Instituto de Defesa do Consumidor vê defeitos em editais de licitação dos ônibus de São Paulo
Publicado em: 23 de dezembro de 2017
Segundo Idec, modelo proposto pela prefeitura não vai melhorar o sistema de transportes. Poder público diz que linhas vão ser reorganizadas e aumentará oferta de lugares
ADAMO BAZANI
O período de consulta pública para a licitação dos transportes coletivos na capital paulista vai até o dia 03 de fevereiro de 2018. Pelo site: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/transportes/edital/ é possível baixar os editais e saber como enviar as sugestões.
Já para saber as principais mudanças que devem ocorrer com a proposta de novo modelo de transporte, basta acessar:
A prefeitura diz que o sistema deve melhorar com as mudanças das redes de linhas, que passam a três tipos: estrutural (ônibus grandes que passam pelo centro da cidade), local de articulação regional (ônibus médios que ligam diferentes regiões sem passar pelo centro) e local de distribuição (ônibus menores que ligam os bairros mais afastados até terminais de ônibus ou estações da CPTM e Metrô).
Mas as propostas do poder público não foram unanimidade.
O Idec – Instituto de Defesa do Consumidor,disse nesta sexta-feira, 22, um dia depois da publicação das minutas, que ocorreu na quinta, 21, que “analisou o documento” e conclui que “a proposta traz apenas alguns avanços pontuais, mas não garante melhoria do serviço.”
Ao todo, as minutas dos editais dos três sistemas possuem 36 mil páginas.
Em nota, o instituto afirmou que “elementos prioritários como concorrência, participação popular nas mudanças das linhas e cálculo da remuneração das empresas, receberam pouca atenção na proposta apresentada pela prefeitura.”
Em relação às mudanças das linhas, a prefeitura diz que a licitação teve 33 audiências públicas para receber sugestões e que até o dia 03 de fevereiro, outras ideias e críticas aos editais podem ser enviadas à secretaria de Mobilidade e Transportes.
A administração municipal ainda afirmou que serão reduzidas as linhas, cortando sobreposições, mas “sem prejudicar a oferta de transportes”
Hoje a cidade possui 1.335 linhas, sendo 827 do Subsistema Estrutural e 509 do Subsistema Local.
A secretaria de Mobilidade Transportes vai manter 710 linhas da rede atual, unificar 260 linhas, seccionar ou alterar 283 linhas e criar 44 linhas inéditas.
O secretário Sergio Avelleda garantiu na coletiva de apresentação dos editais, que vão aumentar em 4% as necessidades de baldeações, mas que isso diminuirá em 5% o tempo geral de deslocamento por ônibus na cidade.
Sobre a remuneração, a gestão João Doria diz que diferentemente do que ocorre com os atuais contratos, outros itens devem influenciar no ganho das viações, como satisfação dos passageiros, redução de acidentes, antecipação dos investimentos em modelos de ônibus menos poluentes e atratividade de mais passageiros para o sistema.
Segundo o secretário de Mobilidade e Transportes, Sergio Avelleda, onúmero de passageiros transportados não será mais a única forma de remuneração as empresas, como é nos atuais contratos. Haverá uma cesta de quatro fatores compostos cada um de itens que levam em conta qualidade de operação, satisfação dos passageiros, redução do número de acidentes envolvendo ônibus e capacidade de aumentar a demanda.
São eles:
- Remuneração Básica por Custo Serviço Realizado: cobre salários dos motoristas, dos demais funcionários, além de combustíveis, lubrificantes, compra e depreciação dos ônibus, etc
- Demanda/Desempenho: A SPTrans vai estipular uma demanda projetada e a empresa vai ter de atender a este número de passageiros. A remuneração da empresa pode ser reduzida se o ônibus deixar de ser atrativo
- Satisfação do Usuário / Segurança Operacional / Antecipação de Energia Limpa / Incidentes Graves: Vai ser realizada anualmente uma pesquisa de satisfação com o passageiro. Se o resultado for ruim, a empresa de ônibus ou consórcio vai ganhar menos. A empresa pode ganhar mais se conseguir reduzir os números de acidentes com os ônibus. Caso, as empresas investirem na compra de ônibus menos poluentes antes do prazo determinado pelo contrato, também terão a remuneração ampliada. Incidentes como longos e constantes atrasos, descumprimentos de itinerários e quebras excessivas de ônibus também vão fazer as empresas ganharem menos.
- Bônus por Produtividade Econômica: Ao final do ano, a empresa que conseguiu atrair mais passageiros e trouxer mais receita para o sistema ou que conseguiu reduzir custos sem comprometer os serviços vai ganhar um bônus: 50% destes ganhos ficam com a prefeitura e outros 50% vão diretamente para a empresa que obteve os resultados positivos.
Para o Idec , “ ainda que a mudança na forma de remuneração das empresas favorece que elas cumpram as regras estabelecidas, mas os pesos e os critérios ainda não estão claros”.
