Alckmin justifica pedido de empréstimo para monotrilhos e Rodovia Tamoios
Publicado em: 6 de dezembro de 2017
Pedido foi enviado à Alesp. Valor de empréstimo de R$ 2,5 bilhões será usado para concluir monotrilhos das linhas 15-Prata e 17-Ouro
ALEXANDRE PELEGI
Como noticiado aqui no dia 2 de dezembro de 2017, o Governador Geraldo Alckmin encaminhou para a Assembleia Legislativa (Alesp), em regime de urgência, um projeto de lei solicitando autorização para contrair empréstimos para obras de dois monotrilhos do metrô (linhas 15 e 17) e obras da rodovia dos Tamoios, no Vale do Paraíba. O pedido de empréstimo prevê até R$ 325 milhões para a linha 15-prata e R$ 1 bilhão para a linha 17-ouro
Nesta quarta-feira Alckmin justificou o pedido, afirmando que o governo não consegue fazer obras desse porte só com o orçamento do estado.
Alckmin esclareceu que o financiamento estava “previsto há muito tempo”. E afirmou à imprensa: “o financiamento é pra gente concluir três obras: a linha 15, que é a da Zona Leste, até Sapopemba e São Mateus, a linha 17, que é do Aeroporto de Congonhas, e a Rodovia Tamoios, que é a nova rodovia na Serra do Mar”.
Os deputados da Alesp devem decidir até o final do ano se concedem ou não a autorização do empréstimo, que seria feito junto a bancos nacionais e internacionais.
Em abril de 2018, Geraldo Alckmin deve se desincompatibilizar do cargo de governador para se lançar candidato à Presidência da República.
VERBA PARA A LINHA 17-OURO
Para este monotrilho, o valor do empréstimo solicitado por Alckmin foi de R$ 1 bilhão, e será utilizado como “financiamento parcial de projetos, execução de obras civis, aquisição de equipamentos, sistemas e de material rodante”, conforme consta no pedido encaminhado à Alesp.
Alckmin estipula nova data para a entrega da Linha 17: julho de 2019.
O empréstimo, no caso de aprovação da Assembleia, será feito pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Os recursos serão repassados pelo Tesouro do Estado de São Paulo à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), segundo explica o Projeto de Lei.
O monotrilho da linha 17-Ouro deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi ao custo de R$ 3,9 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Em 2015, o orçamento ficou 41% mais caro somando R$ 5,5 bilhões e a previsão para a entrega de 8 estações até 2018. Em 2010, o custo do quilômetro era de R$ 177 milhões. Em 2015, o custo por quilômetro seria de R$ 310 milhões e no primeiro semestre de 2016 foi para R$ 325 milhões.
Segundo o TCE – Tribunal de Contas do Estado, o Metrô embarcou em uma aventura quando decidiu construir a Linha 17-Ouro, gastando dinheiro público de forma irresponsável.
LINHA 15-PRATA E TAMOIOS
Para o monotrilho da Linha 15-Prata o texto do Projeto de Lei enviado à Alesp refere-se especificamente para obras do trecho compreendido entre a Vila Prudente e Iguatemi. Atualmente apenas 2,9 quilômetros entre as estações Oratório e Vila Prudente estão em operação comercial desde 10 de agosto de 2015.
Para este monotrilho o governo do estado pede a autorização para um empréstimo de R$ 324 milhões, que teria como destino “o financiamento parcial das obras civis. Segundo o documento enviado à Alesp, o valor garante a execução do projeto e não aumenta a dívida do estado.
Outros R$ 900 milhões foram solicitados para a Parceria Público-Privada (PPP) da Rodovia Tamoios, que pretende fazer a ligação do Vale do Paraíba ao Porto de São Sebastião. O empréstimo visa “o financiamento parcial dos recursos a serem aportados pelo Poder Público” no contrato de concessão assinado em 2014.
JORNALISTA CITA “VISÃO ULTRAPASSA” DE ALCKMIN NA DUPLICAÇÃO DA TAMOIOS:
Em artigo publicado nesta segunda-feira (5) no jornal Folha de SP, o jornalista Leão Serva critica a intenção do Governador em duplicar a Rodovia Tamoios. Sob o título “Ao duplicar Tamoios, Alckmin joga bilhões fora”, o jornalista afirma que os motivos que fazem Alckmin buscar recursos para duplicar a Rodovia dos Tamoios retratam “a visão ultrapassada do líder tucano, materializada no lema ‘governar é fazer estradas’, criado por Washington Luiz, cem anos atrás”.
