HISTÓRIA: Quem se lembra do charme das rodas raiadas?

Scania K 112 CL, carroceria Nielson Diplomata 380 da Reunidas de São Paulo

Solução do ponto de vista funcional tornou-se obsoleta, mas design impunha robustez aos veículos

ADAMO BAZANI

Até o início dos anos de 1990, eles eram muito comuns nas principais estradas e também nas áreas urbanas brasileiras: eram os imponentes ônibus com rodas raiadas.

Houve diversas marcas com a solução que, na época não era só do ponto de vista estético, mas funcional e pela facilidade de produção: FNM/Alfa Romeo, algumas unidades Magirus… no entanto, as rodas raiadas marcaram história nos modelos da Scania, principalmente até o final dos anos de 1980, com os K 112, e da Volvo, em especial, até o fim dos anos de 1980 também, com o B58.

Volvo B58 da CMTC, de São Paulo, carroceria Caio Amélia

Era uma das soluções mais viáveis e econômicas para indústria brasileira até então, porém, que já havia sido abolida parcialmente na Europa a partir dos anos de 1970 nestas marcas.

Antigos profissionais do dia a dia do setor de transportes diziam que as rodas raiadas apresentavam rupturas na junção do meio, o que dificultava a manutenção e representava uma preocupação a mais relação à segurança.

FNM Alfa Romeo D11000, carroceria Nielson Diplomata, da Princesa dos Campos

No entanto, era considerada uma solução interessante para o resfriamento dos conjuntos. Também suportavam grande peso.

Em alguns modelos a substituição foi gradual, com a permanência somente no eixo dianteiro.

Apesar de pela imponência os modelos rodoviários terem se destacado, a solução de rodas raiadas era presente também nos veículos urbanos.

Marcopolo Paradiso G4, Volvo B58, da Andorinha

Nos anos de 1990, as fabricantes que faziam grande uso das rodas raiadas (entre os anos de 1950 e 1980) foram adotando uma solução que já não era tão nova e se mostrava mais prática: as rodas de disco.

Segundo os profissionais foi uma mudança importante nas garagens já que os mecânicos achavam que a manutenção era mais rápida e esse tipo de roda apresentava menos problemas.

No entanto, vale a pena o registro das charmosas raiadonas, que davam um ar imponente e especial dos pesados que transportavam vidas pelos milhões e milhões de quilômetros de estradas e vias desse Brasil afora.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

7 comentários em HISTÓRIA: Quem se lembra do charme das rodas raiadas?

  1. Jardel César Prado // 17 de dezembro de 2017 às 13:51 // Responder

    Nesta reportagem faltou a foto dos CMA Scania flecha azul I a III da viação cometa que foi o ônibus de roda raiada que mais marcou as estradas paulistas e foi fabricado pela Scania até 1994 e depois foi substituído pelas rodas de alumínio.

  2. Amigos, boa tarde.

    Eu me lembro e aprendi mais uma; não sabia que se chamava “roda raiada”.

    Att,

    Paulo Gil

  3. LUIZ CARLOS DIRENZI // 27 de dezembro de 2017 às 16:44 // Responder

    Esse modelo da Reunidas marcou época. Mas é estranho, pois esta havendo algumas mudanças na Empresa. e ninguém diz nada.

  4. Alguns países do Oriente Médio ainda as usam. Sei que elas são maiores que as raiadas, enfim, é em aro maior. Recentemente vi um Volvo, um FH16, numa propaganda do fabricante ‘calçado’ com elas. Mas não descobri a razão prática. Alguém sabe algo a respeito?

  5. Rodinei Campos da Silveira // 8 de fevereiro de 2018 às 14:04 // Responder

    Essas rodas raiadas dos ônibus eram fabricadas pela finada Cobrasma.

  6. Bom dia. Alguém poderia me explicar o motivo por que a Scania e Volvo deixaram de usar em seus chassis para ônibus as rodas de diâmetro maior? O último Scania assim que eu lembre foi o F113 e o Volvo, o B58.

    Nos chassis atuais de motor dianteiro Volvo B270F e Scania F250 existiria condição técnica de, ao menos, as caixas de rodas serem maiores (do tamanho das caixas de rodas dos ônibus sobre chassis F113 e B58)?

    Nos anos 1980/1990 era fácil visualmente e também pelo ronco do motor identificar um ônibus Scania/Volvo de um MBB, Ford, VW. Atualmente, visualmente sem muito detalhes, eles parecem iguais, rs.

  7. pra mim nao existe nenhuma roda da epoca de hoje que consegue apagar essas da cobrasma elas sao lendarias e inesqueciveis

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