Vídeos e Fotos mostram transportes de Santo André em diferentes épocas

Centro de Santo André em 1953. Encontro da Avenida Queirós dos Santos com a Rua Bernardino de Campos, em 1953. DESTAQUE PARA A JARDINEIRA COM ITINERÁRIO VILA ASSUNÇÃO. Fizemos uma pesquisa e pela data se trata de um veículo da EMPRESA VILA ASSUNÇÃO DE AUTO-ÔNIBUS, de Kenji Orri. Esta empresa antecedeu a VIAÇÃO PADROEIRA DO BRASIL. Ela foi comprada em janeiro de 1959 pelo empresário Antônio Ferreira, então dono da Viação Santa Paula. A partir daí, a Empresa Vila Assunção de Auto ônibus, que ligava o Bairro Paraíso a Estação de Trens, passou a se chama Viação Padroeira do Brasil. Realmente, uma imagem preciosa e que revela a história dos transportes no ABC Paulista e do desenvolvimento da região a partir dos anos 50, quando as indústrias começaram a se instalar na Capital e nos municípios do ABC.

Memória dos transportes da cidade do ABC Paulista é uma das mais ricas e ganhou projeção nacional por fatos positivos e negativos

ADAMO BAZANI

A história dos transportes coletivos é rica em diversas partes do mundo e revela como cidades e cidadãos se desenvolveram ao longo do tempo.

Normalmente, as fases econômicas, sociais e políticas coincidem também com cada etapa da trajetória de empresas de ônibus e serviços de trens.

É o que ocorreu em Santo André, no ABC Paulista, uma das cidades com a memória dos transportes mais emblemáticas, que mescla história de glória e luta e outras que não despertam tanto orgulho.

As fases dos transportes por ônibus na cidade são várias, com diversos detalhes e fatos, mas, de forma bem resumida, podem ser divididas de acordo com as seguintes épocas:

– Dos anos 1920 a 1950: Formada por pequenos empreendedores de famílias, muitas das quais de origem italiana, espanhola, portuguesa e japonesa. Tais empreendedores tinham poucos ônibus (às vezes somente um), feitos de madeira e seus serviços iam surgindo junto com os principais bairros da cidade, como Parque das Nações, Vila Assunção, Bairro Paraíso, Vila Guiomar, Vila Pires, Vila Helena, Santa Terezinha, Vila Alpina e Curuçá, por exemplo. Alguns veículos ostentavam o nome dos bairros, como Empresa Vila Assunção de Auto-Ônibus, que antecedeu à Viação Padroeira do Brasil e pertencia a Kenji Orri.

– Dos anos 1950 a 1980: Número de donos de empresa de ônibus diminui e cada empresa ficou maior. Os veículos de madeira deixam o cenário aos poucos e entram em circulação modelos mais modernos. Várias famílias que já atuavam no setor se firmaram, como Piolli, Setti & Braga, Bataglia, Brunoro, Romano, Sófio, Passarelli, entre outras. Empresas que já existiam se consolidaram, como EAOSA – Empresa Auto-Ônibus Santo André e surgem nomes que marcaram por várias décadas a mobilidade da cidade, como Viação Padroeira do Brasil, Viação Parque das Nações, Viação Alpina, Viação Príncipe de Gales, Viação São José, Viação Campestre, Empresa Auto Ônibus Circular Humaitá, Viação São Camilo, Esplanada, Nima, entre outras.

– Dos anos 1980 a 1990: Entrada do chamado Grupo dos Mineiros no ABC Paulista. Eram empresários de Minas Gerais que, com mais recursos, se associaram a empresários tradicionais da cidade. As famílias fundadoras das empresas de ônibus do ABC passavam dificuldades, principalmente por causa da inflação na década. Entre os mineiros estavam Constantino Oliveira (Nenê Constantino), Ronan Maria Pinto Pinto, Baltazar José de Sousa, Renato Fernandes Soares e Mário Elísio Jacinto. Ronan e Baltazar ainda operam na cidade.

