Volare já produz miniônibus na planta da Neobus, em Ana Rech
Publicado em: 2 de abril de 2018
Medida faz parte programa de redução de custos e aproveitamento de recursos da Marcopolo, detentora das duas marcas
ADAMO BAZANI
A Volare divulgou nota à imprensa especializada nesta segunda-feira, 02 de abril de 2018, informando que já opera na unidade da Neobus, localizada no bairro Ana Rech, na cidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.
A nova linha fabril já está em produção desde fevereiro.
A desativação da unidade do bairro Planalto, também em Caixas do Sul, foi noticiada pelo Diário do Transporte em 18 de abril do ano passado. Relembre:
De acordo com a nota, a desativação da planta do Planalto “é o primeiro passo da estratégia definida pela Marcopolo visando o melhor aproveitamento das sinergias entre as três marcas, com ganhos de eficiência operacional, qualidade e produtividade.”
A Marcopolo é dona da marca Volare desde a criação, em 1998, e da Neobus, desde 2016, quando o CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, deu aval para a compra.
Relembre:
Segundo a Marcopolo, a incorporação da Neobus e a crise econômica brasileira, que resultou em expressivas quedas de vendas de ônibus entre 2014 e 2017, fizeram o grupo repensar as estratégias, aproveitar melhor o parque fabril e reduzir custos.
“Temos trabalhado fortemente com foco na segurança, qualidade e aplicação da filosofia LEAN e a metodologia Kaizen para tornar todas as nossas plantas as mais eficientes e produtivas possível”, destaca na nota, o diretor-geral da Marcopolo S.A., Francisco Gomes Neto.
A Volare enfatizou que a mudança não consistiu apenas na troca de endereço, mas na modernização na forma de produção.
A nova linha da Volare é ampla, possui equipamentos modernos, possibilita ganhos significativos e melhor fluxo do sistema produtivo, além da otimização dos recursos de logística e almoxarifado, entre outros. “Também proporciona vantagens sensíveis para os colaboradores em termos de ergonomia e conforto”, comenta João Paulo Ledur, diretor do negócio Volare. “O mais importante é que mantivemos todas as pessoas que atuavam na unidade Planalto, tanto as das áreas produtivas quanto as da administrativa”, salienta o executivo. – complementa a nota.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes




HAHAHA e eu já tinha comentado isso num artigo falando sobre a Neobus focando no seguimento urbano, que a Marcopolo logo iria iniciar a usar as instalações da Neobus para produzir veículos de sua Marca. E não é que aconteceu? Bom, embora tenha dito seria Marcopolo e no caso foram os micros da Volare a serem os primeiros a se apossar de vez da fábrica, não devemos esquecer (ainda que óbvio kkk): Vorale = Marcopolo. Bom qual minha conclusão: os produtos da Volare pode serem entendidos como um veículo pronto e completo de portfólio (Chassi+Carroceria) o que difere dos demais produtos que são apenas a Carroceria (Chassi em que será encarroçado fica a escolha do cliente). Ok, mas ainda sim, isso é ruim para o modelo Thunder da Neobus, que começará a perder espaço para os micros da Volare. Tudo de forma discreta e gradual. Logo veremos o Torino saindo da planta da Neobus e depois o anúncio da descontinuidade da Neobus para dedicar a Marcopolo. Pronto e adeus a aquela marca que sucedeu a Thamco, que antes era Condor, que esta ultima é uma cisão da Ciferal Paulista ao se separar da sede carioca, também comprada e descontinuada pela Marcopolo.