Na mesma nota, o pesquisador de mobilidade do Idec, Rafael Calabria, a proposta de modelo de transportes da prefeitura traz avanços para o sistema, mas não contempla itens como o direito à informação dentro e fora dos ônibus e a devolução do dinheiro do passageiro quando não conseguir embarcar, prevista no Código de Defesa do Consumidor.
“É preciso ter mais clareza sobre os critérios escolhidos. Para isso, o Idec cobra que a Prefeitura amplie a comunicação com os usuários por meio de mapas e audiências públicas nos bairros para que a população entenda melhor as mudanças que vão impactar a sua vida e consigam opinar sobre o novo sistema”, diz
O Idec também destaca aspectos positivos dos editais, como a previsão de redução de poluentes pelos ônibus, que não havia na proposta da gestão do ex-prefeito Fernando Haddad, maior segurança quanto à velocidade e mais espaços para bicicletas dentro dos veículos de transportes coletivos.
“Entre os pontos positivos está o cronograma da redução de emissões de poluentes, inclusão dos limitadores de velocidade e aumento da frota de ônibus articulados, que amplia a oferta de lugares entre os passageiros. Além disso, o edital obriga o transporte de bicicletas nos ônibus articulados, que representam hoje 11% da frota.” – diz a nota
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



É impressionante como se discutem só palavras e não a engenharia de transportes. A nível de ITS ( intelligent transportation SYSTEM) q conjugado com o replanejamento das linhas , efetivamente pode trazer muitos benefícios aos usuários, até 25% de diminuição de custo operacional ao operador e uma efetiva diminuição da frota com mais oferta de disponibilidade. É cruel não querer implantar do mais moderno . Não adiantou nada ir para outros países se o Adm público se rende a uma política burra e irresponsável ! Existem sim propostas técnicas viáveis e já certificadas tecnicamente dentro da SPTrans , mas q a política interna incompetente previlegiasse velhos modelos . Está pior q o ministro do STF ..
Luiz Portella, boa noite.
Perfeito seu comentário.
Abçs,
Paulo Gil
Amigos, boa tarde.
Segundo consta no post acima:
“Ao todo, as minutas dos editais dos três sistemas possuem 36 mil páginas.”
Se não houve erro de digitação, eu nem vou acessar o link, tamanha insanidade um Edital ter 36 mil páginas.
Meuuuuuuuuuuuuu Deus.
Eu não tenho capacidade mental para entender o porque disto, me desculpem.
Att,
Paulo Gil
Não houve erro de digitação
Adamo, olá.
Muito obrigado.
Meuuuuuuu Deus…
Não irei perder meu tempo.
Dei uma lida no cálculo da tarifa e começaram a contar história da CMTC.
KKKKKKKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Nem a maior empresa de auditoria do mundo consegue auditar esse edital.
Alguém sabe em qual anexo estão descritas as novas linhas ??
Att,
Paulo Gil
Amigos do Diário do Transporte, os nossos administradores da SMT e todos os envolvidos, são muito bons para preparar “enrolados” e discursos já proferidos para a nossa população. Realmente parece que os “técnicos em transporte” nunca andaram nos ônibus que eles controlam. Parece que são “calouros” “novatos” que saíram das faculdades e vão iniciar o primeiro projeto em transporte da cidade de São Paulo, isso é um absurdo. Desde 2014 estão planejando fazer uma mudança nos transportes de São Paulo, já fizeram várias tentativas e modificaram muitas linhas, agora querem fazer novas mudanças. A solução dos transportes é uma questão de cada região individualmente, o que querem é fazer um projeto para uma grande cidade e adaptar os itens como se fosse igual em todo o território da capital. A região da Brasilândia é diferente da Zona Sul, e assim por diante. Cada região tem suas dificuldades geográficas. Na última mudança que a SMT realizou, colocaram ônibus de 30 metros nas ruas da Brasilândia, com ruas estreitas e muitas valetas e lombadas, prejudicando o transporte na sua velocidade, entre outras situações. Eu já fiz várias sugestões, como linhas curtas circulares, e outras que facilitem a vida da população paulistana.
Jayme Pereira da Silva, boa noite.
Eu já pensei como você, mas eu aprendi.
Não há novatos, calouros ou recém formados no puuuuuuder nem na PMSP; são todos muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito inteligentes.
Aliás todos são PHD’s.
Isso tudo é elaborado para criar dificuldade e gerar lucros.
Com certeza o buzão de 30 metros que rodou na Brasilândia só deu lucro, como os que batem lata aos sábados no corredor 9 de Julho e Santo Amaro.
Você tem razão, cada região tem suas peculiaridades e sugestões não adinata enviar pois eles fingem de surdos, o corredor Bandeirantes eu enviei como sugestão na gestão da então prefeita Marta Suplicy, só para você ter uma ideia.
Este é o EFEITO BARSIL, mais conhecido como borrocracia.
Feliz Natal!
