Rápido Sumaré diz não ter sido notificada sobre cassação de liminar que garantia que empresa pudesse continuar operando em Indaiatuba

Foto: Ismael Toledo Junior (Ônibus Brasil)

Sancetur começou a operar neste domingo (11) na cidade do interior paulista, após prefeitura divulgar que conseguira derrubar a liminar que mantinha a operação dos ônibus da Citi / Rápido Sumaré

ALEXANDRE PELEGI

Após a prefeitura de Indaiatuba informar neste sábado, dia 10 de fevereiro, que conseguira revogar a liminar que mantinha a Rápido Sumaré operando o sistema de transporte municipal, a Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda passou a operar neste domingo (11). Alguns ônibus da Citi/Rápido Sumaré foram colocados pela empresa para circular no mesmo dia, mas acabaram sendo apreendidos, segundo informações do site Ônibus de Campinas.

Hoje, em nota divulgada à imprensa, a empresa Rápido Sumaré afirmou não ter sido notificada da decisão do Tribunal de Justiça, que cassou a liminar da empresa. Na nota, a empresa lamenta “a forma abrupta com que a fiscalização da Prefeitura Municipal tratou a empresa e, especialmente seus funcionários e os usuários, impedindo a operação regular da empresa e a prestação de um serviço público essencial”.

Leia a nota na íntegra:

“A empresa Rápido Sumaré vem a público para informar que não foi notificada pela Justiça sobre qualquer cassação junto ao Tribunal de Justiça da liminar concedida pelo juízo da Comarca de Indaiatuba. É lamentável a forma abrupta com que a fiscalização da Prefeitura Municipal tratou a empresa e, especialmente seus funcionários e os usuários, impedindo a operação regular da empresa e a prestação de um serviço público essencial. É ainda mais lamentável que interesses próprios do senhor prefeito municipal se sobreponham ao interesse de toda a população de Indaiatuba. A Rápido Sumaré reitera seu compromisso com suas centenas de funcionários e com os milhares de usuários do sistema. E lutará até o fim para que a real Justiça seja feita”.

HISTÓRICO

Alegando que a Rápido Sumaré estava prestando maus serviços, a prefeitura de Indaiatuba decretou a caducidade do contrato com a viação, contratando emergencialmente a Sancetur.

Na sexta-feira, dia 9 de fevereiro, o juiz Thiago Mendes Leite do Canto, da 3ª Vara Cívil de Indaiatuba, acatou recurso da Citi – Indaiatuba/Viação Rápido Sumaré e suspendeu os efeitos do decreto da prefeitura sobre a caducidade no contrato de prestação de serviços.

No dia seguinte, sábado (11), a Prefeitura conseguiu derrubar a liminar concedida à Rápido Sumaré, que permitia à empresa continuar operando o sistema de transporte público de Indaiatuba.

A decisão permitiu que a empresa Sancetur/SOU Indaiatuba assumisse o transporte já no domingo, dia 11.

A queda de braço entre a administração municipal e a Rápido Sumaré, do grupo do empresário Belarmino de Ascenção Marta, se arrasta desde o ano passado, quando em outubro, pela primeira vez, a prefeitura decretou a caducidade do contrato, alegando má prestação de serviço pela Rápido Sumaré, que assumiu as operações em 2016 da Viação Guaianazes de Transportes LTDA. A Guaianazes também recebia críticas da prefeitura, na ocasião, de má prestação de serviços.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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