– 1989 a 1997: Época da chamada “municipalização” dos transportes de Santo André. As linhas foram reorganizadas, as pinturas padronizadas com a faixa ST, que tinha cores diferentes para cada empresa ou pares de empresas, e foi criada a EPT – Empresa Pública de Transportes, com ônibus monoblocos modelo O-371 para ligarem o primeiro e o segundo subdistritos da cidade, que é dividida pela linha de trem desde 1867, hoje linha 10-Turquesa da CPTM. Como a Alpina, da família Setti & Braga desde 1983 não concordou com o sistema municipalizado, sofreu intervenção da prefeitura e suas linhas, ônibus e garagem são assumidos pelo município. A gestão era de Celso Daniel, do PT.

1997: A EPT acumulou diversas dívidas e sua situação financeira era complicada. Em sua segunda gestão, Celso Daniel privatizou a EPT. Foi criada a Expresso Nova Santo André, formada por empresários da cidade, que assumiram as linhas da EPT. Com o slogan “Onda Azul”, os ônibus foram pintados de azul e teve início a bilhetagem eletrônica na cidade.

2001: A cidade recebeu o primeiro sistema tronco-alimentado de ônibus, inaugurado em 1º de setembro de 2001, um sábado. Assumiu os serviços a Expresso Guarará, que surgiu da Viação São José. As linhas dos bairros próximos à Vila Luzita seguiam até o terminal da região, de onde os passageiros seguiam em ônibus maiores que passaram a trafegar num corredor central com estações na altura do assoalho dos ônibus, pela Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo com destino à região central. As linhas dos bairros passaram a ser identificadas pelas letras AL, de alimentadoras, e as que seguem para o centro da cidade, pelas letras TR, de troncais. Além da linha troncal TR 101, que passa pelo corredor, havia outros trajetos de linhas troncais, como TR 103 e TR 141. Para o atendimento pelo corredor, foram adquiridos ônibus articulados Scania F 94HD, de motor dianteiro e portas à esquerda. Hoje o sistema possui 15 linhas, entre alimentadoras e troncais.

2002: Já em sua terceira gestão, em 15 de janeiro de 2002, o prefeito Celso Daniel foi sequestrado na região do Ipiranga, e, em 18 de janeiro, foi encontrado morto em Juquitiba, na Grande São Paulo. Celso Daniel estava no momento do sequestro com o empresário Sérgio Gomes da Silva (o Sombra), que não foi levado pelos criminosos. A Polícia Civil considerou por duas vezes que a ação tratou-se de um crime comum. Mas o Ministério Público do Estado de São Paulo concluiu que o assassinato do prefeito Celso Daniel tem relação com um esquema de corrupção envolvendo empresários de ônibus da cidade, que achacavam outros empresários para obterem dinheiro de forma ilegal. Parte dos recursos ficaria com os empresários que integravam o esquema e outra parte ia para o PT Nacional, embora que o intuito do esquema seria abastecer integralmente os cofres do Partido dos Trabalhadores. Em entrevistas, à CPIs e à Justiça, empresários que não faziam parte do esquema, contaram sobre as dificuldades de operar em Santo André na época da corrupção. Linhas destas empresas eram sobrepostas por outras companhias, encurtadas ou extintas, além de serem alvos de fiscalizações desproporcionais.  Entre estes empresários que não participavam do esquema e que relataram fatos que indicam para a existência de corrupção estavam Luiz Alberto Ângelo Gabrilli Filho, da Viação São José, João Setti Braga, sócio na Expresso Nova Santo André, e Carlos Sófio, da Parque das Nações.  Em 24 de novembro de 2015, não pela morte, mas pelo esquema de corrupção, a juíza Maria Lucinda da Costa da 1.ª Vara Criminal de Santo André,  condenou os empresários Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, e Ronan Maria Pinto, e ex-secretário de Serviços Municipais da cidade, Klinger Luiz de Oliveira Sousa. Todos foram acusados de liderar esquema de cobrança de propina de empresas de transporte contratadas pela Prefeitura na gestão do prefeito do PT de Celso Daniel – executado a tiros em janeiro de 2002.  Ronan Maria Pinto foi condenado a 10 anos, quatro meses e 12 dias de reclusão. Todos sempre negaram os crimes e, por ser condenação em primeira instância, puderam responder em liberdade. Em 27 de setembro de 2016, Sérgio Sombra morreu vítima de câncer.

