BRT de Goiânia: reunião entre Prefeitura e Ministério das Cidades debate retomada da obra
Publicado em: 26 de janeiro de 2018
BRT Norte-Sul, quando pronto, deverá atender mais de 120 mil pessoas/dia, de 148 bairros de Goiânia e Aparecida
ALEXANDRE PELEGI
Paralisadas após suspeitas de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o BRT de Goiânia segue sem solução.
Esta situação, no entanto, pode mudar. Nesta quinta-feira (25), na sede do Ministério Público Federal (MPF), representantes da Prefeitura de Goiânia, Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal (CEF) e Consórcio do BRT se reuniram para discutir a retomada do corredor Norte-Sul.
As empresas EPC e WVG são as detentoras do contrato de execução do corredor BRT Norte Sul, obra paralisada desde meados de julho de 2017.
Antes, a construção já havia sido paralisada por seis meses, neste caso por causa de uma dívida de R$ 11 milhões com as empreiteiras. As obras foram retomadas após a negociação dos pagamentos.
De acordo com a procuradora Geral do Município, Anna Vitória Caiado, que participou da reunião nesta quinta-feira, a Prefeitura quer dar celeridade à obra.
O prefeito Iris Rezende, em recente encontro com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, já havia cobrado empenho e ajuda do governo Federal para resolver de vez a situação legal e concluir em definitivo as obras do BRT.
Quando estiver concluído, o BRT Norte-Sul terá 21 km de extensão em Goiânia e 7 km até Aparecida de Goiânia. Serão utilizados ônibus articulados, com paradas em 39 plataformas e seis terminais de integração, com estimativa de mais de 120 mil usuários/dia. O trecho Norte, entre os terminais Rodoviário e Recanto do Bosque, deve ser o primeiro a entrar em funcionamento.
Veja o vídeo do projeto original do BRT Norte-Sul de Goiânia:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

