Balanço do setor metroferroviário aponta crescimento da malha e renovação recorde da frota de trens de passageiros em 2017

Realizado pela ANPTrilhos, balanço aponta que Metrô de Salvador foi responsável por quase 50% do crescimento da rede no ano passado

ALEXANDRE PELEGI

A Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) divulgou nesta 2ª-feira, dia 16 de abril, em Brasília, os números do Balanço do Setor Metroferroviário 2017/2018.

O dado relevante diz respeito à rede de transporte de passageiros sobre trilhos do país, que cresceu 30,2 km em 2017. O número é quase igual ao projetado pelos operadores metroferroviários, que estimavam crescimento de 29 km.

A malha cresceu em 2017 com a inauguração de duas novas linhas e a extensão de outras três, ampliando 24 estações de atendimento à população.

Metade do crescimento, no entanto, se deve a apenas ao Metrô de Salvador, que no ano passado inaugurou a Linha 2, incrementando 14,4 km em apenas 1 ano.

O VLT Carioca vem a seguir. No ano passado o modal adicionou mais 5,8km à rede.

Na sequência vêm o VLT da Baixada Santista (EMTU), com 4,7 km; o Metrô de São Paulo, com mais 3 km graças à ampliação da Linha 5-Lilás; e a linha de VLT da CBTU Maceió, com mais 2,3 km de trilhos incorporados à malha urbana.

A ampliação permitiu o aumento da capilaridade dos sistemas, segundo a ANPTrilhos. Pelo Balanço apresentado hoje pela entidade, a expansão da rede, e as novas estações, possibilitaram a estabilidade no volume de passageiros transportados em 2017, totalizando 2,93 bilhões de passageiros.

A Associação informa que “se a rede não contasse com essa ampliação, o País teria registrado uma queda de 1,2% na demanda de passageiros. O arrefecimento da economia e a queda dos empregos formais são fatores que impactam diretamente na quantidade de passageiros dos sistemas metroferroviários”.

Outro dado importante apresentado pelo do Setor Metroferroviário 2017/2018 refere-se à qualificação do transporte. A frota trens do Brasil viveu um ano de renovação recorde em 2017, com a entrada em operação de 719 novos carros de passageiros, que representam um aumento de 15,5% relação ao ano anterior.  Além disso, os novos trens têm layout moderno, ar condicionado, sistema multimídia e acessibilidade, o que proporcionará mais conforto às viagens dos cidadãos, afirma a ANPTrilhos.

Para Joubert Flores, presidente da ANPTrilhos, “o transporte sobre trilhos é um serviço público e de cunho social, com importante papel nos deslocamentos das pessoas nas cidades onde estão instalados, seja para ir ao trabalho, estudar ou para o lazer. A continuidade da expansão da rede e qualificação da malha existente são essenciais para o atendimento adequado à população. É importante e necessário que os novos governantes que se anunciam incluam o transporte entre as suas prioridades de gestão, proporcionando mais qualidade de vida para os cidadãos, que se deslocarão de forma mais eficiente nas cidades, assim como contribuindo para a qualidade ambiental das cidades“.

O documento completo do Balanço do Setor Metroferroviário 2017/2018 pode ser acessado através do link: www.anptrilhos.org.br/o-setor/balancos

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Balanço do setor metroferroviário aponta crescimento da malha e renovação recorde da frota de trens de passageiros em 2017

  1. De fato a palavra METRO tem bastante charme por referir-se a configurações urbanas metropolitanas, porem tecnicamente há diferenças entre metrô urbano e trem metropolitano, tais como aceleração, automatização, atendimento a áreas mais urbanizadas razão pela qual em grande extensão da rede é subterrâneo ( que os portenhos chamam de “subte” ), mais aceleração e maior frequência no atendimento. Há, entretanto, metros mais antigos que são nitidamente bondes enterrados como em Buenos Aires e Praga. Porém chamar os trens metropolitanos de metrô é um artificio imagético e pode até contribuir para que evoluam para este tipo de serviço [ mais frequência, mais aceleração e velocidade ], mas convém assinalar que na metrópole de São Paulo os dois tipos de serviço formam uma só rede com integração entre os serviços urbanos e metropolitano, embora operados por empresas diferentes. Mas, tal como em Paris, há duas empresas especializadas conforme a natureza técnica do serviço prestado que diferem basicamente pela aceleração, frequência e algumas outras características do serviço .

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