Os acusados sustentavam que não havia provas concretas que demonstrassem a corrupção.

Em 1º de abril de 2016, Ronan Maria Pinto foi preso por determinação do juiz federal Sérgio Moro, na 27ª Fase da Operação Lava Jato, denominada Carbono 14, por crime de lavagem de dinheiro, acusado de ser beneficiário de quase R$ 6 milhões que foram obtidos por um empréstimo fraudento de José Carlos Bumlai, junto ao Banco Shcahin, em outubro de 2004. O valor total do empréstimo era de R$ 12 milhões e, segundo as investigações, o dinheiro foi usado para pagar dívidas do PT. Em troca, o Grupo Shcahin conseguiu um contrato, considerado irregular pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, de US$ 1,6 bilhão sem licitação com a Petrobrás, em 2009. Segundo depoimentos, como do publicitário Marcos Valerio, em 2012, preso pelo “Mensalão do PT” ,  Ronan teria extorquido dinheiro do PT para não envolver nomes de projeção nacional do partido, como de Luís Inácio Lula da Silva, José Dirceu e José Genoíno no assassinato de Celso Daniel. Com o dinheiro, Ronan pagou dívidas com fabricantes de ônibus e terminou de comprar o jornal local Diário do Grande ABC, apontam as investigações. O empresário nega e diz que todos os recursos foram comprovados e tiveram origem lícita. Após pagar fiança de R$ 1 milhão e colocar tornozeleira eletrônica, Ronan pode responder em liberdade, sendo solto em 8 de julho de 2016. Mas em 2 de março de 2017, juiz federal Sérgio Moro condenou Ronan a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro, podendo responder em liberdade. Também foi condenado à mesma pena, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT.

2008: Foi realizada uma licitação para os transportes da cidade de Santo André. Assumiu um contrato de 15 anos o Consórcio União Santo André, formado pela Viação Guaianazes (que surgiu da Empresa Auto Ônibus Circular Humaitá), de Ronan Maria Pinto; Viação Curuçá, de Ronan Maria Pinto; Transportes Coletivos Parque das Nações, de Carlos Sófio; ETURSA – Empresa de Transporte Urbano Rodoviário de Santo André, de Ronan Maria Pinto; Viação Vaz (que surgiu da Viação Padroeira do Brasil), de Ozias Vaz e EUSA – Empresa Urbana Santo André (que surgiu da Viação São Camilo), de Baltazar José de Sousa. Concorreu com o Consórcio União Santo André, o Grupo Júlio Simões. A licitação foi polêmica. O Grupo Júlio Simões foi desclassificado, mesmo oferecendo maior repasse de tarifa à prefeitura. Em comentário no Diário do Transporte, a advogada de Ronan Maria Pinto, Elaine Mateus da Silva, negou polêmica e disse que a Júlio Simões cometeu erros na proposta: “Em verdade não houve nenhuma polêmica, já que a empresa (Júlio Simões) cometeu erro grosseiro na elaboração de planilha de cálculos de seu estudo econômico-financeiro, lançando mão de expediente vedado no edital, erro este reconhecido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e Poder Judiciário com decisão transitada em julgado”

2016: A operação do sistema de Vila Luzita muda de mãos. A Expresso Guarará, da família Passarelli, operava o sistema Vila Luzita desde o ano 2000. Após a morte do fundador Sebastião Passarelli, em outubro de 2014, a companhia passou a enfrentar dificuldades financeiras. No dia 20 de setembro de 2016, a Guarará informou à prefeitura de Santo André a autofalência e que pararia a operação em 30 de setembro. A prefeitura então pediu que a empresa mantivesse os serviços até o dia 8 de outubro de 2016 No dia 27 de setembro de 2016, a Guarará comunicou que encerraria as atividades no dia 7 de outubro de 2016 . A prefeitura de Santo André fez uma licitação de contrato emergencial.

