Pelotas (RS) sanciona lei que determina instalação de botão de pânico nos ônibus
Publicado em: 26 de janeiro de 2018
Projeto aprovado na Câmara foi sancionado pela Prefeita Paula Mascarenhas; empresas têm 60 dias para instalar o sistema de alerta
ALEXANDRE PELEGI
Assaltos no interior de ônibus do transporte coletivo têm-se tornado frequentes. O problema desafia hoje autoridades em várias cidades brasileiras.
Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, a criminalidade tem revoltado motoristas e cobradores, que realizaram nesta quinta-feira (25) um protesto na cidade por mais segurança. Não é para menos: somente no mês de janeiro de 2018 já foram registrados 26 assaltos nos ônibus da cidade. No ano passado foram 198 assaltos.
A prefeita da cidade, Paula Mascarenhas, decidiu sancionar a lei que determina que o transporte público de Pelotas passará a contar com um sistema de alerta, o chamado ‘botão de pânico’, que informará as autoridades de segurança quando da ocorrência de assaltos.
Para o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Pelotas, José Inácio Lopes de Jesus, os assaltos têm se tornado mais violentos, o que motivou os protestos da categoria.
Nesta quinta-feira (25), motoristas e cobradores protestaram por mais segurança, o que levou à paralisação dos corredores de ônibus por quase quatro horas.
A lei sancionada pela prefeitura de Pelotas determina a instalação de um botão de pânico, que será acionado quando o ônibus estiver sendo assaltado. O chamado, assim que disparado pelo motorista ou cobrador, segue automaticamente para o Centro Integrado de Operações Municipais.
A lei determina ainda que as empresas do Consórcio do Transporte Coletivo do Município terão 60 dias para instalar o sistema em cada ônibus, urbano e interdistrital.
Pelotas, localizada no sul do estado, é a terceira cidade mais populosa do Rio Grande do Sul, com 350 mil habitantes.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