Att,
Paulo Gil
em continuidade aos meus comentários, e sabedor das dificuldades politicas do governo vou contestar os 4 pontos apresentado construtivamente;
1) remuneração básica- depois da velha planilha GEIPOT, hoje temos uma das planilhas mais completas DO MUNDO que norteiam com seriedade e competência a tarifa mais justa para o usuário e a quantidade se subsídios que o governo ira pagar ao concessionário nas diferenças criadas na maioria das vezes politicamente, leia-se gratuidades com o chapéu do municipe !!? isso tem que acabar e a tarifa técnica de como calcular ja estão definidas na planilha da ANTP e aceita pela NTU e entre todos os operadores decentes de qq tipo de modal. Assim a colocação como esta escrita é contra qq avaliação técnica de engenharia de transportes isenta de politica podre. ex; NY que o transporte é operado pelo governo tem 50% de subsidio a uma tarifa total de U$$ 4,5, ou seja U$2,25 é o usuário quem paga, e que tem um alto nivel de ITS.
2)Demanda projetada é coisa de economista..engenharia de transportes se faz com precisão e tecnologia, não consta do EDITAL um CCO de ITS de alto nivel de complexidade, que garanta tudo ja que como coloquei anteriormente. Equipamentos embarcados sob a escolha do operador com especificação mínima é sem duvida brincar com 14.000 onibus em movimento mantendo o milagre q ocorre hoje apenas com planejamento primário. Não vamos vir com aplicativos que não tem banco de dados em tempo real como solução.Confiar num AVL desatualizado é muito do mesmo e será a confirmação do que aconteceu e que forçou a mesma empresa fornecedora de GPS a ganhar o serviço por mais 5 anos na EMTU. Ai vai e multa e tira do operador..e quem paga a conta é o USUARIO.
3)Srs este é o item mais absurdo…sem ITS de alto nivel, devido a complexidade do sistema e suas variáveis de integração e interoperabilidade com outros modais (sem falar da bilhetagem), é no miniimo irresponsável não se ter um CCO com software de primeiro mundo, com especificações normalizadas ISO que de oportunidade a todos os fabricantes de hardware. integradores e empresas de software nacionais recuperar o tempo perdido. Mais uma vez só se quer penalizar o operador e agora o motorista tb sem permitir que se tenha ferramentas tecnológicas , todas disponíveis, que garanta um equilibrio entre governo x operador garantindo ao USUARIO serviço de alta qualidade e disponibildae.NÃO PODEMOS ACEITAR REMENDOS ONDE QUER SE FAZER DO VALIDADOR DE BILHETAGEM UM “SIsTEMA DE ITS” sendo este apenas mais um componente do memo sistema!
(Pex: se tiver uma passeata na paulista, como deslocar a frota para as vicinais ao mesmo tempo garantindo a informação e segurança ao usuário?)
4) vamos dividir os ganhos desde que o operador pague tudo!!! Tenha dó , quem vai pagar isso é o USUÁRAIO, pq o sistema será meramente de fiscalização fisica..o que continuará gerando corrupção..onde está o ônus da PMSP?
OBS: no item 3 se fala tb de energia limpa!!!??Por favor, este item tem q se discutir em alto nível e não na câmara dos vereadores apenas, que não tem competência técnica para isso.Nuca vi nas discussões entre eles algo assim: de os novos onibus serem híbridos com tração full elétricas e qdo tivermos baterias economicamente viaveis será necessário apenas substituir o grupo gerador ( q ja ira poluir muito menos) pelas baterias. Tecnologia nacional, em funcionamento a mais de 8 anos, montados em chassis nacionais e em pleno funcionamento no corredor ABD da EMTU alias com alto mindice de produtividade. Por favor não venha com o bla, bla, bla da audiência publica…simplesmente!
“SERÁ QUE FALTA CONHECIMENTO OU VONTADE DE FAZER O CORRETO, OU SERÁ QUE OS ABSURDOS POLÍTICOS SUBESTIMAM A CAPACIDADE INTELECTUAL DOS ENGENHEIROS DE TRANSPORTE DO BRASIL”
nbobiz, boa noite.
Perfeito seu comentário.
Só uma correção.
NÃO falta vontade e NÃO falta conhecimento de fazer o correto, e o puuuuuuuuuuuuuuder NÃO que saber dos engenheiros de transporte do Brasil e muito menos da capacidade intelectual deles.
O esquema é este, um edital de 36000 páginas, para ninguém entender nada, afinal é humanamente impossível cumprir um Edital com 36000 páginas na era do zap zap.
E não sei se você leu, que as “pseudos novas linhas”, terão de 6 meses a 3 ANOS para começarem a operar.
Piada né.
Com técnica operacional e contábil a conta fecha e ninguém quer que a “conta feche”, esta é a grande sacada.
Imagina que a nova tabela de custos do buzão foi atualizada somente após 21 anos.
E por ai vai.
Feliz Natal!
Att,
Paulo Gil
Gil, concordo com Vc com relação conhecimento, mas o edital é no minimo criminoso, a palavra “pseudos”e “projeção”abundam…acho que foi o depto financeiro que escreveu o edital, suportado pela” ignorância maligna ” dos vereadores e principalmente seu presidente que alias me parece ter 800 onibus….e aprova leis para o transporte dentre outras?!?! ë o puuuuuuuuuuuuder!