho.

Segundo a proposta, aceita agora há pouco pelos rodoviários de Belém, estão os seguintes itens:

– instalação do ponto biométrico em um período de até 5 meses;

– salários serão atualizados com base no IPCA (2,95%);

– aumento de 1% acima da inflação para benefícios como ticket de alimentação (2,7%);

– manutenção da carga horária atual, com 7 horas e 20 minutos com 1 hora de intervalo.

Com a decisão, os ônibus voltam a circular na capital paraense a partir da meia-noite desta terça-feira (24).

GREVE CHEGOU AO 5º DIA

A greve dos rodoviários de Belém, Marituba e Ananindeua chegou hoje, dia 23 de abril, ao quinto dia. Cerca de 12 mil rodoviários cruzaram os braços, atingindo cerca de 1 milhão de pessoas.

Algumas empresas de ônibus, dizendo-se amparadas pelo julgamento da abusividade da paralização, começaram a anunciar procedimentos para a contratação de motoristas e cobradores.

A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel), Paulo Gomes, segundo o qual, pela singularidade da situação, as companhias estão cobertas pela lei para empregar novos funcionários.

Na semana passada, uma determinação judicial, expedida pela desembargadora do TRT, Francisca Oliveira Formigosa, obrigou os rodoviários em greve a colocarem pelo menos 80% da frota nas ruas. Os rodoviários não acataram a determinação.

A categoria reivindicava 10% de reajuste salarial, R$ 700 em ticket alimentação e redução da carga horária de trabalho para seis horas diárias. Os rodoviários afirmavam que o sindicato patronal (Setranbel) oferece entre 1,5% a 1,6% de reajuste.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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