Prefeitura de Campinas confirma estudos para reajuste de tarifa de ônibus

Não há ainda definição de valores. Subsídios ao sistema continuam

ADAMO BAZANI

Campinas, no interior de São Paulo, deve ter mesmo reajuste de tarifa de ônibus no início do ano que vem.

Na tarde desta quarta-feira, 13 de dezembro de 2017, em entrevista coletiva à imprensa local, o secretário de Transportes de Campinas, Carlos José Barreiro, confirmou que já estão em andamento os estudos que vão determinar o novo valor da passagem.

Segundo Barreiro, neste momento são levantadas todas as variações dos custos e as receitas das empresas permissionárias e concessionárias.

“Estamos nesse momento fazendo um estudo, considerando todas as variáveis envolvidas. Combustíveis, salários, passageiros e etc. Esse custo tem que ser pago, seja pelos usuários ou pelo subsídio, e com o estudo chegamos ao valor”, afirmou o secretário, de acordo com o site A Cidade On.

O secretário adiantou que os subsídios ao sistema de transportes da cidade continuam, mas o valor vai depender de quanto será a tarifa.

Atualmente, estes subsídios são de R$ 5 milhões por mês, além de R$ 1 milhão para o PAI  – Programa de Acessibilidade Inclusiva.

“Em 2018, já sabemos que o subsídio vai continuar existindo. Se vai ser mais alto ou mais baixo que o atual ainda está indefinido. No final deste ano, este estudo estará pronto”

As companhias de ônibus dizem que pelo devido ao que considera defasagem do valor atual da tarifa diante dos custos, mesmo com subsídios, e por causa da queda do número de passageiros, registram um desequilíbrio econômico de R$ 2,9 milhões por mês. Os aumentos constantes de insumos, como o preço do óleo diesel, a crise econômica e o total de gratuidades também são fatores citados pela Transurc – Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas.

As companhias dizem que hoje, para cobrir os custos sem subsídios, o valor da tarifa deveria ser de R$ 5,56, mas as viações admitem que este valor é alto demais para os passageiros e que o ideal é que continuem as complementações tarifárias.

“Neste ano, por exemplo, mensalmente os quase 1.000 ônibus das concessionárias têm transportado, em média, 6.780.001 passageiros econômicos. Em 2013, a mesma quantidade de veículos transportava 8.643.810 de pagantes por mês, ou seja, houve uma perda de 22%”, afirmou ao site, o diretor de Comunicação e Marketing da Transurc, Paulo Barddal.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Irei aproveitar esta matéria, para comentar a questão dos cálculos das tarifas.

    Há aproximadamente um século o buzão existe e na maioria deste tempo seu combustível é o Diesel, usa pneus, motorista, cobrador, tem de ter manutenção, lavagem funilaria e pintura, ou seja o básico.

    E pelo o que lemos aqui no Diário, muiiiiiiiiiiiitas cidades estão montando um batalhão ou contratando consultorias, para fazer o cálculo da tarifa.

    Pera lá, depois de aproximadamente um século ninguém ainda sabe calcular a tarifa do buzão.

    Sinceramente, essa não cola.

    Tem gato nessa tumba.

    As novas variáveis (perfumarias); tomadas, USB, ar condicionado piso baixo e articulados, não são o grosso deste cáculo; portanto não dá para entender o por que de tanta elucubração mental.

    Aliás acho que dá sim, com a queda de receita, estão querendo inserir no custo até o ar que o passageiro respira no buzão, para obter lucro com outras fontes e não só sobre o número de passageiros transportados.

    Para esta questão vou deixar aqui uma sugestão a lá Paulo Gil:

    Já passou da hora dos órgãos de defesa do consumidor e do contribuinte, atuarem nesta questão e estas organizações fazerem um cálculo em paralelo, pois do jeito que está não está caminhando bem não.

    Fica ai a dica para o IDEC, PROCON, MP´s e demais ONGS e associações que defendem o consumidor e contribuinte.

    Incluo o contribuinte, pois é imprescindível, uma vez que não vão onerar a tarifa e vão fazer o contribuinte pagar o subsídio milionário para bancar a perfumaria e a bateção de lata de articuladinho trucadinho em Sampa bem como o Filet Mignon para alimentar os Tubarões.

    Já não basta o trabalhador ter de financiar o REFROTA com o seu FGTS com remuneração ínfima.

    ACORDA CONTRIBUINTE MUDA BARSIL.

    NÓS É QUE VAMOS PAGAR MAIS ESTA CONTA.

    Att,

    Paulo Gil

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading