Ministério Público denuncia cinco investigados por fraude no sistema de bilhetagem eletrônica do DFTrans

grupo foi denunciado por organização criminosa e inserção de dados faltos no sistema de informações.

Irregularidades causaram prejuízo de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) denunciou cinco investigados pela fraude no sistema de bilhetagem eletrônica do DFTrans. A denúncia foi feita nesta terça-feira, 10 de abril de 2018.

O grupo foi denunciado por organização criminosa e inserção de dados faltos no sistema de informações. Todos haviam sido presos durante a Operação Trickster, em 18 de março. Segundo informações do Ministério Público, as irregularidades causaram um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, desde 2014.

A operação foi chamada de Trickster com base em uma história da mitologia. A denominação é o nome de um Deus, espírito, que também pode ser homem, mulher ou animal. O ser prega peças e desobedece as normas usuais de comportamento.

Relembre: Operação investiga fraude de R$ 1 bilhão na bilhetagem dos transportes do Distrito Federal

A denúncia foi encaminhada à 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios, de acordo com informações do Ministério Público.

Segundo investigações da Prodep (Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social) do MPDFT, o grupo teria inserido dados falsos de 903 pessoas no sistema de bilhetagem eletrônica. Com isso, foram criadas dez empresas falsas, para simular um vínculo empregatício e fraudar créditos de vale-transporte, para gerar lucro indevido.

Conforme informado ao Portal Metrópoles, os denunciados são o auditor fiscal Pedro Jorge Oliveira Brasil; Rafael Rufino de Sousa, funcionário da GSI Defender Conservação e Limpeza, contratada para prestação de serviços de apoio operacional ao sistema de bilhetagem; Vinícius Volpon Quatio, ex-coordenador de bilhetagem do DFTrans; André Vidal Vasconcelos Silva e Rodrigo José Silva Pinto, sócios da empresa VP Investimentos e Consultoria Ltda.

O grupo teria validado os créditos no sistema de informática e carregado os cartões de usuários no sistema de transporte público, de forma fraudulenta. Permissionários e terceiros teriam auxiliado no esquema, que ocorreu entre outubro de 2017 e março de 2018.

Interceptações feitas em conversas via WhatsApp, com autorização judicial, mostram que os repasses eram de aproximadamente R$ 500 mil por semana. Outras possíveis fraudes no sistema de bilhetagem também estão sendo investigadas.

As investigações também revelaram que o líder do esquema seria o auditor da Sufisa (Subsecretaria de Fiscalização, Auditoria e Controle), da Secretaria de Mobilidade. Pedro Jorge Oliveira Brasil tinha um contracheque de aproximadamente R$ 19 mil mensais.

ANTECEDENTES:

O auditor fiscal, Pedro Jorge Brasil, já tem outros antecedentes envolvendo irregularidades na área de transportes.

Em outubro de 2017, Pedro Jorge Brasil foi preso durante a Operação Check List, também do Ministério Público e da Polícia Civil, sob suspeita de fazer vista grossa nas fiscalizações sobre as empresas de ônibus.

Somente ele, teria recebido em apenas um ano R$ 100 mil com este suposto esquema. As cobranças ocorriam nas fiscalizações nas garagens e nos terminais. As “caixinhas” eram de R$ 35 a R$ 40 por ônibus com irregularidades que era liberado.

Quem não tinha irregularidade tinha de pagar também, caso contrário, não haveria fiscalizações sobre os concorrentes piratas.

O auditor nega e foi solto em seguida beneficiado por decisão judicial.

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