SPTrans recebe comissão de manifestantes que são contra mudanças de linhas de ônibus
Publicado em: 21 de março de 2018
Alterações preocupam principalmente quem mora em áreas periféricas. Secretaria de Mobilidade e Transportes garante que não haverá falta de atendimento
ADAMO BAZANI
A SPTrans, gerenciadora dos transportes públicos da capital paulista, e a SMT – Secretaria Municipal de Transportes, informaram agora há pouco que receberam uma comissão de manifestantes que no final da tarde desta quarta-feira, 21 de março de 2018, fizeram um ato na região central da cidade contra as alterações nas linhas de ônibus municipais propostas nas minutas para a licitação dos serviços.
Pelo modelo de rede apresentado pela gestão Doria, 149 linhas, das quase 1,4 mil atuais, deixariam de existir.
A manifestação ocorreu na frente da secretaria, na Rua Boa Vista, e teve iniciativa de movimentos sociais e partidos de oposição.
A prefeitura quer criar três redes de serviços:
– Subsistema Estrutural: linhas com ônibus maiores que passam pelo centro da cidade.
– Subsistema Local de Articulação Regional: ônibus médios ou convencionais que ligam os bairros mais afastados às centralidades regionais ou entre regiões diferentes sem passar pelo centro.
– Subsistema Local de Distribuição: Ônibus menores que ligam bairros a terminais de ônibus, corredores e estações de trem e Metrô.
Com as alterações de linhas, a prefeitura diz que quer deixar o sistema com menos sobreposições de linhas.
Em nota, a SMT e SPTrans disseram que explicaram às comissões que não haverá mudanças repentinas.
Durante o encontro, a Secretaria manteve o que já vem sendo dito desde o início do processo licitatório, reiterando todos os pontos do edital de licitação. Foi enfatizado que ninguém ficará sem ônibus e o transporte na cidade de São Paulo está garantido. A proposta do novo edital, que ainda será publicado, prevê uma rede maior e mais eficiente ao cidadão, com aumento na oferta de lugares e ônibus em regiões da cidade que hoje não são atendidas.
Nada será alterado da noite para o dia, sem um amplo debate com a comunidade. As mudanças que forem efetivadas serão implantadas entre seis meses e três anos da assinatura dos contratos após o término da licitação dos ônibus.
A SPTrans segue aberta à participação da comunidade mesmo com o término do período de Consulta Pública da minuta do edital de licitação, que durou 75 dias, entre 21 de dezembro e 5 de março.
Neste momento, a comissão de licitação está respondendo todas as sete mil manifestações recebidas. A previsão é que esse processo seja concluído e lançado para concorrência pública ainda no primeiro semestre.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.



A população que mora nas regiões mais distantes vão ter que fazer um caminho de rato para chegar ao centro da cidade, e bom isso acontecer agora assim o povo aprende e não vota mais no Doria, assim em outubro ele fica “desempregado”, fica sem a prefeitura e não se elege ao governo do estado, o nosso problema e o interior do estado que adora um pedágio.