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EMTU deve lançar licitação de ponte para expandir VLT em São Vicente

VLT de Santos. Terceira fase deve beneficiar 120 mil pessoas por dia

Edital deve ser publicado em janeiro. Obra é considerada essencial para terceira fase do Veículo Leve sobre Trilhos

ADAMO BAZANI

A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos deve lançar em janeiro o edital de licitação do projeto básico para as obras de reforma da ponte sobre o Canal dos Barreiros.

Com a obra, será possível realizar a terceira fase da expansão do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos da Baixada Santista.

O objetivo é reforçar a ponte, hoje em estado precário, para suportar o peso das composições.

O reforço será feito com uma estrutura metálica e, segundo a EMTU, não será necessária a interrupção do trânsito.

A terceira fase consiste na ligação do atual ponto final da linha, a Estação Barreiros, até a região de Samaritá, perto do limite com Praia Grande.

Para a EMTU, é mais rápido conseguir o licenciamento ambiental com a reforma da ponte do que construir um elevado específico para o VLT.

A terceira fase deve beneficiar 120 mil passageiros por dia, mas ainda não tem data para a conclusão.

Em março deve ser licitado o projeto executivo para só assim escolher a empresa ou consórcio responsável pelas obras.

Também no mês de março, a EMTU pretende licitar a segunda fase do VLT, abrindo os canteiros de obras entre o Valongo e a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos.

Se não houver nenhum entrave na licitação, em setembro devem ser assinados os contratos para as obras, segundo a EMTU.

O projeto executivo deste segundo trecho foi revisto e apontou que por causa do atraso das obras, o trecho ficará 5% mais caro, passando de R$ 430 milhões para R$ 450 milhões.  A segunda fase deveria ter sido concluída em 2015. Deste total, R$ 270 milhões serão para obras civis e a outra parte, em sua maioria, para desapropriações. Até a assinatura dos contratos, pode haver mais uma elevação nestes valores.

O Governo do Estado busca crédito para o financiamento das intervenções. As obras civis serão financiadas pela Caixa Econômica Federal e devem ficar prontas em dois anos.

Este segundo trecho deve ter oito quilômetros e 14 estações.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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