A única empresa que ofereceu proposta foi a Suzantur, que opera emergencialmente em São Carlos, no interior de São Paulo, e detém 100% dos transportes em Mauá, na Grande São Paulo, onde também entrou por contrato emergencial.

Claudinei Brogliato, sócio da Suzantur, foi contratado como consultor da Expresso Guarará e ficou no cargo entre novembro de 2015 e abril de 2016.

Antes mesmo do lançamento da licitação, a Suzantur já tinha sete ônibus com portas à esquerda e embarque por plataforma do sistema de Vila Luzita, o único deste tipo na cidade e que até então nunca foi operado pela empresa. O fato gerou desconfiança para um possível direcionamento

Claudinei Brogliato disse, no entanto, na época que esses ônibus foram encomendados ainda quando ele estava na gestão da Guarará e que seriam alugados para família de Passarelli.

Em final de mandato, o prefeito de Santo André, Carlos Grana, que não conseguiu se reeleger, lançou em 8 de dezembro de 2016 a proposta de licitação com uma audiência pública.

Mas o sucessor Paulo Serra, do PSDB, diante de reclamações de empresários de ônibus da AESA -Associação das Empresas do Sistema de Transportes de Santo André, liderada por Ronan Maria Pinto; de erros e inconsistências no dimensionamento da demanda e da viabilidade econômica; e também por questões político-partidárias, acabou cancelando em janeiro de 2017 a proposta de edital da gestão Carlos Grana, do PT. No mês de julho a comissão de licitação desclassificou todas as propostas por inconsistências em relação à viabilidade econômica e aos preços apresentados.

Houve a reclassificação de três empresas de estudo e, no início do mês de agosto de 2017, a licitação foi retomada. No dia 15, houve a assinatura com a Oficina Engenheiros e Consultores Associados LTDA. O contrato foi de 12 meses e ao custo de R$ 1,25 milhão pelos serviços.

 

E, com estes fatos positivos, negativos ou suspeitos, a história dos transportes de Santo André é riquíssima, cheia de enredos que certamente fazem jus a uma minissérie.

Em diversas fontes, como o Portal do Ônibus, arquivos pessoais e a página do Facbook Fotos Antigas de Santo André, o Diário do Transporte obteve diversas fotos e vídeos que são retratos desta memória de um setor tão importante para o desenvolvimento de qualquer região. Confira (não há uma ordem cronológica).

Explicação de Reinaldo Sampaio: Na Vila Pires, em 1928, foi inaugurado um serviço de jardineira que também foi comprado por um empreendedor do ramo dos transportes. Mais uma vez a ligação entre o setor imobiliário e o de transportes. O simplório ônibus pertencia a Gabriel Pio Magalhães, que tomava conta da Chácara dos Cocos, quando a Vila Pires era loteada. O bairro, distante da ligação de trens, precisava de um serviço de transportes para se tornar atraente. A jardineira ficou com Gabriel Pio até 1938, quando Antônio Bataglia comprou a linha Vila Pires–Estação. Antônio Bataglia tinha participação na EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, fundada em 1939, depois de já ter existido uma Empresa Auto Ônibus Santo André, em 1931. A família dele seguiu no ramo e se tornou uma das maiores investidoras em linhas de ônibus da cidade do ABC Paulista, fundando grandes empresas

Explicação de Maria Luiza Aparecida: Uma foto da minha família com o primeiro ônibus q circulou em Sto André, na porta meu avô Dionísio Bataglia, motorista e cobrador. De chapéu seu irmão Antonio B. Bataglia, na porta de tras João Nicola Bataglia, dentro do ônibus, as irmãs Augusta, Amélia, seguidos dos bisavós Luiz Bataglia e Maria Borato Bataglia, de cabelos brancos, a responsável pela idéia, não sabia ler nem escrever mas sabia fazer conta. Juntou o dinheiro e comprou o ônibus p os filhos trabalharem. Aí bisa, arrasou, minha pequena homenagem a uma das mulheres guerreiras da família.

