Vandalismo vira rotina em BRT do Rio

Foto: divulgação

BRT Rio decide suspender linhas durante a madrugada após vândalos destruírem janelas de ônibus

ALEXANDRE PELEGI

O sistema BRT do Rio de Janeiro vem sofrendo com atos de vandalismo não é de hoje. A depredação do patrimônio, segundo a diretora de Relações Institucionais do BRT, Suzy Balloussier, tem se tornado rotina nas madrugadas dos finais de semana.

Foi assim novamente durante a madrugada deste domingo, dia 25 de março. Após dois ônibus articulados serem depredados, a concessionária precisou suspender temporariamente a circulação de duas linhas, que circulavam entre Fundão e Alvorada e entre Galeão e Alvorada. Os serviços foram interrompidos às 2h, e retomados após as 4h.

A informação do BRT Rio é que o vandalismo foi cometido por grupos de passageiros que seguiam para um baile funk na Zona Norte do Rio. Os motoristas foram obrigados pelos vândalos a parar em local proibido para que eles pudessem desembarcar próximo do evento.

Além da depredação dos ônibus articulados, os vândalos atacaram também a estação Praça Seca, que teve uma porta de vidro depredada.

Neste sábado (24) cerca de 20 jovens atacaram a estação Boiúna, do corredor Transolímpica, chutando as portas de embarque e desembarque de passageiros que haviam sido trocadas recentemente.

Suzy Balloussier, em declaração ao site do jornal O Globo, desabafou: “É uma soma interminável de prejuízos que se acumulam sem que nada seja feito. Não adianta denunciar, o que fazemos recorrentemente sempre que um episódio de barbárie se repete. Não recebemos nenhum apoio”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    Sempre deparo-me com esta indagação? Porque depredam ônibus, aqui e em outros países? Sou levado a crer que, mesmo sendo um serviço concedido, ele é a imagem do Governo, embora não se saiba muito bem qual? E, para agravar, é também o “bode expiatório” da servidão-do-cotidiano, já expressa sinteticamente no dístico parisiense: “metrô-boulot-dodô” que pode ser traduzido, canhestramente, por: “transporte coletivo-trampo-cama”. Há ocorrência de depredação também em trens e barcas, mas estes serviços usam veículos bem mais difíceis de incendiar. No passado, os trens de subúrbio, no Brasil, também eram fáceis de “tacar fogo”, mas agora são fabricados evitando o uso de muito material inflamável. Neste aspecto os ônibus levam desvantagem porque necessitam ser construídos com material mais leves e, ainda, levam junto o combustível que contribui para a perda total de um bem que equivale ao valor de um pequeno apartamento. Os trens de subúrbio também já foram vitimas da síndrome de “bode-expiatório” de mazelas do Governo, embora não se saiba muito bem qual dos três níveis de governo. Porém, com financiamento governamental. foi feito um estudo pelo IPT sobre como diminuir o uso de material inflamável na fabricação daqueles veículos, cujo relatório técnico pode ser consultado na biblioteca da Companhia do Metrô paulista, na rua Augusta 1626.

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