Estatal TCB assume que deve R$ 655 mil a 154 empregados, mas não informa prazo para pagamento
ALEXANDRE PELEGI
Nesta terça-feira (6), os funcionários da TCB – Transporte Coletivo Brasília que reivindicavam o pagamento de horas extras em atraso desde 2015, foram informados de que a empresa reconheceu oficialmente as dívidas. O problema é que a TCB não avisou quando poderá quitar os valores devidos aos funcionários.
No total, 154 trabalhadores da TCB terão direito ao pagamento. A lista com o nome dos funcionários e os valores devidos a cada um saiu publicada na última quinta-feira (1º de fevereiro) no Diário Oficial do DF.
A relação completa de nomes e valores pode ser lida no link: http://www.buriti.df.gov.br/ftp/diariooficial/2018/02_Fevereiro/DODF%20023%2001-02-2018/DODF%20023%2001-02-2018%20SECAO1.pdf
A relação está na página 68 do DO.
A TCB informa que as dívidas totalizam R$ 655.730,81, atinentes aos anos de 2015, 2016 e 2017.
PARALISAÇÕES E PROTESTOS
Foram várias paralisações e protestos de motoristas da TCB – Transporte Coletivo Brasília reivindicando direitos trabalhistas desde 2015.
Em junho de 2016 as 13 linhas da TCB não circularam no Distrito Federal. Os trabalhadores reivindicavam aumento de 30% sobre os salários da categoria e de 54% sobre o vale-refeição. Já no mês de abril de 2017, os motoristas da empresa estacionaram os ônibus na entrada da rodoviária do Plano Piloto: no protesto, eles reivindicavam o vale alimentação do mês, que estava atrasado.
A TCB é uma empresa estatal, nascida em maio de 1961, cerca de um ano após a criação de Brasília. Foi a primeira empresa pública de transportes coletivos criada na capital do país. O Governo do Distrito Federal (GDF) detém 99,99% da empresa.
Hoje, a TCB é dona de 36 ônibus que atendem à região central do Distrito Federal.
Com problemas de atrasos em benefícios de motoristas e cobradores, em 2017 o Governo do Distrito Federal afirmou que conseguira quitar uma dívida dos anos 1990, referente a recolhimentos do INSS que não foram realizados pela companhia pública. O débito chegava a R$ 800 mil por parcela mensal, apenas para amortização.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes
