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Greca garante que tarifa em Curitiba segue sem reajuste no próximo ano

Foto: Divulgação

Prefeito afirmou que acordo feito com empresas de ônibus, que possibilitou a compra de novos veículos, dará possibilidade de evitar aumento em 2018

ALEXANDRE PELEGI

Rafael Greca, prefeito de Curitiba, afirmou nesta quarta-feira (20) que o valor das tarifas de ônibus não sofrerá qualquer reajuste em 2018.

Em entrevista ao site G1-Paraná, Greca justificou sua decisão que, segundo ele, seria resultante de acordo feito com as empresas de ônibus. O acordo não só garantiu a compra de novos veículos, como, diz Greca, possibilita evitar o aumento tarifário em 2018.

Greca afirmou ao G1: “Nós vamos manter a tarifa em R$ 4,25. Não vai subir, nem abaixar. Isso foi anunciado pelo presidente do sindicato dos transportes, no dia que eu anunciei a renovação da frota”.

Greca se recusou a ser comparado ao prefeito de Araucária, da Região Metropolitana de Curitiba, que nesta terça-feira divulgou que a redução da tarifa de ônibus na cidade cairia dos atuais R$ 4,25 para R$ 2,90 a partir do dia 1º de janeiro de 2018. O prefeito Hissam Hussein Dehaini, ao fazer o registro oficial na Câmara Municipal da cidade, afirmou que isso “nada mais é do que resultado da economia feita com a extinção da CMTC. Estamos apenas repassando para o próprio sistema e para a população de Araucária”.

Greca afirmou que são situações bem diferentes. Segundo ele, a cidade de Araucária tem uma rede reduzida de transporte, e seu prefeito não tem obrigações como a da substituição da frota, e da integração metropolitana. “Comparar Araucária com Curitiba é uma sandice, porque Curitiba tem a responsabilidade de ser um grande centro metropolitano”, disse Rafael Greca.

Se não vai aumentar a tarifa, Greca, no entanto, promete mudar a forma como ela é cobrada hoje. O prefeito afirma estar estudando a tarifa temporal em todas as linhas de ônibus de Curitiba. Isso possibilitaria ao usuário do transporte coletivo pagar apenas uma tarifa e fazer integração com outras linhas, sem ser tarifado novamente. Hoje esse formato só é possível nas estações-tubo e nos terminais. Para isso, porém, Greca ressalta que será preciso modernizar o sistema de bilhetagem eletrônica.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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