Explicação de Luiz J. Lahuerta‎: Linha São Paulo – Santo André, ônibus do sr. Amaro da Silva citado no anúncio da Atlantic por fazer uso de seus combustíveis e lubrificantes e ter rodado 100 mil quilômetros. O ônibus é um Chevrolet 1936.

Rua Bernardino do Campos, final dos anos de 1950, na região central de Santo André

Detalhe de ônibus na Rua Bernardino do Campos, final dos anos de 1950, na região central de Santo André

Explicação Aldo Borelli: Foto tirada na Rua Alfredo Fláquer, por volta de 1950. Ônibus da Empresa Auto Ônibus Santo André, dos irmãos Pioli. Meu pai, “Arnaldo Borelli”, era motorista e meu tio, irmão caçula, ” Lodovino Borelli”, era cobrador.

Ônibus, carros, carroças e pedestres dividem harmonicamente espaço na região central de Santo André, nos anos 1950

Detalhe de ônibus, na região central de Santo André

Explicação Manoel Santos: R. Ubatuba na Vila Guiomar 1958.

Estação de Santo André final anos 50 / início anos 60. Acervo compartilhado do grupo Ônibus & Raridades, do amigo Alberto Gomes Vale, e pesquisa do amigo Luiz J. Lahuerta.

Largo da Estátua, 1953. Destaque para ônibus provavelmente da EASOA

Largo da Estátua anos 1960, no centro de Santo André. Coronel Oliveira Lima ainda recebia veículos e não era calçadão, como atualmente. Rua virou calçadão a partir de 1979.

Detalhe de ônibus perto do Largo da Estátua, no centro de Santo André

Explicação de Luciano Malpelli‎: Rua Paranapanema pouco antes de chegar ao larguinho da Vila Assunção, em Santo André. Meu pai, José Mapelli, com o seu ônibus Magirus da Viação São Camilo que ia para São Paulo via Camilopolis, Oratório e Parque São Lucas.

Explicação Luciano Malpelli: O crachá de motorista que meu pai usava para dirigir os ônibus “Magirus” da Viação São Camilo (os primeiros em Santo André a ter o motor na parte traseira do veículo), que fazia a linha Santo André – Parque D, Pedro e tinha o ponto final na Rua Paranapanema, sentido Vila Assunção. Depois a linha seguiu até Vila Junqueira e depois Jardim do Estádio. Esta linha cortava Santa Therezinha, o Parque Oratório, descia pela Vila Prudente, São Caetano e terminava no Parque D. Pedro.

Explicação Renata F. Garcia: Meu pai motorista na Viação Curuçá (anos 60)

Explicação Renata F. Garcia: Meu pai motorista na Viação Curuçá (anos 60)

Explicação – Adriano Araújo‎: Igreja Senhor do Bonfim no ano de 1977. A construção começou no ano de 1950, sendo finalizada por completa no ano de 1975. Ônibus carroceria Caio

Avenida Brasília em 1979

Explicação, Haroldo Luna: O ônibus é o São Camilo linha 2, que fazia ponto final em frente à padaria e ia até o Pq. D. Pedro II.

Explicação Sérgio Celestino: Olha o VIRIPISA, aí !!! É uma foto do antigo terminal Júlio Prestes, e ao fundo o famoso VIRIPISA – Viação Ribeirão Pires S/A, fazia Ribeirão Pires x Terminal Júlio Prestes, ou rodoviária da Luz, como muita gente conhecia. E claro, passava por Santo André. Tinha um ponto de embarque na rua Itambé, ao lado do supermercado Olympia, depois Barateiro. Fonte da foto: acervo FAU / USP Ano: 1980.

