Câmeras de segurança não estão garantidas em novos ônibus de Curitiba

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Foto: Luiz Costa/SMCS

Lei municipal nº 13.885/2011 exige o equipamento no interior dos ônibus da cidade. Apesar disso, ela não está garantida nos 450 novos ônibus anunciados pelo prefeito Greca

ALEXANDRE PELEGI

A instalação das câmeras de segurança é a principal reivindicação de motoristas e cobradores de ônibus para tentar frear a onda de violência no transporte público de Curitiba

No entanto, apesar de haver uma lei municipal (nº 13.885/2011) que exige o equipamento no interior dos ônibus da cidade, a instalação das câmeras não está garantida nos 450 novos ônibus anunciados pelo prefeito Rafael Greca.

A Urbs, que gerencia o sistema de transporte coletivo na capital paranaense, afirma que avaliará a possibilidade de colocar as câmeras nos novos veículos. Não há informação, no entanto, sobre a existência de estudos para a implantação.

Em reunião entre a Urbs-Curitiba e a Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), que administra as linhas intermunicipais, com a presença do secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, em setembro, ficou definido que as câmeras de segurança seriam a principal ferramenta para frear a onda de roubos e arrastões que explodiu em Curitiba em 2017.

Enquanto as câmeras já estão sendo testadas nas linhas intermunicipais, a Urbs mantém a indefinição sobre o assunto.

ONDA DE VIOLÊNCIA:

A violência no interior dos ônibus segue na cidade. Na semana passada, um motorista foi esfaqueado num arrastão na linha Higienópolis, no Centro de Curitiba.

O pico da onda de violência no transporte público da cidade, no entanto, ocorreu no mês de setembro, quando um cobrador (dia 1º) e uma passageira (dia 23) foram assassinados. Estes dois casos se juntaram a uma série de outros ocorridos nos meses anteriores.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) considera que as câmeras são fundamentais para se conseguir resolver os crimes com celeridade, além de terem um efeito de inibir a ação dos ladrões.

A Urbs, por sua vez, tem afirmado que não tem verba para instalar os equipamentos, que estão vinculados à renovação da frota. O tema da renovação está prestes a se efetivar após a prefeitura de Curitiba e o Sindicato das Empresas de Ônibus (Setransp) finalmente chegarem a um acordo.

Outro ponto importante da instalação das câmeras seria na investigação e inibição de crimes sexuais cometidos nos ônibus. A delegada Sâmia Coser, titular da Delegacia da Mulher em Curitiba, afirma que com as imagens das câmeras haveria provas incontestáveis de que o assédio aconteceu.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa tarde.

    A que ponto chegou Curitiba…

    As empresas estão bem retrógadas, afinal, nem precisa de lei para instalar câmeras no buzão, este é um item imprescindível na atualidade.

    Att,

    Paulo Gil

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