Empresa de Cascavel começa a sentir recuperação econômica brasileira e efeitos do aumento dos pedidos
ADAMO BAZANI
O setor de veículos pesados, um dos mais atingidos pela crise econômica brasileira desde 2013, começa a sentir que a economia brasileira esboça sinais de reação.
Empresas que fabricam chassis e carrocerias de ônibus, caminhões e implementos rodoviários voltaram a abrir novas vagas de emprego.
É o caso da encacorroçadora Mascarello, de Cascavel, no Paraná, que anunciou o processo de contratação de cem novos auxiliares de produção.
Os currículos devem ser enviados até 22 de fevereiro de 2018 para o e-mail: querotrabalhar@grupomascarello.com.br
Segundo comunicado da empresa, as entrevistas, uma vez agendadas, ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 10h e das 13h30 às 15h00.
Terão contratação preferencial portadores de deficiência e jovens aprendizes.
Além da melhoria do quadro econômico, a Mascarello se prepara para grandes encomendas.
Segundo informou o gerente nacional de vendas, da Mascarello, Antonio Carlos Capecce, ao Diário do Transporte, somente para a Secretaria de Estado da Saúde do Governo de Minas Gerais, juntamente com a Mercedes-Benz, a empresa vai fornecer 905 micro-ônibus neste ano.
Relembre:
Segundo dados da Fabus, associação que reúne as encarroçadoras de ônibus, de janeiro a novembro de 2017, a Mascarello foi a terceira maior fabricante do setor e produziu 1455 carrocerias, dos quais, 636 para micro-ônibus, 523 de modelo urbano, 210 rodoviárias e 86 intermunicipais. Os dados de dezembro ainda não foram divulgados pela Fabus.
No ranking geral de encarroçadoras, entre janeiro e novembro, a Marcopolo e a Caio lideram o mercado de carrocerias de ônibus:
1º) Marcopolo (Caxias do Sul/RS) e Marcopolo Rio (Duque de Caxias/RJ): 3661 + 1210 = 4871 unidades
2º) Caio Induscar(Botucatu/SP): 4465 unidades
3°) Mascarello (Cascavel/PR): 1455 unidades
4º) Neobus (Caxias do Sul/RS – pertence à Marcopolo): 1332 unidades
5º) Comil (Erechim/RS): 778 unidades
6º) Irizar (Botucatu/RS): 365 unidades.
Neste ano, com a volta da produção da Busscar, em Joinville/SC, devem ser gerados mais empregos no setor de carrocerias de ônibus.
A companhia não produzia em escala desde 2012, quando teve a falência decretada pela primeira vez. Os antigos controladores, da família Nielson, recorreram, mas a falência foi confirmada em 2013.
Depois de entraves judiciais e leilões fracassados, em 2017, a marca, operações, maquinários e imóveis foram compradas por um grupo de investidores, entre os quais, sócios da Caio Induscar, e promete atuar no mercado de rodoviários, hoje com predominância da Marcopolo.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