Explicação, Marcos Rosa Oliveira: Foto tirada pelo meu pai em 1978, não tenho conhecimento do local que foi tirada a foto. Mas esta empresa era ICARAI muito conhecida em Santo André.

Explicação, Carlos Martins‎: Meu pai, Paulo Martins, motorista da EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André. Foto dos anos 70 (73 ou 74).

Explicação, Luiz Carlos Leal Carlos Leal‎. Meu pai Jose Canteiro, na linha Jardim do Estádio Vila Alice, anos 1970. Modelo Nimbus da Viação Alpina

Explicação, Paulo Souza: Essa estação me lembro bem, tinha meus sete anos em 1977, lembro do mercado Barateiro que ficava depois dessa estação, hoje o camelódromo. Lembro também da estação de ônibus do outro lado da estação de trem de onde partiam as linhas de ônibus da empresa Santa Rita e também ficava o hipermercado Jumbo Eletro! Na foto, ônibus da Príncipe de Gales e da São José

Monobloco O-362 da Sabetur – Turismo São Bernardo do Campo. Empresa que marcou a história dos transportes de toda a região do ABC

Orly Tur, empresa de fretamento que também foi marcante em Santo André

Explicação, Marcos Rosa Oliveira‎: Esta foto meu pai tirou na Rua Magnólia, Largo Paissandu, em 1984. Para mim a TURSAN, foi a empresa que mais simbolizou a cidade de Santo André.

Explicação, Vanda Helena Machado‎: Restauração da Avenida Industrial, onde os Ônibus estão fazendo a curva, seria a Rua Itambé, em 1981

Explicação, Rogerio Colpas: Vista aérea da Avenida Pereira Barreto, mais ou menos em 1985. Vemos o sistema de trólebus ainda em construção, sem a colocação dos fios.

Marli Gonçalves: Ônibus da São Camilo, no início dos anos 1990, que ia para São Paulo

Explicação, Quasarh Toledo‎: Ônibus da extinta E.P.T., ponto final antigo no Jardim do Estádio da linha T15

Traseira de ônibus Ciferal Padron Alvorada, nos anos 1990, padronização adotada na primeira gestão de Celso Daniel

Busscar Urbanuss, no Jardim Bom Pastor, da Viação Padroeira do Brasil, nos anos 1990, padronização adotada na primeira gestão de Celso Daniel

Marcopolo Torino da Viação São Camilo na pintura padronizada na época da primeira gestão de Celso Daniel (o que diferenciava da Padroeira é que a saia também era laranja)

Ônibus da Transportes Coletivos Parque das Nações, padronização da época da primeira gestão de Celso Daniel, início dos anos 1990. Veículo está dentro da garagem, que fica na Praça Chile

Ônibus Caio Alpha, da Viação Curuçá, na época da pintura padronizada da primeira gestão de Celso Daniel, no início dos anos 1990. O que diferenciava da Parque das Nações era a saia verde claro

Caio Vitória com pintura padronizada da primeira gestão de Celso Daniel, na Perimetral, em Santo André. Ao fundo, Caio Amélia ainda com a pintura tradicional da empresa (vermelho, banco e azul) para as linhas municipais

Caio Gabriela, Mercedes-Benz (ex-prefixo 130 da Viação Alpina) da EPT – Empresa Pública de Transportes, em 1993, na garagem que era da Alpina também no Jardim Milena. Na foto, Adamo Bazani, ainda cabeludo e magro, aos 15 anos de idade. “Era dia de meu aniversário, 13 de janeiro e o presente que pedi para meu pai? ‘- Me leva numa garagem de ônibus!’

