“Uber de Cuiabá” promete preços mais baixos e corrigir “deficiências” de outros aplicativos

Trânsito em Cuiabá é problema antigo, mas estudos mostram que aplicativos não melhoram a mobilidade e, sim, o transporte coletivo

Pela ferramenta “Jah Viu”, não há tarifas que variam ao longo do dia e passageiro pode cadastrar motoristas favoritos

ADAMO BAZANI

Os aplicativos de transporte individual vieram para ficar. Uber, 99, Cabify estão entre os nomes mais famosos, mas já começam a aparecer iniciativas regionais que prometem corrigir “deficiências” destas ferramentas.

Uma dela é o “Jah Viu”, disponível para celulares de sistemas Android ou iOS, lançado na última sexta-feira, 02 de março, em Cuiabá.

Inicialmente o aplicativo atende à capital e à cidade de Várzea Grande, na região metropolitana.

Entre as promessas do aplicativo estão viagens 10% mais baratas que das outras ferramentas; tarifas que não variam de acordo com o horário, trânsito ou procura; possibilidade de escolher os motoristas e de as mulheres chamarem motoristas do sexo feminino.

A tarifa mais baixa, de acordo com o aplicativo, ocorre porque não é cobrada porcentagem dos motoristas pelas viagens e, sim, mensalidades fixas.

Por enquanto, o pagamento da viagem será feito somente com dinheiro, mas a empresa quer começar em breve aceitar cartões, incialmente pelas máquinas dos motoristas até chegar a pagamentos eletrônicos, uma das principais características dos aplicativos.

O passageiro precisa cadastrar os dados no aplicativo. Se desistir das viagens, não paga multa, mas será bloqueado até fazer novo contato com a empresa.

Para os motoristas, há no aplicativo um botão SOS para relatar situações de perigo.

Se a central não conseguir contato com o condutor logo depois do aviso, pode acionar a polícia.

Não há autorização, entretanto, das autoridades de trânsito e transportes das duas cidades e do Estado do Mato Grosso.

Para as passageiras, há a opção de selecionar motoristas mulheres

ÔNIBUS:

A onda dos aplicativos começa a rondar também o transporte coletivo de passageiros.

Algumas cidades já estudam plataformas de transporte por ônibus sob demanda, mas sem as características tradicionais do fretamento.

Depois de quase dez meses, o Buser, que se denomina um aplicativo de fretamento coletivo com algumas características do Uber, conseguiu fazer a primeira viagem na última sexta-feira, 02 de março de 2018.

A ligação foi entre Belo Horizonte e São Paulo. Dentro do Estado de Minas Gerais, a empresa não pode intermediar viagens porque está proibida por uma liminar conquistada pelas companhias de ônibus de linhas regulares. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/03/03/buser-faz-primeira-viagem-para-sao-paulo-e-justica-impede-rotas-para-minas-gerais/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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