Após adiamentos, Conselho de Transportes de Teresina (PI) aprova reajuste de ônibus municipais

Decisão final agora cabe ao prefeito. Tarifa salta de R$ 3,30 para R$3,71, aumento de 12,42%. Passe estudantil vai a R$1,18

ALEXANDRE PELEGI

A tarifa de Teresina, capital do Piauí, era para ter sido decidida no dia 28 de dezembro de 2017, em reunião do Conselho Municipal de Transportes de Teresina. No entanto, o encontro acabou suspenso, após manifestantes contrários ao reajuste invadirem o prédio da STRANS – Superintendência Municipal Transportes e Trânsito da cidade, e ocuparem a sala onde se reunia o Conselho. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/12/28/manifestantes-invadem-sala-do-conselho-que-definiria-reajuste-da-tarifa-em-teresina-decisao-fica-para-janeiro-de-2018/

Na tarde desta quinta-feira, dia 4, mesmo em meio a protestos, o Conselho finalmente consegui se reunir e aprovar o novo reajuste da tarifa de ônibus na capital.

Com 12 votos a favor, a nova tarifa do transporte coletivo da capital passará a custar R$ 3,71 para usuários comuns e R$ 1,18 para estudantes. Apenas duas entidades votaram contra o reajuste: a Associação dos Deficientes Físicos de Teresina e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Piauí.

A proposta seguiu para o prefeito Firmino Filho, que poderá aprovar ou não a nova tarifa.

O reajuste da tarifa foi de 12,42%, percentual que será aplicado sobre a tarifa atual, de R$ 3,30.

De acordo com Francisco Nogueira, diretor de Trânsito da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) de Teresina, houve uma queda no número de passageiros de 26%, o que impactou fortemente no equilíbrio financeiro do contrato. Ele acredita que o índice proposto vai permitir equilibrar o sistema.

Em entrevista para a imprensa local, após a reunião do Conselho, Nogueira disse acreditar que o reajuste vai remunerar as distorções inflacionárias e as perdas que ocorreram no sistema. Ainda segundo o diretor, com a nota tarifa, será possível que o dinheiro arrecadado cubra os custos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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