Explicação, Andre Woodruff‎. Avenida XV de Novembro, em 1997,com ônibus da Viação Padroeira

Condor Urbano, de linha intermunicipal, Mercedes-Benz OF-1113,da Viação Padroeira do Brasil, na Avenida Queirós dos Santos, após sair da Rua Siqueira Campos, no centro de Santo André, no início dos anos 1990

Foto que fiz para trabalho na E.E.P.S.G. Dr. Luiz Lobo Neto, do bairro Paraíso, em Santo André, no ano de 1992. Sempre gostei de ônibus, transportes em geral e cidades e escolhi o tema “Cidade onde você vive”. Na ocasião, fotografei estes ônibus Transportadora Utinga (pertencente à época ao empresário mineiro Mário Elísio Jacinto) e Auto Viação São Luiz Ltda (pertencente à época ao empresário Ronan Maria Pinto, hoje dono do Diário do Grande ABC, da Viação Guaianazes, Viação Curuçá ETURSA). Ambos empresários integravam o chamado “Grupo dos Mineiros”, uma classificação informal dada aos donos de empresas de ônibus mineiros que agiam em parceria, seja informal ou em sociedade. Além de Mário Elísio Jacinto e Ronan Maria Pinto, pertenciam ao chamado “Grupo dos Mineiros”, os empresários Baltazar José de Sousa, Renato Fernandes Soares e Constantino de Oliveira (o Nenê Constantino, que fundou a Gol Linhas Aéreas, que iniciou as atividades comerciais em 15 de janeiro de 2001 e foi criada em 1º de agosto de 2000, com a razão social de “GOL Transportes Aéreos Ltda”.). Hoje, Mário Elísio e Renato Soares não atuam mais diretamente no ABC. Já Ronan e Baltazar continuam como ônibus no ABC. Constantino Oliveira é presidente de honra do Grupo Comporte, administrado pelos filhos, que, no País todo tem mais de sete mil ônibus e grandes empresas, entre as quais Breda, Viação Piracicabana, Princesa do Norte, Viação São Paulo São Pedro Ltda., Araucária Transportes e Serviços Ltda. Empresa Auto Ônibus Manoel Rodrigues S.A. , Empresa Cruz de Transportes Ltda. , Expresso Maringá do Vale S.A., Expresso União Ltda. , Turp Transporte Urbano Ribeirão Pretano S/A , Viação Luwasa Ltda. , entre outras. Texto Adamo Bazani. INDÚSRIA: Ao fundo, fábrica Black & Decker de Santo André. A Black & Decker foi fundada na cidade de Baltimore, estado americano de Maryland, em 27 de setembro de 1910. No Brasil, a Black & Decker se instalou inicialmente com escritório de vendas e um depósito para as impostações, em 1946. Em 1972, inaugurou sua planta industrial e, em 1979, ampliou suas operações com uma segunda unidade. Em 29 de abril de 1984, finalizou a aquisição da G&E – General Eletric do Brasil. Em Santo André, ficou até 1996, ano que transferiu sua linha de produção para Uberaba/MG. A saída da Black & Decker foi considerada um dos ícones da evasão industrial do ABC Paulista, que se intensificou nos anos 1990. No lugar da Black & Decker funciona hoje o Grand Plaza ABC, o shopping que foi inaugurado em 23 de setembro de 1997, em Santo André, ainda como ABC Plaza Shopping. Texto: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Do Diário do Transporte:
https://diariodotransporte.com.br/

Ônibus da Expresso Guarará, ao lado do terminal Vila Luzita, ainda com o primeiro padrão de pintura

No final de sua trajetória, a Guarará ainda tinha os mesmos ônibus que iniciaram as operações em 2001

Micro-ônibus de linha alimentadora da Expresso Guarará

Desfile de ônibus O km entregues em Santo André pela Expresso Guarará no ano de 2009

Em 2014, empresário Sebastião Passarelli, em sua última entrevista. Adamo Bazani

Ônibus da Viação Guaianazes, modelo Caio Alpha Mercedes-Benz, na linha T 15 (Estação Santo André / Hospital Mário Covas), saindo da Rua Jabaquara e entrando na Rua Juazeiro, no Bairro Paraíso, em Santo André, no início dos anos 2000

Ônibus da linha I 08 (Jardim das Maravilhas / Hospital Mário Covas), em frente a unidade de saúde. No letreiro, o veículo vinha com a inscrição Hospital de Clínicas. Empresa: TCPN – Transportes Coletivos Parque das Nações

