Uber apela à Suprema Corte do Reino Unido para derrubar decisão que o obriga a arcar com direitos trabalhistas
Publicado em: 25 de novembro de 2017
Além da questão trabalhista, o Uber enfrenta um outro problema ainda mais grave em Londres, que pode impedir que a empresa continue a operar na cidade
ALEXANDRE PELEGI
Após um susto no Brasil, onde recente Projeto de Lei ameaçava equiparar seus carros a táxis comuns, o Uber volta agora suas baterias para reaver espaço no mercado de Londres, onde ultimamente sofreu duas derrotas judiciais importantes.
Há boas razões para isso. Só em Londres, são 40 mil motoristas de Uber que atendem a 3,5 milhões de pessoas que, nos últimos três meses, usaram o aplicativo pelo menos uma vez.
Nesta sexta-feira (24) a empresa de aplicativos apelou junto à Suprema Corte do Reino Unido. O assunto é a recente decisão de um tribunal britânico que considerou que os motoristas do aplicativo não são autônomos. Essa constatação derruba todos os argumentos do aplicativo, e como consequência obriga o Uber a arcar com direitos trabalhistas, tendo que garantir, por exemplo, que seus motoristas no país recebam um salário mínimo e tenham direito a tempo livre.
Apesar de já haver recorrido junto ao Tribunal de Apelação Trabalhista do Reino Unido no início deste mês de novembro, o Uber tem presa, e decidiu levar o processo para a Suprema Corte. Um porta-voz da empresa informou que a empresa solicitou permissão para apelar diretamente à Suprema Corte para que o caso “possa ser resolvido o quanto antes”.
A origem da atual dor de cabeça do Uber remonta a 2016, quando dois de seus motoristas, James Farrar e Yaseen Aslam, processaram a empresa em nome de um grupo de 19 outros colegas. A alegação é que o Uber havia negado direitos trabalhistas básicos ao classificá-los como autônomos.
SEGUNDA DERROTA DO UBER EM LONDRES

Além da questão trabalhista, o Uber enfrenta um outro problema ainda mais grave em Londres, que pode impedir que a empresa continue em atividade na cidade.
Em setembro, o Uber não conseguiu renovar sua licença para operar na capital inglesa, sob as alegações de que não se encaixa adequadamente nos modelos necessários para continuar na cidade. A decisão de rejeitar a renovação da licença foi do regulador de transporte da capital inglesa, a Transport for London (TfL), como se pode ver acima.
O Uber recorreu da decisão, e aguarda um novo julgamento. Enquanto isso, pode continuar a operar.
Um fato que veio a público recentemente, entretanto, pode manchar a imagem da empresa norte-americana ao mostrar que ela não é tão cuidadosa como apregoa com os dados pessoais de seus clientes. O Uber reconheceu há poucos dias que há um ano sofreu um ataque de hackers que afetou mais de 57 milhões de contas: sete milhões de motoristas e 50 milhões de passageiros em todo o mundo.
Ao invés de revelar o roubo dos dados publicamente, a empresa escondeu o escândalo, e preferiu pagar aos hackers o valor de 100.000 dólares para que eles apagassem as informações roubadas e não divulgassem o escândalo.
A gravidade do escândalo tem manchado bastante a imagem do Uber no plano internacional. Ocultar fatos, e negociar com bandidos para abafar escândalos, demonstram que falta ainda muita transparência para uma empresa que quer ser vista como modelo de tecnologia de transporte no mundo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte


Amigos, bom dia.
Espero que a Suprema Corte Londrina, não seja Jurássica.
Vamos aguardar a decisão.
Como é difícil ser empresário num Planeta Jurássico.
Só o disco voador salva.
Meuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu Deus.
Att,
Paulo Gil