Frota de ônibus cai no Brasil e está mais velha, diz estudo do Sindipeças

Carros e ônibus mais velhos em todo o Brasil, diz Sindipeças. Clique na foto para ampliar

Já o total de automóveis subiu. Brasil registrou 4,8 habitantes por veículo em 2017

ADAMO BAZANI

O Brasil está com menos ônibus em circulação e estes veículos estão mais velhos.

É o que mostra um estudo realizado pelo Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores sobre a frota circulante de 2017. Os dados foram divulgados neste mês de abril de 2018.

Diferentemente do Denatran, a entidade leva em conta apenas os veículos que estão circulando e não os registrados, por isso, o valores brutos do Sindipeças são menores que os resultados do Denatran – Departamento Nacional de Trânsito.

De acordo com o levantamento do sindicato, em 2017, o Brasil tinha em circulação 382 mil 260 ônibus, número 0,9% menor que os 385 mil 623 que compunham a frota circulante de 2016.

É também o menor número de ônibus em circulação desde 2014, quando havia 387 mil 656 coletivos operando, tanto nas modalidades urbanas, de fretamento ou rodoviárias. Em 2015, circulavam 389 mil 123 ônibus.

Os números coincidem com os dados de perdas de passageiros, principalmente entre os ônibus urbanos, relatados por associações que representam as viações.

Como não houve aumento substancial na malha metroferroviária no País, os dados indicam dois cenários em conjunto: Por causa da crise, em especial pelo desemprego, as pessoas se deslocaram menos de ônibus e também continua havendo uma migração do transporte público para o transporte individual.

Os dados do Sindipeças mostram que houve um crescimento de 1,1% na frota circulante de carros, que passou de 35,6 milhões (35.601.099), em 2016, para 36 milhões (36.007.536), em 2017.

Contando todos os tipos de veículos, carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, a frota circulante no Brasil cresceu 1,2%, passando de 42,8 milhões (42.872.414) de unidades em 2016 para 43,3 milhões (43.371.420) em 2017.

Já o total de motos caiu 2% entre 2016 e 2017, passando de 13,4 milhões (13.469.778) para 13,1 milhões (13.198.091).

A taxa de automóveis em circulação em relação a habitantes no Brasil é alta:  4,8 habitantes por veículo em 2017, mantendo-se estável desde 2015.

MAIS VELHOS:

O Brasil tem menos ônibus e estes veículos estão mais velhos.

O Sindipeças relata no levantamento que em 2016, a idade média dos ônibus no Brasil era de 9 anos e 11 meses. Em 2017, como idade média, a frota circulante de ônibus brasileiros registrava 10 anos e 2 meses.

A frota circulante de carros também está mais velha, com idade média subindo de 9 anos e 4 meses, em 2016, para 9 anos e 6 meses, em 2017.

O total da frota circulante, contando os carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, também registrou idade mais elevada, passando de 9 anos e 3 meses, em 2016, para 9 anos e 7 meses, em 2017.

CONCENTRAÇÃO:

Apenas cinco estados concentram 72,8% de todos os veículos que transitam no País, segundo o Sindipeças:  São Paulo, com 36,8% do total; Minas Gerais, 10,4%; Rio de Janeiro, 9,0%; Rio Grande do Sul, 8,5%; e Paraná, com 8,1%.

O levantamento da entidade também mostra a predominância dos veículos flex e ainda a pouca participação de modelos elétricos ou movidos a Gás Natural Veicular.

Em 2017, os veículos flex representaram aproximadamente 62,7% da frota total e os veículos a gasolina, 26,5%. Somadas, as duas categorias atingiram cerca de 90% dos automotores circulantes. A frota movida apenas a álcool diminuiu a cada ano e representou apenas 0,7% do total em 2017. Por sua vez, os autoveículos a diesel, ao alcançar 9,9% do total, praticamente mantiveram a participação observada em anos recentes. Autoveículos movidos a GNV, os tetrafuel e os híbridos elétricos não estão presentes nas informações utilizadas, por terem participação inexpressiva.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

1 comentário em Frota de ônibus cai no Brasil e está mais velha, diz estudo do Sindipeças

  1. Gostei muito da iniciativa da BOM de São Paulo, com troca de materiais recicláveis por créditos no cartão, essa iniciativa deveria espalhar mundo afora, menos lixo nos lixões e rios e mais passageiros no transporte coletivo. Acredito nessa idéia.

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