Ônibus da mesma linha (I08 – Jardim das Maravilhas/Hospital Mário Covas), em 2008, no ponto final, na Rua Macaúba, no bairro Paraíso – Santo André. Pintura é a mesma de hoje, mas com a cor vermelha, da época de João Avamileno como prefeito, do PT. Entrou o sucessor, Aidan Ravin, rival político do PT, e determinou a troca da cor vermelha por azul. Empresa: TCPN – Transportes Coletivos Parque das Nações

Apresentação de ônibus novos da Viação Guaianazes, em 3 de agosto de 2013

Empresário Ronan Maria Pinto, à esquerda, cumprimenta prefeito Carlos Grana e integrantes do poder municipal. Investimentos foram de R$ 25 milhões em 2013 na frota da Viação Guaianazes. Foto: Adamo Bazani

Ônibus novos da Viação Vaz, apresentados em 2 de maio de 2016

Prefeito Carlos Grana e empresário de ônibus Ozias Vaz seguram chaves dos sete ônibus novos, em maio de 2016 – Foto: Adamo Bazani

Ônibus da Expresso Guarará, na Perimetral, em Santo André, uma semana antes de deixar o sistema de Vila Luzita, em outubro de 2016

Ônibus articulado operado pela Suzantur, no primeiro dia do contrato emergencial da empresa no sistema de Vila Luzita, em 8 de outubro de 2016. Ônibus foram alugados da Sambaíba, empresa de transportes da Capital Paulista

Claudinei Brogliato, um dos donos da Suzantur, no primeiro dia de operação da empresa em Santo André, em outubro de 2016

VÍDEOS

O primeiro é foi resgatado por Sergio Aparecido Lopes e publicado pelo Portal do Ônibus. Os demais foram compartilhados por Crysthyano Costa e Claudinei Romon.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

3 comentários em Vídeos e Fotos mostram transportes de Santo André em diferentes épocas

  1. Adamo a foto que diz
    Avenida Brasilia 1979 esta errada
    Decada de 80. A nao ser que a legenda esteja invertida.

  2. Amigos, bom dia.

    Adamo parabéns, sensacional matéria aula e documentário sobre o buzão e sobre Santo André.

    Este foi mais um dos grandes registros que ficará para a humanidade.

    Na primeira foto do Largo da Estátua, o anto deve ser a partir de 76, pois aquele Caio Bela Vista não é 1960.

    Um agradecimento ao Sr. Claudinei Romon, por compartilhar os vídeos com o mundo; me fez recordar da feira de carros no Mappin, do Jumbo, da Kombi da Metra (azul e branco) e do Escort XR3, do tempo em que a FORD era a FORD, o que já não podemos dizer nos dias de hoje.

    Ver os Carbrasa nos filmes, foi muito legal também.

    Ahhhhhhhhhhhhhhhh e sem falar da Sabetur, uma vez fiz uma viagem com um Nilson da Sabetur, até Santa Catarina, o piloto foi o Miltão, inesquecível, aquele Nilson da Sabetur era lindo.

    Na época já tinha mudado a inscrição lateral, só para SABETUR, sem contar a Tursan, e sua garagem em Santo André, acho que no bairro Campestre, salvo engano da minha memória.

    Agora o paraíso mesmo, sempre foi passar na frente da Volkswagen quando dava o hoario da saída dos funcionários e ver daquele monte de buzão de turismo que os transportava; era Breda, Pato Azul, Bozzato, Bonini, Kuba Turismo, Icaraí, Sabetur, Cati Rose, Ueti, Ueda, Turismo Rodrigues, Tursan e tantas outras que a memória não lembra, kkkkk.

    Mas o que a memória não esquece é que era o paraíso do buzão, isso ela lembra.

    KKKKKKKKKKKKkkkkkkkkkkkk

    Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito legal mesmo essa matéria.

    Parabéns!

    Att,

    Paulo Gil

  3. Parabéns Adamo e a todos que participaram desse lindo documentário

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