Chamando a iniciativa de “mentalidade empreiteira”, Serva cita os danos que tais projetos causaram ao Brasil: “somos mais dependentes de transportes sobre pneus (70% das cargas) do que os EUA (30%) (…) e exportamos para diversos países a corrupção baseada na simbiose entre homens públicos dedicados a construções e construtoras dedicadas a obras públicas”.
Ressalvando que o projeto pode ser “honesto” do ponto de vista do gasto público, Leão Serva ressalta que essa relação (entRe homens públicos e construtoras) “resulta em desperdício de dinheiro público”.
Leão Serva afirma que “a duplicação das estradas é apontada como solução para o estresse que atrapalha fins-de-semana e férias de quem vai à praia”. E finaliza: “o aumento do gabarito de estradas não resolve engarrafamentos, ao contrário, engenheiros no mundo todo já sabem (mas nem sempre contam) que o crescimento das estradas é CAUSA e não solução”.
E cita como exemplo em São Paulo a ampliação da Marginal do Tietê, “inaugurada em 2010 ao custo de R$ 1,5 bilhão, que em cinco anos estava congestionada de novo, mesmo tendo coincidido com a abertura do Rodoanel”.
O jornalista conclui seu artigo com uma pergunta: “porque um governante desperdiça tanto dinheiro em vez de investir em necessidades realmente urgentes de toda a população?”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte



Desculpe jornalista Leão Serva por não concordar com sua opínião, pois também tenho a minha.
Então voce gostaria de ligar o porto de São Sebastião por Ferrovias que são concessões FEDERAIS e este nada faz? Quantos anos esperaria ? Nem as ligações do Porto de Santos funcionam a contento.
E o desenvolvimento do Litoral Norte ficaria atrofiado só porque rodovia não é a sua prioridade?
Imagine se a marginal do Tietê não tivesse sido ampliada? mais rápido seria ir a pé.
E porque não cobra o Gov Federal para a ligação entre a Regis com a Dutra já que ambas são BR-116 tirando o transito pesado dali?
E onde o Gov do Estado deveria investir como prioridade para a população e não esta sendo o melhor do Brasil.
Em rodovias por exemplo, entre as 20 melhores 19 estão aqui.
Vem gente de todo o Pais para se tratar em São Paulo nos casos mais graves.
As melhores escolas e faculdades, etc etc etc.
Quer criticar o governo arrume outro assunto
Amigos, boa noite.
A realidade é uma só.
Mais uma conta para o contribuinte pagar.
E a responsabilização do desperdício do dinheiro do contribuinte com essa brincadeira de Aerotrem, ninguém faz nada.
Cadê o MP ???
Tudo foi feito pela metade e errado.
Tenho a maior curiosidade para saber quanto tem de concreto e ferro por kilometro no Aerotrem da Água Espraiada em comparação com o quanto tem de concreto por kilometro no Metro Azul na Avenida Cruzeiro do Sul.
Dai, comparar com a capacidade do Aerotrem X a capacidade do Metro Azul.
Essa é outra conta que não fecha.
Att,
Paulo Gil
Essa é uma curiosidade que também eu tenho
Qual será a razão da escolha desse modal ocorrida com a mudança do Expresso Tiradentes desenvolvida pelo municipio por ocasião da troca para o governo Estadual
De Kassab para Alkimim com apoio Dilma.
Na ocasião transpirou algo de modernidade e prazo de entrega menor, o que por falta de recursos vindos do Gov Federal acabou não acontecendo.
Assim como as demais linhas prometidas para a Copa do Mundo e que os recursos não vieram.
Fomos Iludidos com as historias da Copa do Mundo
abraços
Essa visão anti-desenvimentista e desorientada de quem critica as grandes obras de infraestrutura realizadas pelo governo do estado de São Paulo é a mesma de quem quer que a população pague pelos desmandos cometidos nas empresas públicas e quer que elas continuem públicas para financiar políticos corruptos e MST, MTST, ONG’s amigas, além de pagar a previdência social de classes privilegiadas, como políticos, funcionários públicos e do judiciário. Triste país…
Funcionário do Governador? Ou será do partido?
Correção: Kassab com José Serra e apoio Dilma